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Mapa de questões · 2º dia
MatemáticaMatemáticaMédio

Questão 171ENEM 2017Caderno azul · 2º Dia

Pivô central é um sistema de irrigação muito usado na agricultura, em que uma área circular é projetada para receber uma estrutura suspensa. No centro dessa área, há uma tubulação vertical que transmite água através de um cano horizontal longo, apoiado em torres de sustentação, as quais giram, sobre rodas, em torno do centro do pivô, também chamado de base, conforme mostram as figuras. Cada torre move-se com velocidade constante.

Questão 171 - ENEM 2017 - Questão 171,Geometria Plana

Um pivô de três torres (T1, T2 e T3) será instalado em uma fazenda, sendo que as distâncias entre torres consecutivas bem como da base à torre T1 são iguais a 50 m. O fazendeiro pretende ajustar as velocidades das torres, de tal forma que o pivô efetue uma volta completa em 25 horas. Use 3 como aproximação para π.

Para atingir seu objetivo, as velocidades das torres T1, T2 e T3 devem ser, em metro por hora, de

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Matemática → Comprimento da circunferência, razão entre grandezas (velocidade escalar média) e leitura de figura geométrica
  • ⚡ Nível: Médio — exige combinar a leitura correta da figura (raios diferentes para cada torre) com a fórmula do comprimento da circunferência e o conceito de velocidade média
  • 🎯 Tema/Habilidade: Movimento circular e proporcionalidade — aplicar C = 2πr para calcular distâncias percorridas em trajetórias concêntricas e converter em velocidade (competência de resolução de problemas com grandezas geométricas)
  • 🏆 Gabarito: A — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Descubra a velocidade de cada torre (T1, T2, T3) do pivô central, sabendo que todas completam uma volta em 25 horas, mas percorrem circunferências de raios diferentes."
  • Palavras-chave decisivas: distâncias entre torres consecutivas iguais a 50 m, volta completa em 25 horas, π ≈ 3
  • Armadilha típica: tratar as três torres como se tivessem a mesma velocidade (afinal giram "juntas", presas ao mesmo braço) ou, pior, somar 50 m três vezes sem perceber que cada torre desenha uma circunferência própria, com raio próprio, medido a partir da base.
  • O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de identificar que, apesar de o tempo de rotação ser o mesmo para as três torres (elas estão rigidamente presas ao mesmo braço), a distância percorrida por volta cresce com o raio — logo, a velocidade também cresce, na mesma proporção do raio.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Comprimento da circunferência: para uma circunferência de raio r, o perímetro é C = 2πr. É essa distância que cada torre percorre a cada rotação completa do pivô.
  • Velocidade escalar média: v = ΔS/Δt. Como as três torres giram presas ao mesmo braço rígido, todas gastam o mesmo tempo (25 h) para completar uma volta — mas cada uma percorre uma distância diferente.
  • Raios concêntricos: o braço do pivô é uma haste reta que sai da base e passa por T1, T2 e T3; cada torre desenha, ao girar, uma circunferência cujo raio é sua distância até a base. Torres mais afastadas têm raio maior, logo percorrem trajetória maior no mesmo tempo.
  • Proporcionalidade direta: como o tempo e o fator 2π são iguais para as três torres, v = 2πr/t = k·r — a velocidade é diretamente proporcional ao raio, o que permite conferir rapidamente a coerência das alternativas.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1 (texto): "as distâncias entre torres consecutivas bem como da base à torre T1 são iguais a 50 m" → define os raios das trajetórias: T1 a 50 m da base, T2 a 100 m e T3 a 150 m.
  • Evidência 2 (figura): o diagrama mostra a BASE no centro, com T1, T2 e T3 alinhados no braço do pivô, e três circunferências pontilhadas concêntricas — uma para cada torre. → confirma que cada torre percorre sua própria circunferência, de raio igual à distância até a base.
  • Evidência 3 (texto): "o pivô efetue uma volta completa em 25 horas" e "cada torre move-se com velocidade constante" → o tempo de uma volta é o mesmo (25 h) para todas as torres, pois estão presas ao mesmo braço rígido; o que muda é apenas a distância percorrida.
  • Síntese: o modelo correto é o de três circunferências concêntricas de raios 50 m, 100 m e 150 m, percorridas no mesmo tempo (25 h). Basta calcular o perímetro de cada uma (π ≈ 3) e dividir pelo tempo.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Determinar o raio da trajetória de cada torre

A base é o centro de giro. Segundo o enunciado, a distância da base até T1 é 50 m; a distância entre torres consecutivas também é 50 m. Logo, medindo sempre a partir do centro:

  • Raio de T1: r₁ = 50 m
  • Raio de T2: r₂ = 50 m + 50 m = 100 m
  • Raio de T3: r₃ = 100 m + 50 m = 150 m

Subpasso 4.2 — Calcular o comprimento da circunferência percorrida por cada torre

Usando C = 2πr, com π ≈ 3 (logo 2π ≈ 6):

  • C₁ = 2 × 3 × 50 = 300 m
  • C₂ = 2 × 3 × 100 = 600 m
  • C₃ = 2 × 3 × 150 = 900 m

Essas são as distâncias que T1, T2 e T3 percorrem, respectivamente, em uma volta completa do pivô.

Subpasso 4.3 — Calcular a velocidade de cada torre e verificar

Todas as torres completam a volta no mesmo tempo, t = 25 h (pois estão presas ao mesmo braço rígido). Usando v = C/t:

  • v₁ = 300 ÷ 25 = 12 m/h
  • v₂ = 600 ÷ 25 = 24 m/h
  • v₃ = 900 ÷ 25 = 36 m/h

Verificação: note que v₂ = 2 × v₁ e v₃ = 3 × v₁, exatamente como esperado pela proporcionalidade v = k·r (já que r₂ = 2r₁ e r₃ = 3r₁). O conjunto de velocidades (12, 24, 36) m/h bate exatamente com a alternativa A, confirmando a coerência do cálculo geométrico com a razão de proporcionalidade.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) 12, 24 e 36.

✅ Correta: são exatamente os valores obtidos ao dividir o comprimento de cada circunferência (300 m, 600 m e 900 m) pelo tempo de 25 h, respeitando os raios corretos de 50 m, 100 m e 150 m extraídos do enunciado e da figura.

B) 6, 12 e 18.

❌ Incorreta: são exatamente a metade dos valores corretos. Erro típico de usar 2π ≈ 3 (em vez de π ≈ 3, ou seja, 2π ≈ 6) ou de dividir o comprimento da circunferência por 50 h em vez de 25 h.

C) 2, 4 e 6.

❌ Incorreta: é a razão simplificada 12:24:36 dividida por 6, sem relação direta com os dados do problema — resulta de erro aritmético grosseiro ao simplificar a divisão final.

D) 300, 1200 e 2700.

❌ Incorreta: essa progressão (multiplicar por 1, 4 e 9) é típica de quem usa a área do círculo (A = πr²) em vez do perímetro (C = 2πr) — os raios foram elevados ao quadrado por engano.

E) 600, 2400 e 5400.

❌ Incorreta: mesma armadilha de D (progressão 1, 4, 9, de área), porém sem a divisão final pelo tempo de 25 h — combina dois erros conceituais (usar área e esquecer v = C/t).

🏆 Gabarito: A — as velocidades 12, 24 e 36 m/h resultam diretamente de C = 2πr (com π ≈ 3) aplicado aos raios corretos de 50 m, 100 m e 150 m, divididos pelo tempo comum de 25 horas.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: a alternativa A é a única em que as três velocidades mantêm a proporção exata 1 : 2 : 3, coerente com raios que também crescem na proporção 50 : 100 : 150 — exatamente o que a geometria da figura exige.
  • Padrão de cobrança: o ENEM adora contextualizar "movimento circular" com situações do cotidiano (pivôs de irrigação, rodas, engrenagens, ponteiros de relógio, satélites) para testar se o estudante sabe que, num mesmo tempo de rotação, pontos mais distantes do centro percorrem distâncias — e portanto velocidades — maiores, proporcionais ao raio.
  • Generalização: sempre que vários pontos giram rigidamente em torno de um mesmo centro no mesmo intervalo de tempo, use v = 2πr/t para cada um; como 2π/t é constante, a velocidade de cada ponto é diretamente proporcional à sua distância ao centro (v ∝ r).
  • Dica de eliminação rápida: calcule apenas a velocidade de T1 (a mais simples, com o menor raio) e depois multiplique por 2 e por 3 para obter T2 e T3 — isso já elimina B, C, D e E em segundos, pois só a alternativa A preserva essa progressão 1:2:3.
  • Conexões: o mesmo raciocínio aparece em questões sobre engrenagens conectadas, rodas de bicicleta com raios diferentes e satélites em órbitas concêntricas — sempre relacionando comprimento de circunferência, tempo de rotação e proporcionalidade direta com o raio.

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