Mapa de questões · 2º dia
Questão 152 — ENEM 2016 Reaplicação
O recinto das provas de natação olímpica utiliza a mais avançada tecnologia para proporcionar aos nadadores condições ideais. Isso passa por reduzir o impacto da ondulação e das correntes provocadas pelos nadadores no seu deslocamento. Para conseguir isso, a piscina de competição tem uma profundidade uniforme de 3 m, que ajuda a diminuir a “reflexão” da água (o movimento contra uma superfície e o regresso no sentido contrário, atingindo os nadadores), além dos já tradicionais 50 m de comprimento e 25 m de largura. Um clube deseja reformar sua piscina de 50 m de comprimento, 20 m de largura e 2 m de profundidade de forma que passe a ter as mesmas dimensões das piscinas olímpicas.
Disponível em: http://desporto.publico.pt. Acesso em: 6 ago. 2012.
Após a reforma, a capacidade dessa piscina superará a capacidade da piscina original em um valor mais próximo de
Alternativas
Resolução
Ficha da Questão
- 📚 Matérias Necessárias: Matemática → Geometria Espacial (Volume de Prismas Retangulares) e Matemática Básica (Variação Percentual)
- ⚡ Nível: Médio — exige montar corretamente o volume de dois paralelepípedos retângulos e, depois, aplicar a fórmula de variação percentual usando o valor original como referência, ponto onde a maioria dos candidatos erra.
- 🎯 Tema/Habilidade: Cálculo de volume de sólidos geométricos aplicado a um contexto real (piscina), seguido de cálculo de variação percentual entre duas grandezas — Matemática e suas Tecnologias, eixo de Grandezas e Medidas.
- 🏆 Gabarito: E — revelado após resolução completa
Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando
- Comando reformulado: "Calcule em quantos por cento o volume (capacidade) da piscina aumenta depois da reforma que altera largura e profundidade."
- Palavras-chave decisivas: capacidade, superará, mais próximo de
- Armadilha típica: calcular a diferença de volumes dividindo pelo volume NOVO (final) em vez do volume ORIGINAL (inicial); ou esquecer de que todas as três dimensões contam, tratando apenas a área da base e ignorando a profundidade.
- O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de calcular dois volumes de paralelepípedos retângulos e aplicar corretamente a fórmula de variação percentual: (V_novo − V_antigo) / V_antigo × 100.
Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais
- Volume do paralelepípedo retângulo: V = comprimento × largura × profundidade. É essa grandeza que o enunciado chama de "capacidade" da piscina — o volume de água que ela comporta.
- Variação percentual: para dizer o quanto uma grandeza "supera" outra, o denominador da fórmula é sempre o valor de referência (o valor ORIGINAL, antes da mudança): variação % = (valor final − valor inicial) / valor inicial × 100.
- Interpretação de "superar em": quando o enunciado pergunta em quanto A supera B, o percentual é sempre calculado em relação a B (a grandeza-base de comparação) — aqui, a piscina antes da reforma.
Passo 3 — Decodificação do Enunciado
- Evidência 1: "profundidade uniforme de 3 m [...] além dos já tradicionais 50 m de comprimento e 25 m de largura" → define as dimensões-alvo da reforma (padrão olímpico): 50 m × 25 m × 3 m.
- Evidência 2: "piscina de 50 m de comprimento, 20 m de largura e 2 m de profundidade" → define as dimensões originais, antes da reforma: 50 m × 20 m × 2 m.
- Síntese: o comprimento (50 m) é o único elemento que não muda; a largura vai de 20 m para 25 m e a profundidade de 2 m para 3 m. Como as duas piscinas comparadas têm sempre 50 m de comprimento, o problema pode ser resolvido tanto calculando os dois volumes completos quanto comparando diretamente as áreas das seções transversais (largura × profundidade).
Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)
Subpasso 4.1 — Volume (capacidade) da piscina original
V₁ = comprimento × largura × profundidade
V₁ = 50 × 20 × 2 = 2000 m³
Subpasso 4.2 — Volume da piscina reformada (padrão olímpico)
V₂ = 50 × 25 × 3 = 3750 m³
Subpasso 4.3 — Diferença absoluta e variação percentual
ΔV = V₂ − V₁ = 3750 − 2000 = 1750 m³
Variação percentual = ΔV ÷ V₁ × 100 = 1750 ÷ 2000 × 100 = 0,875 × 100 = 87,5%
Subpasso 4.4 — Verificação por atalho
Como o comprimento (50 m) é comum às duas piscinas, ele "cancela" na razão entre volumes, e basta comparar as áreas das seções transversais (largura × profundidade):
V₂ ÷ V₁ = (25 × 3) ÷ (20 × 2) = 75 ÷ 40 = 1,875 → aumento de 87,5%
Os dois caminhos batem: 87,5% é o valor mais próximo de 88% entre as alternativas dadas — confirma a alternativa E.
Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas
A) 20%.
❌ Incorreta: soma dois erros. Primeiro, ignora a profundidade e usa só a área da base (50×20 = 1000 m² e 50×25 = 1250 m²); segundo, divide a diferença pela área NOVA em vez da original: (1250 − 1000) ÷ 1250 = 20%. É o erro de trocar o denominador combinado com o erro de descartar uma dimensão.
B) 25%.
❌ Incorreta: aparece quando se ignora a mudança de profundidade e se compara apenas as áreas da base, mas agora usando corretamente o valor original como referência: (1250 − 1000) ÷ 1000 = 25%. O erro conceitual é esquecer que a profundidade também mudou de 2 m para 3 m, o que também aumenta a capacidade da piscina.
C) 47%.
❌ Incorreta: nasce do erro clássico de inverter o denominador na fórmula de variação percentual — usar o volume FINAL como referência em vez do volume ORIGINAL: 1750 ÷ 3750 × 100 ≈ 46,7% ≈ 47%. Confunde "quanto o novo volume supera o antigo" (referência = valor inicial) com "que fração do volume final corresponde ao aumento" (conceito diferente).
D) 50%.
❌ Incorreta: surge ao considerar apenas a variação da profundidade, ignorando a mudança de largura: (3 − 2) ÷ 2 × 100 = 50%. É o erro de isolar uma única dimensão e tratá-la como se representasse toda a variação de volume, esquecendo que largura e profundidade aumentam simultaneamente.
E) 88%.
✅ Correta: resultado do cálculo completo e correto — volume original de 2000 m³, volume final de 3750 m³, variação percentual calculada com o volume original no denominador: 1750 ÷ 2000 × 100 = 87,5%, valor mais próximo de 88% entre as opções oferecidas.
🏆 Gabarito: E — a capacidade da piscina reformada (3750 m³) supera a da piscina original (2000 m³) em 87,5%, valor mais próximo de 88%.
Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova
- Reafirmação do gabarito: só a alternativa E nasce do cálculo completo e correto — volume com as três dimensões da piscina e variação percentual com o valor original no denominador. Qualquer atalho que descarte a profundidade ou inverta a referência leva a uma das distratoras.
- Padrão de cobrança: o ENEM gosta de combinar geometria espacial (volume de prismas, cilindros) com interpretação de variação percentual em contextos do cotidiano — piscinas, caixas d'água, reservatórios, embalagens, aquários.
- Generalização: sempre que o enunciado pedir "quanto X supera Y" ou "aumento percentual de X em relação a Y", o denominador é o valor de PARTIDA (Y), nunca o valor final. Fórmula fixa: variação % = (final − inicial) ÷ inicial × 100.
- Dica de eliminação rápida: calcule sempre os dois volumes completos primeiro (nunca descarte uma dimensão) e confira qual valor está no denominador antes de fechar a conta — dividir pelo valor errado é a armadilha mais recorrente desse tipo de questão (aqui, a alternativa C).
- Conexões: questões de volume de prismas e cilindros aplicados a caixas d'água, piscinas e reservatórios; questões de aumento/desconto percentual em preços, salários e outras grandezas do cotidiano.
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