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Mapa de questões · 2º dia
NaturezaBiologiaFácil

Questão 92ENEM 2021 PPLCaderno azul · 2º Dia

Ao longo do processo evolutivo, adaptações anatômicas e fisiológicas permitiram a sobrevivência de plantas às condições dos diferentes ambientes habitados. O quadro apresenta exemplos de cinco plantas com diferentes características.

FAHN, A.; CUTLER, D. Xerophytes. Berlin: Gebruder Borntraeger, 1992 (adaptado)

Qual essas plantas é adaptada a ambientes com disponibilidade restrita de água?

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Biologia → Botânica (adaptações morfofisiológicas de plantas a diferentes ambientes — xerofitismo)
  • ⚡ Nível: Fácil — basta associar uma estrutura vegetal conhecida (caule suculento) ao ambiente correspondente, sem cálculos nem múltiplas etapas de raciocínio.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Relações entre morfologia vegetal e condições ambientais; reconhecimento de adaptações evolutivas ligadas à disponibilidade de água nos ecossistemas.
  • 🏆 Gabarito: A — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Entre as cinco plantas do quadro, qual tem uma adaptação estrutural típica de ambientes com pouca água disponível?"
  • Palavras-chave decisivas: disponibilidade restrita de água, adaptações anatômicas e fisiológicas, processo evolutivo
  • Armadilha típica: confundir qualquer "raiz modificada" ou "caule modificado" com adaptação à seca. Estruturas como rizóforo e pneumatóforo também são modificações evolutivas marcantes, mas surgiram para resolver o problema oposto — excesso de água e falta de oxigênio no solo do mangue.
  • O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de diferenciar adaptações de reserva/economia hídrica (xerofitismo) de adaptações de sustentação, respiração em solo encharcado ou parasitismo, que aparecem no mesmo quadro como distratores.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Xerofitismo: adaptações estruturais e fisiológicas que reduzem a perda de água e/ou aumentam sua capacidade de armazenamento, típicas de ambientes áridos e semiáridos (desertos, caatinga, dunas).
  • Suculência (caule ou folha carnosos): parênquima aquífero hipertrofiado que acumula água nos períodos de chuva para ser usada na estiagem — marca das cactáceas, crassuláceas e euforbiáceas.
  • Adaptações de ambiente alagado (manguezal): pneumatóforos são raízes aéreas que emergem do lodo para captar oxigênio, já que o substrato encharcado é pobre em O₂; rizóforos (raízes escora) sustentam a planta em solo instável e salino. Ambas resolvem excesso de água, não escassez.
  • Raízes de reserva (tuberosas): acumulam principalmente amido, para propagação vegetativa e rebrota — não são a adaptação diagnóstica de clima seco.
  • Parasitismo vegetal: raízes sugadoras (haustórios) perfuram o tecido do hospedeiro para extrair seiva já elaborada; é estratégia trófica, não resposta à disponibilidade de água do ambiente.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "adaptações anatômicas e fisiológicas permitiram a sobrevivência de plantas às condições dos diferentes ambientes" → cada planta do quadro representa uma estratégia evolutiva associada a um ambiente específico (deserto, mangue, solo pobre, hospedeiro), e a tarefa é isolar qual delas corresponde ao ambiente seco.
  • Evidência 2: "disponibilidade restrita de água" → expressão técnica equivalente a déficit hídrico, direcionando a busca para estruturas de armazenamento e economia de água, e não para raízes especializadas em captar oxigênio, sustentar a planta ou extrair nutrientes de outro organismo.
  • Síntese: cruzando as duas evidências, a alternativa correta precisa apontar a planta cuja adaptação estrutural seja claramente ligada ao armazenamento de água — e não a características típicas de ambientes úmidos, alagados ou ao parasitismo, que são justamente os distratores construídos no quadro.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Organizando o quadro fornecido

A tabela da questão apresenta cinco plantas e suas respectivas adaptações:

  • Planta I: caule carnoso.
  • Planta II: caule tipo rizóforo.
  • Planta III: raízes tuberosas.
  • Planta IV: raízes sugadoras.
  • Planta V: raízes tipo pneumatóforos.

Subpasso 4.2 — Associando cada adaptação ao ambiente de origem

  • Caule carnoso (I): tecido especializado em reter água (parênquima aquífero), muitas vezes revestido por cutícula espessa que reduz a transpiração — assinatura morfológica das cactáceas e outras suculentas de regiões áridas.
  • Rizóforo (II) e pneumatóforos (V): estruturas típicas de manguezal, ambiente com excesso de água e solo pobre em oxigênio; servem, respectivamente, para sustentação em substrato instável e respiração aérea — o oposto funcional da escassez hídrica.
  • Raízes tuberosas (III): órgãos de reserva energética (amido), comuns em plantas de ambientes variados (mandioca, batata-doce), sem relação específica com a falta de água.
  • Raízes sugadoras (IV): haustórios de plantas parasitas (como a erva-de-passarinho), que extraem água e nutrientes já processados de um hospedeiro — resposta trófica, não climática.

Subpasso 4.3 — Verificação

Somente a planta I apresenta uma adaptação diretamente ligada à "disponibilidade restrita de água": o caule carnoso funciona como reservatório hídrico, permitindo à planta sobreviver a longos períodos de estiagem sem murchar. Nenhuma das demais estruturas descreve economia ou armazenamento de água — logo, a planta I é a única compatível com o enunciado, confirmando a alternativa A.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) I

✅ Correta: o caule carnoso é a estrutura de suculência que armazena água nos períodos chuvosos para uso na seca — adaptação xerofítica clássica de plantas de ambientes áridos.

B) II

❌ Incorreta: o rizóforo é uma raiz-escora que sustenta a planta em solo lodoso e instável de manguezal, ambiente com água em excesso, e não em escassez.

C) III

❌ Incorreta: raízes tuberosas armazenam principalmente amido (reserva energética para rebrota), não água, e não configuram uma adaptação específica a ambientes secos.

D) IV

❌ Incorreta: raízes sugadoras (haustórios) são adaptação ao parasitismo vegetal, absorvendo seiva de um hospedeiro — trata-se de uma estratégia trófica, não uma resposta à disponibilidade hídrica do ambiente.

E) V

❌ Incorreta: pneumatóforos são raízes respiratórias que emergem do lodo em manguezais, adaptação à falta de oxigênio em solo encharcado — justamente o oposto de um ambiente seco.

🏆 Gabarito: A — a planta I, com caule carnoso capaz de armazenar água, é a única entre as cinco cuja adaptação estrutural responde diretamente à escassez hídrica do ambiente.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: apenas a planta I possui estrutura de reserva hídrica compatível com "disponibilidade restrita de água"; as demais são adaptações a solos alagados (II e V), a reserva de amido (III) ou ao parasitismo (IV).
  • Padrão de cobrança: o ENEM recorrentemente relaciona morfologia vegetal (caule, folha, raiz) ao bioma ou clima de origem, cobrando a leitura de quadros comparativos e a associação estrutura-função — um padrão típico de questões de ecologia e botânica integradas.
  • Generalização: sempre que a questão perguntar sobre plantas de ambiente seco, procure termos como "suculento", "carnoso", "espinhoso" ou "cutícula espessa" — eles sinalizam economia e armazenamento de água, o núcleo do xerofitismo.
  • Dica de eliminação rápida: elimine de imediato qualquer estrutura associada a "mangue" (rizóforo, pneumatóforo), pois caracterizam ambiente alagado, o oposto exato de escassez hídrica; isso já descarta duas alternativas em segundos.
  • Conexões: metabolismo CAM em cactáceas e crassuláceas; bioma Caatinga e suas adaptações; ecologia de manguezais (rizóforos e pneumatóforos); plantas parasitas e haustórios.

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