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Mapa de questões · 2º dia
NaturezaFísicaMédio

Questão 101ENEM 2017Caderno azul · 2º Dia

A figura mostra como é a emissão de radiação eletromagnética para cinco tipos de lâmpada: haleto metálico, tungstênio, mercúrio, xênon e LED (diodo emissor de luz). As áreas marcadas em cinza são proporcionais à intensidade da energia liberada pela lâmpada. As linhas pontilhadas mostram a sensibilidade do olho humano aos diferentes comprimentos de onda. UV e IV são as regiões do ultravioleta e do infravermelho, respectivamente.

Um arquiteto deseja iluminar uma sala usando uma lâmpada que produza boa iluminação, mas que não aqueça o ambiente.

Qual tipo de lâmpada melhor atende ao desejo do arquiteto?

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Física → Ondas eletromagnéticas e espectro de radiação (luz visível, UV e infravermelho)
  • ⚡ Nível: Médio — exige ler um gráfico com cinco espectros sobrepostos e relacionar "calor" a infravermelho e "boa iluminação" à curva de sensibilidade do olho.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Espectro eletromagnético aplicado a fontes de luz artificiais; competência de interpretar gráficos científicos e relacionar fenômenos físicos (radiação) a situações tecnológicas do cotidiano.
  • 🏆 Gabarito: E — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual lâmpada emite luz bem concentrada na faixa visível (boa iluminação) mas emite pouca ou nenhuma radiação infravermelha (não esquenta o ambiente)?"
  • Palavras-chave decisivas: boa iluminação, não aqueça, áreas cinzas proporcionais à energia liberada
  • Armadilha típica: confundir "lâmpada mais brilhante" ou "com mais picos" com a resposta certa, ignorando que o critério decisivo é a localização da energia no espectro (dentro ou fora da faixa visível), não a quantidade total de luz emitida.
  • O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de cruzar duas informações do gráfico — (1) o quanto a área cinza de cada lâmpada se sobrepõe à curva pontilhada de sensibilidade do olho (boa iluminação) e (2) o quanto dessa área invade a faixa de infravermelho, à direita da linha tracejada em 700 nm (produção de calor).

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Espectro eletromagnético e luz visível: a radiação eletromagnética abrange comprimentos de onda de rádio a raios gama; o olho humano só detecta a estreita faixa entre aproximadamente 400 nm (violeta) e 700 nm (vermelho), chamada luz visível.
  • Ultravioleta (UV) e infravermelho (IV): UV fica abaixo de ~400 nm (maior energia por fóton, invisível, pode causar danos à pele) e IV fica acima de ~700 nm (menor energia por fóton, invisível, mas percebido como calor pela pele, pois aquece a matéria que absorve essa radiação).
  • Radiação térmica e calor: todo corpo aquecido emite radiação; quanto mais energia uma fonte lança na faixa do infravermelho, mais ela aquece o ambiente ao redor, mesmo que essa radiação não seja vista pelos olhos — é exatamente esse "excesso invisível" que o arquiteto quer evitar.
  • Sensibilidade espectral do olho humano: a curva pontilhada do gráfico representa a eficiência com que o olho converte cada comprimento de onda em sensação luminosa; ela tem formato de sino, com pico próximo de 550 nm (verde-amarelo) e caindo para quase zero fora da faixa de 400–700 nm. Uma lâmpada "eficiente" para iluminar é aquela cuja energia emitida se concentra sob essa curva.
  • Tecnologia do LED: o diodo emissor de luz gera fótons por eletroluminescência em um semicondutor, com espectro estreito e ajustável, ao contrário de filamentos incandescentes (que irradiam como corpo negro, cobrindo um espectro contínuo e amplo) ou lâmpadas de descarga em gás (que produzem linhas espectrais discretas, muitas vezes fora da faixa visível).

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "As áreas marcadas em cinza são proporcionais à intensidade da energia liberada pela lâmpada" → cada gráfico mostra onde (em que comprimento de onda) a lâmpada realmente gasta energia; área grande fora do intervalo 400–700 nm significa energia desperdiçada em radiação invisível.
  • Evidência 2: "As linhas pontilhadas mostram a sensibilidade do olho humano" → serve de "gabarito visual": quanto mais a área cinza acompanha essa curva, mais eficiente é a lâmpada em produzir luz útil.
  • Evidência 3 (do comando): "boa iluminação, mas que não aqueça o ambiente" → duas exigências simultâneas: energia concentrada na faixa visível (boa iluminação) e energia praticamente ausente na faixa do infravermelho, à direita de 700 nm (não aquece).
  • Síntese: a lâmpada ideal é aquela cujo espectro (área cinza) fica quase todo "empacotado" dentro da faixa visível, coincidindo com o formato da curva de sensibilidade do olho, e que praticamente não ultrapassa os 700 nm rumo ao infravermelho.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Eliminar quem "vaza" para o infravermelho

Observando o gráfico, a lâmpada de tungstênio (filamento incandescente) mostra uma curva contínua e crescente que se estende fortemente para além de 700 nm, chegando perto de 900 nm com intensidade ainda alta — isso é a assinatura clássica da radiação de corpo negro de um filamento aquecido: a maior parte da energia elétrica é convertida em calor (infravermelho), e só uma fração vira luz visível. É por isso que lâmpadas incandescentes esquentam tanto o ambiente. A lâmpada de xênon também mostra picos significativos bem próximos de 800–900 nm, na região de infravermelho, além dos picos na faixa visível — outra fonte que libera considerável energia como calor invisível (por isso lâmpadas de xênon de alta potência exigem sistemas de refrigeração).

Subpasso 4.2 — Avaliar a qualidade da iluminação das lâmpadas restantes

Restam haleto metálico, mercúrio e LED, cujas áreas cinzas ficam majoritariamente dentro ou perto da faixa visível (400–700 nm), sem grande invasão do infravermelho. Mas "não aquecer" não basta: é preciso também iluminar bem. A lâmpada de mercúrio exibe picos finos e isolados (linhas espectrais discretas de um gás excitado), com pouca sobreposição contínua à curva de sensibilidade do olho — o resultado é uma luz de má qualidade, esverdeada/azulada, pois grande parte da energia sai concentrada em poucos comprimentos de onda específicos, não distribuída como o olho prefere. A lâmpada de haleto metálico tem vários picos estreitos concentrados mais na região azul-violeta (próximo de 450–500 nm), cobrindo parcialmente a curva de sensibilidade, mas de forma irregular e deslocada do pico de maior sensibilidade do olho (~550 nm).

Subpasso 4.3 — Verificação: o LED é o único que cumpre as duas exigências ao mesmo tempo

O LED apresenta uma única faixa de emissão larga e suave, centrada dentro do intervalo visível, cujo formato acompanha de perto a curva pontilhada de sensibilidade do olho — ou seja, a energia emitida está bem aproveitada para gerar sensação luminosa. Além disso, essa área cinza praticamente não ultrapassa os 700 nm: não há "cauda" relevante entrando na faixa do infravermelho. Isso confirma, ao mesmo tempo, boa iluminação (energia bem posicionada sob a curva do olho) e baixo aquecimento (quase nenhuma energia perdida como calor invisível). Nenhuma outra lâmpada do gráfico reúne as duas condições simultaneamente.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) Haleto metálico.

❌ Incorreta: seus picos de emissão são estreitos, irregulares e concentrados de forma deslocada em relação ao pico de sensibilidade do olho (~550 nm), resultando em aproveitamento luminoso inferior ao do LED; não é a opção que melhor concilia boa iluminação com baixo aquecimento.

B) Tungstênio

❌ Incorreta: é a pior opção quanto ao critério "não aquecer" — seu espectro contínuo de corpo negro se estende fortemente para o infravermelho (até perto de 900 nm), o que explica por que lâmpadas incandescentes esquentam tanto o ambiente; a maior parte da energia elétrica vira calor, não luz.

C) Mercúrio

❌ Incorreta: emite em linhas espectrais estreitas e descontínuas que se sobrepõem mal à curva de sensibilidade do olho, produzindo iluminação de baixa qualidade (cor distorcida), mesmo não invadindo muito o infravermelho.

D) Xênon

❌ Incorreta: apesar de ter picos na região visível, também apresenta picos expressivos próximos de 800–900 nm (infravermelho), liberando quantidade significativa de energia como calor, o que contraria a exigência de não aquecer o ambiente.

E) LED

✅ Correta: concentra quase toda a energia emitida dentro da faixa visível, com o formato do espectro acompanhando de perto a curva de sensibilidade do olho humano (boa iluminação) e sem emissão relevante além de 700 nm (não aquece o ambiente) — é a única lâmpada do gráfico que atende plenamente às duas exigências do arquiteto.

🏆 Gabarito: E — o LED é a única lâmpada cujo espectro de emissão fica concentrado na faixa visível e alinhado à sensibilidade do olho humano, sem produzir emissão relevante de infravermelho, conciliando boa iluminação com baixo aquecimento do ambiente.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: entre as cinco lâmpadas, somente o LED tem energia bem posicionada sob a curva de sensibilidade do olho e praticamente nenhuma energia na faixa de infravermelho — por isso é a única resposta compatível com "boa iluminação sem aquecer".
  • Padrão de cobrança: o ENEM gosta de testar espectro eletromagnético (UV, visível, IV) por meio de gráficos de intensidade × comprimento de onda, exigindo que o estudante relacione posição no eixo x com propriedades físicas (calor = IV, visão = faixa 400–700 nm, danos/energia alta = UV).
  • Generalização: sempre que uma questão comparar fontes de luz e mencionar "aquecimento", desconfie de radiação infravermelho; sempre que mencionar "boa iluminação" ou "eficiência luminosa", procure a sobreposição do espectro da fonte com a curva de sensibilidade do olho humano.
  • Dica de eliminação rápida: primeiro corte quem tem área grande à direita da linha tracejada de 700 nm (aquece) — elimina tungstênio e xênon; depois, entre os que sobram, escolha quem tem a curva mais "arredondada e centrada" sob a linha pontilhada do olho — isso aponta direto para o LED.
  • Conexões: o mesmo raciocínio aparece em questões sobre eficiência energética de lâmpadas (lumens por watt), sobre efeito estufa (radiação IV reemitida pela Terra) e sobre proteção solar (radiação UV e sua energia por fóton).

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