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Mapa de questões · 2º dia
LinguagensPortuguêsMédio

Questão 97ENEM 2016 Reaplicação

RIC. Disponível em: www.amarildo.com.br. Acesso em: 6 dez. 2012.

O texto faz referência aos sistemas de comunicação e informação. A crítica feita a uma das ferramentas midiáticas se fundamenta na falta de

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Português → Leitura e interpretação de tirinha (linguagem verbal e não verbal, humor e crítica social)
  • ⚡ Nível: Médio — exige decodificar o efeito de humor a partir do contraste entre duas cenas de comunicação (a redação impressa e as redes digitais), sem que isso esteja dito explicitamente no texto
  • 🎯 Tema/Habilidade: Os impactos das novas tecnologias nas relações sociais e no jornalismo — competência de leitura de gêneros multimodais (verbal-visual) com finalidade crítica/humorística
  • 🏆 Gabarito: C — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Identifique qual crítica está por trás do efeito de humor construído pela tirinha."
  • Palavras-chave decisivas: humor, crítica, tirinha
  • Armadilha típica: confundir o assunto superficial da cena (jornalista correndo, redes sociais citadas, resistência às tecnologias de um dos personagens) com o alvo real da crítica, que é o descompasso entre o ritmo do jornal impresso e o ritmo da internet.
  • O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de ir além do que está literalmente desenhado/falado e enxergar a ironia construída pela sequência de falas — o motivo pelo qual a cena é engraçada e crítica ao mesmo tempo.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Tirinha como gênero multimodal: o sentido nasce da soma entre linguagem verbal (balões de fala) e não verbal (expressões, movimento, cenário), e o humor costuma surgir de uma quebra de expectativa entre o que um quadro sugere e o que o seguinte revela.
  • Ironia e anacronismo: um recurso clássico de humor crítico é mostrar um comportamento ou ritual antigo (aqui, "parem as prensas!", expressão símbolo do jornalismo impresso tradicional) que se torna inútil ou ridículo diante de uma realidade nova.
  • Instantaneidade da comunicação digital: blogs, Twitter e redes sociais permitem que qualquer informação circule em tempo real, sem esperar impressão, distribuição física ou edição — essa é a mudança estrutural que a tirinha explora.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "PAREM AS PRENSAS! EU TENHO UMA NOTÍCIA BOMBÁSTICA!" → o editor reproduz o clichê clássico do jornalismo impresso, tratando a informação como um furo exclusivo e urgente, digno de parar toda a produção do jornal.
  • Evidência 2: "DEVEMOS CONTAR QUE A NOTÍCIA JÁ FOI DIVULGADA NOS BLOGS, TWITTER E TODAS AS REDES SOCIAIS?" → a fala seguinte desmonta a suposta exclusividade: a notícia "bombástica" já não é novidade nenhuma, pois circulou instantaneamente pelos canais digitais antes mesmo de chegar à redação impressa.
  • Síntese: o efeito cômico nasce exatamente do choque entre a solenidade do rito impresso (parar as prensas para um furo) e a velocidade da divulgação digital, que já havia tornado a notícia pública muito antes. A terceira fala ("ele insiste em não acreditar nas novas tecnologias") reforça essa crítica, mostrando um personagem que resiste a admitir essa nova realidade.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Mapear os três quadros de fala

No primeiro balão, o editor grita a ordem clássica da redação impressa: parar as máquinas para publicar uma notícia "bombástica". A urgência do gesto sugere que ele acredita estar diante de um furo exclusivo.

Subpasso 4.2 — Identificar a quebra de expectativa

No segundo balão, outro personagem questiona se vale a pena até contar a notícia, já que ela já foi divulgada nos blogs, no Twitter e em todas as redes sociais. É o ponto de virada: o que parecia urgente e exclusivo para o impresso já é informação velha para quem acompanha a internet. A instantaneidade digital esvazia o sentido de "parar as prensas".

Subpasso 4.3 — Verificação

O terceiro balão fecha o raciocínio: um personagem relata que já tentou avisar o colega, "mas ele insiste em não acreditar nas novas tecnologias". Isso confirma que a tirinha não debate credibilidade de redes sociais nem opinião de leitores — aponta o descompasso temporal entre a notícia impressa (processo lento de composição e impressão) e a notícia digital (já circulada instantaneamente). Esse descompasso é o que a alternativa C descreve: a pretensa "novidade" de uma notícia impressa que, na era da instantaneidade digital, já nasce ultrapassada.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) opinião dos leitores nas redes sociais.

❌ Incorreta: em nenhum momento a tirinha mostra reações, comentários ou avaliações de leitores sobre a notícia; as redes sociais aparecem apenas como canal de divulgação, não como espaço de opinião.

B) recursos tecnológicos nas empresas jornalísticas.

❌ Incorreta: a crítica não incide sobre os equipamentos ou ferramentas tecnológicas da própria redação (como prensas, computadores etc.), mas sobre o fato de a informação já ter circulado por fora dela, em canais digitais externos e instantâneos.

C) instantaneidade na divulgação da notícia impressa.

✅ Correta: o humor e a crítica da tirinha giram em torno do contraste entre o rito de urgência do jornal impresso ("parem as prensas!") e a realidade de que, graças às redes digitais, a divulgação de notícias tornou-se instantânea — tornando o furo de reportagem impresso algo anacrônico, sempre atrasado em relação ao que já é público.

D) credibilidade das informações veiculadas nos blogs.

❌ Incorreta: a tirinha não questiona se a informação divulgada nos blogs é confiável ou verdadeira; o problema apontado é apenas a defasagem temporal, não a veracidade do conteúdo.

E) adequação da linguagem jornalística ao público jovem.

❌ Incorreta: não há, na tirinha, qualquer discussão sobre estilo, vocabulário ou adaptação da linguagem do jornal a um público específico; o foco é o tempo de divulgação da notícia, não a forma como ela é redigida.

🏆 Gabarito: C — a tirinha constrói humor e crítica ao mostrar que a lógica do "furo" do jornal impresso perdeu sentido diante da instantaneidade da divulgação de notícias pelas redes digitais.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: só a alternativa C nomeia com precisão o eixo da crítica — o tempo de divulgação da notícia —, que é o elemento que gera tanto o humor quanto a reflexão social da tirinha.
  • Padrão de cobrança: o ENEM frequentemente usa tirinhas e charges do eixo "comunicação e novas tecnologias" para cobrar a leitura crítica de mudanças sociais provocadas pela internet, quase sempre comparando mídia tradicional (jornal, TV, rádio) com mídia digital (redes sociais, blogs).
  • Generalização: em questões de humor gráfico, procure sempre o ponto de virada entre os quadros — a informação que um balão apresenta como certeza e que o balão seguinte desmente ou relativiza é, quase sempre, o centro do sentido crítico do texto.
  • Dica de eliminação rápida: descarte de cara alternativas que mencionem elementos ausentes da cena, como "opinião dos leitores" (A) ou "linguagem para público jovem" (E) — se o detalhe não aparece desenhado ou falado na tirinha, ele não pode ser a resposta.
  • Conexões: compare com outras questões sobre a "crise do jornalismo impresso" diante da internet e com textos sobre gêneros digitais (blog, microblog, rede social) como fontes cada vez mais rápidas de circulação de informação.

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