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Mapa de questões · 1º dia
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Questão 3ENEM 2020 Digital

La violencia como bella arte

Pues bien, “Relatos Salvajes’, de Damián Szifrón, es sobre todo un brillante esfuerzo por poner rostro, por fotografiar, a la parte de la violencia que tanto cuesta ver en el cine. De repente, el director argentino coloca al espectador ante el espectáculo, digamos putrefacto, de una sociedad enferma de su propia indolencia, anestesiada por su ira, incapaz de entender el origen de la insatisfacción que la habita. é Cómo se quedan? Si, estamos delante de la una pelicula vocacionalmente violenta, obligadamente salvaje, pero, y sobre todo, deslumbrante en su claridad.

Más allá del esplendor sabio de una producción perfecta, lo que más duele, lo que más divierte, lo que mas conmueve es la sensación de reconocimiento. Cada uno de los damnificados, pese a su acento marcadamente argentino, somos nosotros. O, mejor, cada insulto proferido, y no siempre entendido, es nuestro, en algún momento ha salido de nuestra boca. O saldrá.

La violencia no es sólo eso que tanto desagrada a los profesionales del buen gusto, a los programadores de ópera o a los filósofos de la nada; la violencia, la realmente insoportable, es también una cuestión de actitud, un simple gesto. Y esa violencia está por todas partes, está dentro. Y Szifrón acierta a retrataria tan fielmente que no queda otra cosa que romper a reir. Aunque sólo sea de simple desesperación. Briliante, magistral incluso.

A evidência sobre esse reconhecimento está marcada no segundo e no terceiro parágrafo, onde o autor, de maneira geral, expressa toda a semelhança que espectador pode encontrar a partir de toda violência apresentada no filme.

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Espanhol → Compreensão leitora de texto argumentativo (crítica de cinema)
  • ⚡ Nível: Médio — exige cruzar pistas lexicais espalhadas por dois parágrafos para identificar a tese central, sem depender de tradução palavra por palavra
  • 🎯 Tema/Habilidade: Identificação da ideia central e do posicionamento do autor num texto argumentativo em língua estrangeira (leitura global, não literal)
  • 🏆 Gabarito: E — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "O que o 2º e o 3º parágrafos do texto revelam sobre a forma como o leitor/espectador se relaciona com a violência retratada no filme?"
  • Palavras-chave decisivas: reconocimiento, somos nosotros, es nuestro
  • Armadilha típica: confundir o retrato da sociedade feito no 1º parágrafo (indolência, anestesia, ira — a violência representada no filme) com o efeito que essa violência provoca no espectador, que é o assunto específico do 2º e do 3º parágrafos e o que o comando efetivamente pede
  • O que a resposta precisa demonstrar: que a alternativa correta descreve o espectador se vendo/reconhecendo a si mesmo nos comportamentos violentos exibidos na tela — não apenas a existência da violência ou uma reação de fuga/riso

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Compreensão global x local: a resposta certa nasce da soma de pistas ao longo de um recorte (dois parágrafos), não de uma palavra isolada — é preciso ler o bloco como unidade de sentido.
  • Vocabulário-chave: damnificados (os atingidos, personagens vitimados pela violência do filme); acierta (acerta, tem êxito); retratarla (retratá-la); pese a (apesar de).
  • Marcadores de identificação do autor: "es nuestro", "somos nosotros" e "ha salido de nuestra boca" são pistas de identificação do leitor com o que vê, não de crítica distanciada ou descrição neutra da sociedade.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "lo que más duele, lo que más divierte, lo que mas conmueve es la sensación de reconocimiento" → o autor nomeia o efeito central do filme sobre quem assiste: reconhecimento, não repulsa nem distração.
  • Evidência 2: "Cada uno de los damnificados, pese a su acento marcadamente argentino, somos nosotros. (...) cada insulto proferido (...) es nuestro, en algún momento ha salido de nuestra boca. O saldrá." → o autor apaga a distância entre personagem (ficção, sotaque estrangeiro) e leitor (realidade); a violência do filme é atribuída ao próprio leitor.
  • Evidência 3 (3º parágrafo): "la violencia (...) es también una cuestión de actitud (...) Y esa violencia está por todas partes, está dentro." → reforça que a violência não é só do outro: ela habita cada indivíduo, inclusive quem assiste ao filme.
  • Síntese: As evidências convergem para o mesmo ponto — o texto não descreve a violência em si (isso é o 1º parágrafo), mas o efeito de autorreconhecimento que ela provoca em quem a vê, exatamente o recorte pedido pelo comando.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Delimitar o recorte exigido pelo comando

O enunciado é explícito: a evidência sobre o "reconhecimento" está nos parágrafos 2 e 3. Isso elimina, de saída, qualquer alternativa cujo conteúdo pertença apenas ao 1º parágrafo (que fala da sociedade "enferma de su propia indolencia, anestesiada por su ira" — tema diferente do pedido).

Subpasso 4.2 — Rastrear o léxico de identificação nos parágrafos indicados

No 2º parágrafo, o núcleo semântico gira em torno de "reconocimiento", "somos nosotros" e "es nuestro": o autor afirma que o espectador se vê nos personagens violentos e ouve seus próprios insultos ecoados na tela. No 3º parágrafo a ideia se aprofunda: a violência "está dentro" de cada um, é "cuestión de actitud" — não é exclusiva dos personagens argentinos, é traço humano universal, compartilhado por quem assiste.

Subpasso 4.3 — Verificação

Juntando os dois parágrafos, a resposta precisa expressar: (a) reconhecimento do próprio comportamento violento, (b) diante de diferentes formas de violência mostradas no filme. Só a alternativa que fala em "autorreconhecimento diante dos diversos tipos de comportamento humano frente à violência" reproduz esse duplo elemento — fecha com o gabarito E.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) cômico como fuga da sociedade diante de situações violentas.

❌ Incorreta: o riso citado ("no queda otra cosa que romper a reír. Aunque sólo sea de simple desesperación") é reação de desespero diante do autorreconhecimento, não "fuga" ou entretenimento que afasta o espectador da violência. A alternativa inverte a função do humor no texto.

B) estado de apatia da sociedade perante a violência rotineira do mundo atual.

❌ Incorreta: a apatia/indolência ("sociedad enferma de su propia indolencia, anestesiada por su ira") pertence ao 1º parágrafo, que descreve o que o filme retrata sobre a sociedade — não ao efeito de reconhecimento tratado nos parágrafos 2 e 3, que é o que o comando pede. É a armadilha clássica de pescar a resposta no parágrafo errado.

C) empecilho para o espectador vivenciar a violência bruta na realidade e na ficção.

❌ Incorreta: não há menção a um "obstáculo" que impeça o espectador de experienciar a violência; ao contrário, o texto afirma que ele já vivencia essa violência em si mesmo, dentro e fora da ficção. A ideia de impedimento é estranha ao artigo.

D) sotaque reforçado dos personagens a fim de marcar o espaço do cinema argentino.

❌ Incorreta: a alternativa manipula "acento marcadamente argentino", mas o texto usa esse detalhe para relativizá-lo: "pese a su acento (...), somos nosotros" — apesar do sotaque estrangeiro, os personagens somos nós. O sotaque não marca identidade nacional; é superado pela identificação universal.

E) autorreconhecimento diante dos diversos tipos de comportamento humano frente à violência.

✅ Correta: sintetiza o que os parágrafos 2 e 3 constroem — "la sensación de reconocimiento", "somos nosotros", "es nuestro" e "esa violencia (...) está dentro" mostram que o espectador se reconhece nos diferentes comportamentos violentos exibidos, entendendo que essa violência também é sua, presente ou latente.

🏆 Gabarito: E — os parágrafos 2 e 3 constroem, por meio de "reconocimiento", "somos nosotros" e "está dentro", a ideia de que o espectador se reconhece nos comportamentos violentos do filme, e apenas a alternativa E traduz esse autorreconhecimento diante da violência humana.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: só a letra E capta os dois elementos exigidos pelo comando — identificação do leitor consigo mesmo (autorreconhecimento) e a diversidade de comportamentos violentos apontados no filme — exatamente como descrevem os parágrafos 2 e 3.
  • Padrão de cobrança: o ENEM de Espanhol/Inglês recorrentemente pede a "ideia central" de um recorte específico do texto, obrigando o candidato a não generalizar para o texto inteiro nem transportar informação de parágrafos vizinhos.
  • Generalização: sempre que o comando delimitar parágrafos, releia só esse trecho antes de confrontar as alternativas — informações corretas, mas do parágrafo errado, são a armadilha mais comum desse tipo de questão.
  • Dica de eliminação rápida: procure verbos e pronomes de identificação ("somos", "nuestro", "está dentro"); alternativas fora desse campo semântico ("cômico", "empecilho", "sotaque") caem em segundos.
  • Conexões: aproxima-se da "interpretação de texto argumentativo" em Língua Portuguesa (busca da tese central) e de questões de crítica cinematográfica que exploram a relação entre obra e recepção do público.

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