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Mapa de questões · 2º dia
NaturezaBiologiaFácil

Questão 113ENEM 2024 PPLCaderno azul · 2º Dia

A evolução das populações envolve processos de variação e adaptação ao longo do tempo, podendo desencadear o surgimento de novas raças ou espécies a partir de uma preexistente. A grande diversidade de organismos presentes em nosso planeta pode ser explicada pela moderna teoria evolucionista, que associa o darwinismo aos conceitos de genética. Com base nesses conhecimentos, é possível realizar a reprodução diferencial de genótipos e a formação de raças com diferentes fenótipos, como representado na figura.

A formação dessas raças deve-se ao processo de

Alternativas

Resolução em Vídeo

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Biologia → Evolução biológica (mecanismos evolutivos) e Genética de populações
  • ⚡ Nível: Fácil — basta associar a figura clássica das raças de cães a um dos cinco mecanismos evolutivos listados
  • 🎯 Tema/Habilidade: Seleção artificial x seleção natural x deriva genética x especiação — reconhecer processos que geram diversidade biológica
  • 🏆 Gabarito: B — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual processo explica o surgimento de raças com fenótipos distintos a partir de um único ancestral comum, o lobo cinza?"
  • Palavras-chave decisivas: reprodução diferencial de genótipos, formação de raças, diferentes fenótipos
  • Armadilha típica: ver a "árvore ramificada" e associar automaticamente a especiação ou à deriva genética, ignorando que o enunciado fala em raças (não espécies) e que há um agente direcionador claro por trás da diversificação.
  • O que a resposta precisa demonstrar: que a diversificação partiu de escolhas intencionais e dirigidas sobre quais indivíduos se reproduziam — não do acaso nem apenas do ambiente.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Seleção artificial: o ser humano escolhe deliberadamente, geração após geração, indivíduos com fenótipos desejados (porte, pelagem, temperamento, aptidão para caça) para cruzar entre si — base da domesticação e do melhoramento genético.
  • Deriva genética: alteração aleatória na frequência de alelos, sem escolha ou vantagem adaptativa, mais intensa em populações pequenas.
  • Especiação alopátrica: origem de novas espécies, e não raças, por isolamento geográfico que impede o fluxo gênico até a incompatibilidade reprodutiva.
  • Híbrido: descendente de cruzamento entre indivíduos de espécies/variedades diferentes — um produto pontual, não o mecanismo que origina todo o leque de raças.
  • Divergência adaptativa: diferenciação causada por pressões naturais do ambiente (seleção natural), sem intervenção humana na escolha dos reprodutores.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1 (figura): "Lobo cinza — Ancestral comum" no topo, ramificando-se em Europa, América do Norte, China e Índia, e destas em dezenas de raças com portes e pelagens muito diferentes. → Todas as raças pertencem à mesma espécie, divergindo de um único ponto de partida.
  • Evidência 2 (enunciado): "é possível realizar a reprodução diferencial de genótipos". → Nem todos os indivíduos se reproduziram igualmente: houve critério de escolha, ou seja, alguém decidiu quais genótipos avançariam.
  • Evidência 3 (contexto): as quatro regiões correspondem a civilizações humanas que, por milênios, domesticaram cães com finalidades específicas (caça, pastoreio, guarda). → O agente da diversificação é o ser humano, agindo de forma diferente em cada cultura.
  • Síntese: ancestral único + diversificação por reprodução dirigida em populações humanas distintas = domesticação com escolha intencional de reprodutores, isto é, seleção artificial.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Reconhecendo o fenômeno da figura

O esquema é o clássico modelo de domesticação canina: a partir de um ancestral selvagem (lobo cinza), populações regionais, sob manejo humano, originaram raças com fenótipos radicalmente diferentes — do porte gigante ao miniatura — todas da mesma espécie biológica. Isso só ocorre porque, a cada geração, criadores escolheram quais cães cruzariam, privilegiando características de interesse humano em vez de deixar a reprodução ao acaso.

Subpasso 4.2 — Diferenciando dos demais mecanismos

O ENEM testa se o estudante sabe quem dirige a mudança e em que nível ela ocorre: mudança ao acaso → deriva genética; filtragem pelo ambiente natural → seleção natural/divergência adaptativa; isolamento geográfico gerando espécie nova → especiação; cruzamento pontual entre linhagens → híbrido. Na figura, o agente é humano, o critério é escolha de fenótipos, e o resultado são raças, não espécies novas — nenhuma dessas alternativas se encaixa.

Subpasso 4.3 — Verificação

Cruzando a definição de seleção artificial (escolha humana de reprodutores com fenótipos desejados, gerando raças a partir de ancestral comum) com o mostrado na figura (lobo → raças regionais por reprodução dirigida), a correspondência é exata, confirmando a alternativa B.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) deriva genética.

❌ Incorreta: é um processo aleatório, sem critério de escolha, típico de populações pequenas isoladas. A figura mostra o oposto — escolha dirigida e repetida de reprodutores com fenótipos específicos.

B) seleção artificial.

✅ Correta: o ser humano, em diferentes regiões, selecionou deliberadamente cães com características desejadas e os reproduziu de forma dirigida, gerando as raças a partir do lobo cinza — exatamente a "reprodução diferencial de genótipos" citada no enunciado.

C) formação de híbridos.

❌ Incorreta: híbrido é o descendente do cruzamento entre indivíduos de espécies/variedades distantes. A figura mostra a diversificação progressiva de raças a partir de um único ancestral por seleção cumulativa, não um evento isolado de cruzamento.

D) especiação alopátrica.

❌ Incorreta: especiação gera novas espécies reprodutivamente isoladas por barreiras geográficas. As raças caninas continuam da mesma espécie (Canis lupus familiaris) e são interférteis, logo não houve especiação.

E) divergência adaptativa.

❌ Incorreta: decorre de pressões seletivas naturais, sem intervenção humana direcionada. Nas raças caninas, o fator determinante foi a escolha humana de reprodutores, não o ambiente selecionando sobreviventes.

🏆 Gabarito: B — a figura descreve a domesticação canina, em que humanos de diferentes regiões escolheram e reproduziram deliberadamente cães com fenótipos desejados a partir de um ancestral comum, configurando o clássico mecanismo de seleção artificial.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: só a seleção artificial explica ao mesmo tempo um ancestral único, reprodução diferencial (não aleatória) e o surgimento de raças — não espécies — com fenótipos variados conforme o interesse humano.
  • Padrão de cobrança: o ENEM recorre a exemplos de domesticação (cães, milho, gado, pombos de Darwin) para cobrar a diferença entre seleção natural e artificial, sempre destacando a presença ou ausência de um agente humano escolhendo reprodutores.
  • Generalização: "raças" ou "melhoramento genético" ligados à ação humana dirigida → seleção artificial; "espécies novas" e "isolamento geográfico" → especiação; "mudança ao acaso em população pequena" → deriva genética.
  • Dica de eliminação rápida: se o resultado final é raça (mesma espécie), elimine "especiação" e "híbridos"; se há agente humano escolhendo, elimine "deriva genética" (aleatória) e "divergência adaptativa" (natural) — sobra seleção artificial.
  • Conexões: Darwin usou a seleção artificial de pombos domésticos como argumento de apoio à seleção natural em "A Origem das Espécies"; o tema dialoga com biotecnologia e melhoramento genético vegetal.

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