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Mapa de questões · 1º dia
EspanholEspanholDifícil

Questão 5 — ENEM 2020 Digital

No hablarás con acento andaluz en el telediario de las 9

Hace unos días salió publicado que el obispado de Salamanca ha pedido a las hermandades de Semana Santa que eviten usar expresiones andaluzas durante las procesiones arguyendo que "suenan mal".

Aunque es una noticia aparentemente local y sin otro interés que el de seguir los cotilleos de los cofrades y capillitas salmantinos, lo cierto es que recoge uno de los estereotipos lingüísticos más extendidos: lo mal que hablan los andaluces.

Lo que los hablantes percibimos subjetivamente como acentos buenos y malos suele ser producto de la influencia cultural y del poder recalcitrante que dejaron ciertas regiones históricamente hegemónicas. El habla de Castilla se convirtió en la de prestigio porque era la forma de hablar propia del lugar de donde emanaba el poder. El acento de la clase dominante pasó a tener prestigio social y se convirtió a ojos del conjunto de los hablantes en deseable, mientras que las formas de hablar de las zonas alejadas de los centros de poder pasaron a ser consideradas provincianas y propias de gentes pobres e incultas.

La televisión tiene un enorme poder en lo que a representación y normalización cultural se refiere. De la misma manera que esperamos que la televisión pública recoja los distintos intereses y sensibilidades de la población, sería muy deseable ver reflejado y celebrado todo el abanico de diversidad lingüística de la sociedad en que vivimos y abandonar de una vez el monocultivo del castellano central que copa nuestras pantallas. Y hoy, día de Andalucía, es un buen día para reclamarlo.

MELLADO, E. A. Disponível em: www.eldiario.es. Acesso em: 18 ago. 2017.

O texto discute a proibição de expressões andaluzas nas procissões e no telejornal das 9 horas. De acordo com essa discussão, o autor defende a

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Espanhol → preconceito linguístico; prestígio de variedades e representação na mídia
  • ⚡ Nível: Médio — o texto explica longamente o mecanismo do preconceito, e é fácil confundir o que ele descreve com o que ele defende
  • 🎯 Tema/Habilidade: Distinguir, em texto argumentativo em espanhol, aquilo que o autor explica daquilo que ele reivindica
  • 🏆 Gabarito: C — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

Comando reformulado: "O que o autor está defendendo — não o que ele está explicando?"

Palavras-chave decisivas: de acordo com essa discussão, o autor defende a

Armadilha típica: confundir descrição com defesa. O autor descreve com detalhe como o castelhano central virou o falar de prestígio, mas descrever esse mecanismo é justamente denunciá-lo.

O que a resposta precisa demonstrar: que o candidato leia o último parágrafo, onde o verbo muda de "es" para "sería muy deseable" e "reclamarlo".

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

Preconceito linguístico: julgar variedades como melhores ou piores. A linguística mostra que não há critério interno para isso: o prestígio vem de fora, da posição social de quem fala.

Norma de prestígio: variedade associada ao poder econômico e político, tomada como padrão. No caso espanhol, o castelhano central, por ser a fala da região de onde emanava o poder.

Descrever x defender: em texto argumentativo, os parágrafos centrais costumam explicar como o problema funciona; o parágrafo final traz a proposta. O comando pede a proposta.

Vocabulário decisivo: suenan mal (soam mal), estereotipos lingüísticos (estereótipos linguísticos), poder recalcitrante (poder persistente), regiones históricamente hegemónicas (regiões historicamente hegemônicas), prestigio social (prestígio social), provincianas (provincianas), abanico de diversidad lingüística (leque de diversidade linguística), monocultivo del castellano central (monocultura do castelhano central), reclamarlo (reivindicá-lo).

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

Evidência 1: "el obispado de Salamanca ha pedido a las hermandades [...] que eviten usar expresiones andaluzas [...] arguyendo que suenan mal" → o caso concreto que motiva o texto: uma proibição baseada em juízo estético.

Evidência 2: "recoge uno de los estereotipos lingüísticos más extendidos: lo mal que hablan los andaluces" → o autor nomeia o episódio como estereótipo, isto é, já o rejeita.

Evidência 3: "El habla de Castilla se convirtió en la de prestigio porque era la forma de hablar propia del lugar de donde emanaba el poder" → aqui ele explica o mecanismo. É descrição crítica, não adesão.

Evidência 4: "sería muy deseable ver reflejado y celebrado todo el abanico de diversidad lingüística [...] y abandonar de una vez el monocultivo del castellano central [...] Y hoy, día de Andalucía, es un buen día para reclamarlo" → a proposta, no condicional e encerrada por um verbo de reivindicação.

Síntese: o texto denuncia um episódio, explica de onde vem o preconceito e termina reivindicando que a diversidade linguística — a andaluza inclusive — seja representada na televisão pública.

Passo 4 — Resolução Passo a Passo

4.1 — Separar os três movimentos

Notícia (o bispado), explicação (por que Castela virou padrão) e reivindicação (o que deveria mudar). O comando pede o terceiro.

4.2 — Seguir os verbos

Nos parágrafos do meio predominam verbos no passado e no presente descritivo ("se convirtió", "pasaron a ser"). No último, aparecem "sería deseable", "abandonar" e "reclamarlo" — modo e vocabulário de proposta.

4.3 — Ler a data

"Hoy, día de Andalucía" — o autor ancora a reivindicação no dia da Andaluzia. A defesa é feita em nome dos andaluzes e de sua fala.

4.4 — Verificação

A alternativa certa tem de ser algo que o autor queira que aconteça, e não algo que ele constate. Só uma é. Gabarito: C.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) soberania de um falar sobre o outro.

❌ Incorreta: é exatamente o que o texto combate. O autor explica como o castelhano central se tornou soberano para denunciar essa hierarquia, não para defendê-la.

B) estranheza perceptiva do falar andaluz.

❌ Incorreta: o "suenan mal" é a posição do bispado, citada logo no início para ser criticada. O autor mostra em seguida que essa percepção é produto de poder cultural, e não uma propriedade do falar andaluz.

C) luta dos andaluzes pela diversidade linguística.

✅ Correta: o texto fecha reivindicando que a televisão pública reflita e celebre "todo el abanico de diversidad lingüística" e abandone o "monocultivo del castellano central" — e faz isso no día de Andalucía, com o verbo "reclamarlo". É a defesa que o autor assume.

D) hegemonia de um sotaque com base no prestígio social

❌ Incorreta: é o distrator mais forte, porque corresponde a um parágrafo inteiro do texto. Mas ali o autor descreve o mecanismo do prestígio para explicá-lo, e o último parágrafo pede justamente que ele acabe.

E) visão estereotipada dos próprios andaluzes acerca de seu falar.

❌ Incorreta: o estereótipo apontado no texto vem de fora da Andaluzia — do bispado de Salamanca e da percepção geral dos falantes. Em nenhum momento os andaluzes aparecem como autores do preconceito contra si mesmos.

🏆 Gabarito: C — os parágrafos centrais explicam de onde vem o prestígio do castelhano central, e o último reivindica, no dia da Andaluzia, que toda a diversidade linguística seja representada.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: só C corresponde ao que o autor pede; A, B e D são o que ele descreve para criticar.
  • Padrão de cobrança: preconceito linguístico é dos temas mais frequentes em espanhol no ENEM, quase sempre com um caso concreto na abertura e a proposta no fim.
  • A regra geral que se leva: quando o comando diz "o autor defende", procure o condicional e os verbos de reivindicação. Descrição não é defesa.
  • Eliminação em 30 segundos: pergunte de cada alternativa: "o autor quer que isso aconteça?". Se ele apenas constata, está errada.
  • Temas que vêm junto: variedades do espanhol peninsular, mídia e representação cultural, e a distinção entre norma-padrão e norma de prestígio.

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