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Mapa de questões · 2º dia
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Questão 95ENEM 2015Caderno azul · 2º Dia

Los guionistas estadounidenses introducen cada vez más el español en sus diálogos

En los últimos años, la realidad cultural y la presencia creciente de migrantes de origen latinoamericano en EE UU ha propiciado que cada vez más estadounidenses alternen el inglés y el español en un mismo discurso.

Un estudio publicado en la revista Vial-Vigo International Journal of Applied Linguistics se centra en las estrategias que usan los guionistas de la versión original para incluir el español en el guión o a personajes de origen latinoamericano.

Los guionistas estadounidenses suelen usar subtítulo  en inglés cuando el español que aparece en la serie opelícula es importante para el argumento. Si esto no ocurre, y sólo hay interjecciones, aparece sin subtítulos. En aquellas conversaciones que no tienen relevancia se añade en ocasiones el subtítulo Speaks Spanish (habla en español).

“De esta forma, impiden al público conocer qué están deciendo los dos personajes que hablan español la autora del estudio y profesora e investigadora en la Universidad Pablo de Olavide (UPO) de Sevilla.

Disponível em: www.agenciasinc.es. Acesso em: 23 ago. 2012 (adaptado).

De acordo com o texto, nos filmes norte-americanos, nem todas as falas em espanhol são legendadas em inglês. Esse fato revela a

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Espanhol → Compreensão e interpretação de texto jornalístico (variação e hierarquia linguística)
  • ⚡ Nível: Médio — o vocabulário do texto é simples, mas o candidato precisa articular três trechos diferentes do artigo para chegar a uma conclusão que não vem pronta em nenhuma frase isolada.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Diversidade linguística e tratamento desigual do espanhol como língua de imigração nos EUA — competência de leitura crítica em língua estrangeira, reconhecendo valores sociais implícitos no uso da linguagem.
  • 🏆 Gabarito: A — revelado após a resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "O que o fato de nem toda fala em espanhol ser legendada revela sobre como o espanhol é tratado nos filmes e séries dos EUA?"
  • Palavras-chave decisivas: subtítulo, importante para el argumento, impiden al público conocer
  • Armadilha típica: o candidato lê "impiden al público conocer qué están diciendo" e associa isso diretamente a desprezo pelo público hispânico (alternativa C), quando na verdade a frase fala do público em geral sendo impedido de acompanhar o conteúdo — o problema não é quem assiste, é o critério desigual usado para decidir o que vale a pena traduzir.
  • O que a resposta precisa demonstrar: identificar que a legendagem seletiva expõe um critério hierárquico — o espanhol só é "traduzido" quando serve à trama pensada em inglês — e não um problema técnico, numérico ou de falta de pesquisa.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Sociedade multilíngue e língua de imigração: os EUA reúnem falantes de inglês (língua dominante) e de espanhol (língua de grande comunidade migrante); a forma como a mídia retrata essa convivência revela o status social de cada idioma.
  • Legendagem como escolha editorial, não recurso neutro: decidir o que se traduz e o que se deixa sem tradução é uma escolha de roteiro/produção — comunica, na prática, quais falas "merecem" ser compreendidas pelo espectador.
  • Assimetria linguística: tratamento desigual dado a duas línguas presentes no mesmo produto cultural, em que uma (o inglês) é sempre plenamente acessível e a outra (o espanhol) só é acessível quando conveniente à narrativa.
  • Preconceito linguístico institucional: diferente de um insulto pontual, é uma prática sistemática (dos estúdios e roteiristas) que trata a língua minoritária como pano de fundo dispensável, mesmo quando há personagens falando-a.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "Los guionistas estadounidenses suelen usar subtítulo en inglés cuando el español que aparece en la serie o película es importante para el argumento." → a legenda só existe se o espanhol servir à trama — o critério não é o direito do espectador de entender, é a utilidade narrativa definida pelo roteirista.
  • Evidência 2: "Si esto no ocurre, y sólo hay interjecciones, aparece sin subtítulos... se añade en ocasiones el subtítulo Speaks Spanish (habla en español)." → há uma escala de apagamento: da ausência total de legenda até o rótulo genérico "fala em espanhol", que reduz uma fala inteira a uma etiqueta vazia de conteúdo.
  • Evidência 3 (fala da pesquisadora da UPO): "De esta forma, impiden al público conocer qué están diciendo los dos personajes que hablan español." → é a própria pesquisa que conclui: a prática limita deliberadamente o acesso ao conteúdo dito em espanhol, ainda que a tecnologia e o hábito de legendar já existam (afinal, o inglês nunca fica sem legenda quando necessário).
  • Síntese: as três evidências, somadas, mostram um padrão — não uma falha isolada — em que o espanhol recebe tratamento diferente do inglês dentro do mesmo produto audiovisual. Esse padrão é exatamente uma assimetria no tratamento da língua, não escassez de personagens, desprezo por uma plateia específica, despreparo técnico dos roteiristas ou falta de estudos sobre o tema.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar o fenômeno central do texto

O artigo descreve uma prática consolidada dos roteiristas estadunidenses: alternar entre legendar e não legendar o espanhol dentro do mesmo filme ou série, a depender de um critério interno de "relevância para o argumento". Isso já indica que o espanhol não recebe um tratamento único e estável, como o inglês recebe.

Subpasso 4.2 — Isolar o critério que rege essa alternância

O texto deixa claro que a régua usada não é linguística nem é o direito do espectador de compreender o que ouve: é a utilidade da fala para a trama, decidida por quem escreve o roteiro em inglês, para um público pensado primariamente em inglês. Quando a fala em espanhol não move a trama, ela é apagada — via ausência de legenda ou via rótulo genérico "Speaks Spanish". Esse é o núcleo do problema: duas línguas presentes no mesmo produto, tratadas de formas radicalmente diferentes.

Subpasso 4.3 — Verificação

Perguntar: "o texto está descrevendo um problema numérico (poucos personagens), um problema de público específico (hispânicos no cinema), um problema de formação técnica, um problema de falta de pesquisa, ou um problema de tratamento desigual entre línguas?" A resposta, sustentada pelas três evidências do Passo 3, é a última — um tratamento desigual, isto é, uma assimetria. Isso converge diretamente para a alternativa A e afasta as demais, que atribuem causas não mencionadas ou distorcidas em relação ao texto.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) assimetria no tratamento do espanhol como elemento da diversidade linguística nos Estados Unidos.

Correta: resume com precisão o que as evidências mostram — o espanhol, presente como língua de uma parcela significativa da população, não recebe o mesmo cuidado de tradução que o inglês recebe; ele só é "traduzido" quando conveniente à trama, revelando uma hierarquia entre as duas línguas dentro do mesmo produto cultural.

B) escassez de personagens de origem hispânica nas séries e filmes produzidos nos Estados Unidos.

Incorreta: o texto não fala em número de personagens; ao contrário, parte do pressuposto de que já existem "personajes de origen latinoamericano" falando espanhol nas produções — o problema apontado é como essas falas são (ou não são) legendadas, não quantos personagens existem.

C) desconsideração com o público hispânico que frequenta as salas de cinema norte-americanas.

Incorreta: essa alternativa reduz o problema a um público específico (hispânico assistindo em salas de cinema), mas o trecho "impiden al público conocer" fala do público em geral impedido de acompanhar o conteúdo em espanhol — o cerne da crítica é o critério desigual de legendagem, não uma ofensa direcionada a espectadores hispânicos.

D) falta de uma formação linguística específica para os roteiristas e tradutores norte-americanos.

Incorreta: o texto não menciona qualificação, treinamento ou competência linguística dos roteiristas; a escolha de legendar ou não é apresentada como prática deliberada ligada ao peso da fala na trama, não como erro por despreparo.

E) carência de pesquisas científicas sobre a influência do espanhol na cultura norte-americana.

Incorreta: o próprio texto contraria essa ideia, pois é o relato de um estudo publicado na revista Vial-Vigo International Journal of Applied Linguistics — ou seja, existe pesquisa acadêmica sendo feita e divulgada justamente sobre esse fenômeno.

🏆 Gabarito: A — o texto descreve, com evidências concretas, um critério desigual de legendagem que privilegia o inglês e subordina o espanhol à conveniência narrativa, o que caracteriza uma assimetria no tratamento dessa língua como elemento da diversidade linguística estadunidense.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: apenas a alternativa A nomeia corretamente a causa estrutural descrita no texto — um tratamento desigual entre línguas que convivem no mesmo espaço social e cultural; as demais alternativas inventam causas (escassez, desprezo por um público específico, despreparo técnico, ausência de pesquisa) que o texto não sustenta ou até contradiz.
  • Padrão de cobrança: o ENEM de Espanhol recorrentemente traz textos jornalísticos sobre a situação sociolinguística do espanhol como língua de imigração ou de contato (nos EUA, em fronteiras, em comunidades bilíngues), cobrando do candidato a identificação de relações de poder, prestígio ou hierarquia entre línguas — não apenas compreensão literal do vocabulário.
  • Generalização: em questões desse tipo, a resposta certa costuma ser a que nomeia o fenômeno social mais amplo (assimetria, hierarquia, preconceito linguístico) evidenciado por múltiplos trechos do texto, e não a que descreve um efeito pontual ou colateral mencionado de passagem.
  • Dica de eliminação rápida: descarte de imediato qualquer alternativa que traga um dado que o texto não menciona (números de personagens, formação de roteiristas, quantidade de pesquisas) — se a informação não está no texto, ela não pode ser a causa apontada por ele; sobra a alternativa que descreve o próprio mecanismo relatado no artigo.
  • Conexões: compare com questões sobre variação linguística e preconceito linguístico em Português (sotaques, dialetos, "erro" gramatical) e com temas de imigração e identidade cultural, frequentes tanto em Espanhol quanto em Inglês no ENEM.

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