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Mapa de questões · 2º dia
NaturezaBiologiaFácil

Questão 112ENEM 2024 PPLCaderno azul · 2º Dia

Ao respirarmos, falarmos, tossirmos ou espirrarmos, liberamos gotículas e aerossóis. Se estamos com alguma infecção respiratória viral, vírus estarão contidos ali. Estima-se que uma pessoa com covid-19 falando alto por 1 minuto pode gerar mais de 1000 partículas de aerossóis, o que poderia levar à liberação de mais de 100000 partículas virais de SARS-CoV-2. O uso de máscaras pela população pode auxiliar na redução da transmissão desse vírus, conforme representado na figura.

As máscaras auxiliam no controle dessa doença, pois

Alternativas

Resolução em Vídeo

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Biologia → saúde pública, virologia e transmissão de doenças respiratórias
  • ⚡ Nível: Fácil — a resposta decorre diretamente da leitura da figura e de conhecimento básico sobre EPIs, sem cálculos ou dados técnicos complexos
  • 🎯 Tema/Habilidade: Mecanismos de prevenção de doenças infecciosas (COVID-19) e interpretação de infográfico científico
  • 🏆 Gabarito: B — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual é o mecanismo pelo qual a máscara ajuda a controlar a disseminação do SARS-CoV-2?"
  • Palavras-chave decisivas: barreira, partículas virais, liberadas no ar
  • Armadilha típica: confundir a ação física de bloqueio (reter partículas) com uma ação química/biológica sobre o vírus (neutralizar, inativar, reduzir carga viral) ou com uma medida de distanciamento
  • O que a resposta precisa demonstrar: entendimento de que a máscara age como um filtro mecânico, não como um agente antiviral nem como recurso de afastamento social

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Gotículas e aerossóis respiratórios: partículas expelidas ao falar, tossir, espirrar ou respirar; em pessoas infectadas, podem carregar vírus em suspensão.
  • Barreira física (filtração mecânica): o tecido da máscara retém partículas por impactação, interceptação e atração eletrostática, atuando nos dois sentidos — na saída do ar exalado e na entrada do ar inalado.
  • Controle de fonte × proteção individual: máscara no infectado reduz a emissão de partículas; máscara na pessoa saudável reduz a inalação. A figura mostra as duas pontas do mesmo mecanismo de barreira.
  • Carga viral da partícula: a máscara não altera a concentração de vírus dentro de cada gotícula já formada — apenas dificulta que ela atravesse o tecido e alcance outra pessoa.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "uma pessoa com covid-19 falando alto por 1 minuto pode gerar mais de 1000 partículas de aerossóis... mais de 100000 partículas virais" → dimensiona o problema: sem barreira, um volume enorme de partículas virais é lançado no ar em pouco tempo.
  • Evidência 2 (figura): sem máscara, a "pessoa infectada assintomática" projeta uma nuvem densa de partículas até as "pessoas saudáveis", gerando "exposição máxima"; com máscara, a nuvem fica muito mais rarefeita, gerando "exposição mínima" para as pessoas saudáveis (também com máscara).
  • Síntese: a diferença entre os dois cenários não está na quantidade de vírus produzida nem em algum efeito destrutivo sobre o patógeno — está exclusivamente na quantidade de partículas que consegue atravessar o tecido e chegar a outras pessoas. Isso caracteriza um mecanismo de barreira física.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — A rota de transmissão retratada

O SARS-CoV-2 se propaga por via respiratória, transportado em gotículas e aerossóis. Quanto maior a quantidade de partículas que escapa do infectado e atinge as vias respiratórias de outra pessoa, maior o risco de infecção. O texto já estabelece a escala do problema (milhares de partículas de aerossol e dezenas de milhares de partículas virais por minuto de fala), justificando a necessidade de uma barreira física para interromper esse fluxo.

Subpasso 4.2 — O papel mecânico da máscara

A máscara não tem ação química sobre o vírus: não o destrói, não o desativa, não altera sua estrutura. Ela interpõe uma malha de fibras entre as vias respiratórias e o ambiente, retendo fisicamente parte das partículas — tanto as que saem (infectado) quanto as que entram (suscetível). É esse efeito de anteparo que reduz o número de partículas virais circulando no ar entre as pessoas.

Subpasso 4.3 — Verificação com a figura

A única variável alterada entre "exposição máxima" e "exposição mínima" é a presença da máscara — não há redução na produção de vírus pela pessoa infectada, nem afastamento entre os personagens (a distância é a mesma nos dois cenários). Logo, a queda na exposição só se explica por uma barreira física que intercepta as partículas virais no ar, o que converge para a alternativa que fala em "barreira de proteção".

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) neutralizam as partículas virais presentes nas gotículas e aerossóis.

❌ Incorreta: "neutralizar" implica inativar ou destruir o vírus, ação química/biológica que a máscara não realiza. O tecido apenas retém fisicamente as partículas; o vírus continua viável, apenas impedido de atravessar a barreira.

B) fornecem uma barreira de proteção contra as partículas virais liberadas no ar.

✅ Correta: descreve com precisão o mecanismo de filtração mecânica evidenciado na figura — o tecido da máscara intercepta as partículas virais em trânsito pelo ar, reduzindo a exposição de quem está próximo, seja retendo a emissão do infectado, seja bloqueando a inalação da pessoa saudável.

C) reduzem a quantidade de vírus nas gotículas produzidas durante a respiração.

❌ Incorreta: a máscara não interfere na produção das gotículas nem na carga viral contida em cada uma delas — essa quantidade é definida pela infecção do organismo. O que a máscara reduz é o número de partículas que escapa para o ambiente, não a concentração de vírus dentro de cada partícula.

D) permitem que os indivíduos infectados inspirem e expirem menos partículas virais.

❌ Incorreta: restringe o benefício apenas à pessoa infectada e a um suposto efeito sobre o próprio ato de respirar, como se a máscara diminuísse o que o corpo produz. Na verdade, o mecanismo é o mesmo tanto para quem transmite quanto para quem pode ser infectado (a figura mostra máscaras em ambos os lados), e o que ocorre é retenção física na barreira — não alteração na respiração em si.

E) mantêm afastados os indivíduos não infectados daqueles que já foram infectados.

❌ Incorreta: a máscara é uma barreira física sobre as partículas, não uma medida de distanciamento espacial. Na figura, a distância entre as pessoas é a mesma nos dois cenários; o que muda é só a presença ou ausência da máscara, o que descarta o afastamento como explicação.

🏆 Gabarito: B — a máscara reduz a transmissão do SARS-CoV-2 porque funciona como uma barreira física que intercepta as partículas virais no trajeto pelo ar, e não porque destrói o vírus, altera sua carga nas gotículas ou promove distanciamento entre as pessoas.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: apenas a alternativa B descreve a natureza física (não química ou espacial) da proteção da máscara, exatamente o que a figura ilustra ao contrastar "exposição máxima" e "exposição mínima".
  • Padrão de cobrança: o ENEM associa um texto informativo a um infográfico e exige que o estudante extraia o mecanismo biológico central representado visualmente — recurso recorrente em questões pós-2020 sobre COVID-19 e biossegurança.
  • Generalização: em questões sobre EPI e medidas profiláticas, a alternativa correta descreve um mecanismo físico/fisiológico plausível (filtração, barreira, retenção), enquanto os distratores usam verbos de ação exagerada (neutralizar, eliminar, curar) ou mecanismos não relacionados (distanciamento).
  • Dica de eliminação rápida: elimine alternativas com verbos de ação química/biológica direta sobre o patógeno ("neutralizam") e alternativas sobre distanciamento quando a figura mostra apenas presença/ausência de filtro entre pessoas na mesma posição.
  • Conexões: Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e biossegurança; epidemiologia e cadeia de transmissão de vírus respiratórios.

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