Mapa de questões · 1º dia
Questão 89 — ENEM 2020 Digital

Com base no mapa, a área com maior suscetibilidade natural à ocorrência de erosão no Brasil é o(a)
Alternativas
Resolução
Ficha da Questão
- 📚 Matérias Necessárias: Geografia → Geomorfologia e relevo brasileiro (processos erosivos)
- ⚡ Nível: Médio — exige cruzar a leitura de um mapa temático com legenda técnica e o conhecimento prévio sobre relevo, clima e solos das grandes regiões do Brasil.
- 🎯 Tema/Habilidade: Suscetibilidade natural à erosão no território brasileiro — competência de leitura e interpretação de mapas físicos (linguagem cartográfica aplicada à Geografia Física).
- 🏆 Gabarito: D — revelado após resolução completa
Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando
- Comando reformulado: "Observando o mapa de suscetibilidade à erosão, identifique qual área do Brasil apresenta o grau mais elevado desse fenômeno."
- Palavras-chave decisivas: maior suscetibilidade natural, erosão, mapa
- Armadilha típica: confundir "área de grande extensão territorial com manchas escuras espalhadas" (como partes da Amazônia ou do Nordeste) com a categoria mais intensa da legenda, sem checar exatamente qual padrão gráfico corresponde a "extremamente forte".
- O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de decodificar a legenda do mapa (do "fraco a moderado" até o "extremamente forte") e localizar corretamente, no espaço geográfico, a região pintada com o padrão máximo de suscetibilidade.
Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais
- Suscetibilidade à erosão: é a propensão natural de uma área a perder solo por ação da água, do vento ou da gravidade, resultante da combinação entre declividade do relevo, tipo de solo/rocha, cobertura vegetal e regime de chuvas — independentemente da ação humana.
- Relevo escarpado (Serra do Mar/Mantiqueira): faixa de serras que corre paralela ao litoral do Sudeste, com desníveis abruptos entre o planalto e a planície costeira, favorecendo altas declividades.
- Clima tropical úmido costeiro: o litoral sudeste recebe chuvas orográficas intensas e concentradas, pois as massas de ar úmido vindas do oceano esbarram na Serra do Mar e descarregam grande volume de precipitação em curto período.
- Leitura de mapa temático: cada padrão gráfico (cor sólida, hachura, ponto) na legenda representa uma classe de intensidade; a interpretação correta exige comparar visualmente o padrão da legenda com o padrão presente na área analisada, sem se guiar apenas pela "quantidade de manchas".
Passo 3 — Decodificação do Enunciado
- Evidência 1: o mapa (EMBRAPA/SPI, Terra Viva: atlas do meio ambiente do Brasil, 1996) traz uma legenda com cinco classes crescentes de suscetibilidade, sendo a última — representada por um padrão pontilhado/quadriculado — rotulada "Extremamente forte" → essa é a classe de maior intensidade e a que a questão pede para localizar.
- Evidência 2: ao observar o desenho do mapa, esse padrão pontilhado aparece como uma faixa estreita e contínua junto ao litoral do Sudeste, correndo entre a costa e a linha das serras (Serra do Mar), próximo à indicação do Oceano Atlântico → isso restringe geograficamente a resposta a essa faixa costeira específica, e não a áreas internas do continente.
- Síntese: a resposta correta é a única alternativa que descreve exatamente essa faixa litorânea do Sudeste, onde relevo íngreme (escarpas da Serra do Mar) e chuvas orográficas intensas se combinam para produzir o grau máximo de suscetibilidade natural à erosão indicado no mapa.
Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)
Subpasso 4.1 — Identificar a hierarquia da legenda
O mapa apresenta cinco categorias, em ordem crescente de suscetibilidade: (1) fraco a moderado e moderado; (2) moderado a forte; (3) forte e forte a muito forte; (4) muito forte e muito forte a extremamente forte; (5) extremamente forte. A pergunta pede a área de maior suscetibilidade, ou seja, é preciso localizar exatamente onde está o padrão gráfico da quinta e última classe — a mais intensa de todas — e não qualquer mancha escura do mapa.
Subpasso 4.2 — Localizar geograficamente o padrão máximo
Rastreando o mapa do Brasil, o padrão pontilhado/quadriculado que representa "extremamente forte" aparece de forma concentrada em uma faixa litorânea estreita no Sudeste, acompanhando a linha da costa próxima ao contato entre o Oceano Atlântico e a escarpa da Serra do Mar. Isso é coerente com a geomorfologia real dessa região: o relevo sobe abruptamente do nível do mar até o planalto em poucos quilômetros, gerando declividades muito altas, enquanto o clima tropical úmido despeja chuvas orográficas intensas justamente nessa faixa de transição — a combinação perfeita para o grau extremo de erosão natural (o mesmo mecanismo que explica os frequentes deslizamentos de encosta registrados em cidades litorâneas do Sudeste, como as da Baixada Santista e da Região Serrana do Rio de Janeiro).
Subpasso 4.3 — Verificação
Comparando esse resultado com as demais áreas destacadas no mapa: o interior amazônico e o extremo oeste amazônico aparecem predominantemente nas classes mais baixas (fraco a moderado/moderado), pois o relevo é de baixa declividade (planícies e platôs suavemente ondulados) sob densa cobertura florestal, que protege o solo. A depressão do Pantanal, por ser uma vasta planície de acumulação sedimentar quase plana, sujeita a inundações sazonais em vez de escoamento erosivo intenso, também não atinge a classe máxima. A região da Mata dos Cocais (zona de transição Meio-Norte) aparece em classes intermediárias. Logo, a única área efetivamente pintada com o padrão de suscetibilidade "extremamente forte" no mapa é a faixa litorânea do Sudeste — confirmando a alternativa D.
Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas
A) interior da Região Norte.
❌ Incorreta: no mapa, essa área aparece majoritariamente na classe "fraco a moderado e moderado" (padrão branco), pois o relevo é de baixa declividade e a cobertura de floresta densa protege o solo do impacto direto da chuva, reduzindo o escoamento superficial concentrado.
B) depressão do Pantanal.
❌ Incorreta: por ser uma planície de sedimentação com declividade praticamente nula, o Pantanal está sujeito a inundações e não a processos erosivos intensos; no mapa, a região aparece em classes de suscetibilidade baixa a moderada, nunca na categoria "extremamente forte".
C) extremo oeste amazônico.
❌ Incorreta: essa porção do território, embora apresente alguns trechos com classes intermediárias ("forte e forte a muito forte") associados a relevo mais recortado, não corresponde ao padrão máximo ("extremamente forte") da legenda, que está concentrado na faixa costeira do Sudeste, não no interior amazônico.
D) faixa litorânea do Sudeste.
✅ Correta: é exatamente onde o mapa exibe o padrão pontilhado/quadriculado da classe "extremamente forte". A escarpa abrupta da Serra do Mar em contato com o oceano, somada às chuvas orográficas intensas típicas do litoral sudeste, cria a combinação de relevo íngreme e alta pluviosidade que maximiza a suscetibilidade natural à erosão.
E) região da Mata dos Cocais.
❌ Incorreta: essa faixa de transição entre a Amazônia e o Nordeste semiárido (Maranhão/Piauí) aparece no mapa em classes intermediárias de suscetibilidade, sem atingir o grau "extremamente forte" concentrado no litoral sudeste.
🏆 Gabarito: D — a faixa litorânea do Sudeste é a única área do mapa representada pelo padrão gráfico da classe "extremamente forte", resultado direto do relevo escarpado da Serra do Mar combinado com chuvas orográficas intensas.
Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova
- Reafirmação do gabarito: a alternativa D é a única que descreve com precisão a localização real do padrão máximo de suscetibilidade indicado na legenda do mapa, sustentada pelas condições físicas reais do litoral sudeste (declividade acentuada + alta pluviosidade).
- Padrão de cobrança: o ENEM frequentemente usa mapas do território brasileiro (relevo, clima, vegetação, solos) exigindo que o aluno cruze a leitura da legenda com o conhecimento geográfico regional para "provar" o que o mapa mostra, em vez de simplesmente decorar dados soltos.
- Generalização: sempre que uma questão pedir a "área de maior/menor intensidade" em um mapa temático, primeiro identifique com precisão qual padrão gráfico corresponde ao extremo pedido na legenda, e só depois localize esse padrão especificamente no mapa — nunca assuma pela impressão visual geral (quantidade de manchas escuras, por exemplo).
- Dica de eliminação rápida: elimine de imediato as alternativas que descrevem áreas de relevo plano e baixa declividade (planícies, depressões, platôs suavemente ondulados como Pantanal e interior amazônico), pois erosão intensa está associada a relevo acidentado e chuvas concentradas, não a terrenos planos.
- Conexões: esse tema se conecta a "compartimentação do relevo brasileiro" (planaltos, planícies e depressões) e a "desastres naturais e ocupação urbana" (deslizamentos em encostas do Sudeste), ambos recorrentes em questões de Geografia Física do ENEM.
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