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Mapa de questões · 2º dia
NaturezaQuímicaMédio

Questão 122ENEM 2021 PPLCaderno azul · 2º Dia

O consumo excessivo de sal de cozinha é responsável por várias doenças, entre elas a hipertensão arterial. O sal rosa é uma novidade culinária pelo seu baixo teor de sódio se comparado a de outros sais. Cada 1 g desse sal contém cerca de 230 mg de sódio contra os cerca de 400 mg de sódio encontrados nessa mesma quantidade de um sal de cozinha tradicional. Estima-se que no Brasil a dose diária de consumo de sal de cozinha seja de 12 9, e a dose máxima recomendada é de menos de 5 g por dia. Considere a massa molar do sódio igual a 23 g/mol.

MILL, J. G. et al. Estimativa do consumo de sal pela população brasileira: resultado da Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Rev. Bras. Epidemiol., n. 22, 2019 (adaptado).

Considerando-se a dose estimada de consumo de sal de cozinha no Brasil, em 30 dias um indivíduo que substituir o sal de cozinha tradicional pelo sal rosa promove uma redução na quantidade de sódio ingerida, em mol, mais próxima de

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Química → proporcionalidade direta, conversão de unidades e leitura de dados quantitativos em contexto de saúde
  • ⚡ Nível: Médio — o cálculo em si é uma regra de três simples, mas a questão exige identificar corretamente qual dado numérico deve entrar na conta (consumo real x recomendação) em meio a informações redundantes
  • 🎯 Tema/Habilidade: Cálculo de composição/concentração aplicado à rotulagem nutricional e à saúde pública (Competência de Área 5 — compreender processos químicos relacionados à saúde e à qualidade de vida)
  • 🏆 Gabarito: B — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Se uma pessoa mantiver a mesma quantidade diária de sal que já consome, mas trocar o sal tradicional pelo sal rosa, quantos gramas de sódio ela passará a ingerir por dia?"
  • Palavras-chave decisivas: 1 g → 230 mg de sódio, dose diária de consumo = 12 g, substituição do sal tradicional pelo sal rosa
  • Armadilha típica: confundir a "dose diária efetivamente consumida" (12 g, o dado que deve entrar no cálculo) com a "dose máxima recomendada" (5 g, um dado de referência para comparação, não a quantidade realmente ingerida)
  • O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de montar uma proporção direta entre massa de sal e massa de sódio, aplicá-la à quantidade correta de sal e converter miligramas em gramas sem erro de escala

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Proporcionalidade direta (regra de três simples): se 1 g de um sal contém uma quantidade fixa de sódio, qualquer quantidade maior desse sal contém sódio proporcionalmente maior — a razão mg de sódio/g de sal é constante para um mesmo tipo de sal.
  • Conversão de unidades de massa: 1 g = 1.000 mg. Todo resultado em miligramas precisa ser dividido por 1.000 antes de ser comparado com alternativas em gramas — erro de escala é a causa mais comum de erro nesse tipo de questão.
  • Consumo real x recomendação: textos de saúde pública costumam apresentar lado a lado "quanto se consome" e "quanto se deveria consumir". O cálculo usa sempre o dado que descreve o comportamento real, a menos que o comando peça explicitamente o cenário ideal.
  • Dado supérfluo (massa molar do sódio): a massa molar de 23 g/mol só seria necessária se a pergunta pedisse a quantidade de matéria (mol) de sódio. Como o resultado é pedido em gramas, esse dado é uma pegadinha clássica do ENEM para testar a triagem de informação.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "Cada 1 g desse sal contém cerca de 230 mg de sódio" → fornece a taxa de conversão sal rosa → sódio, a peça-chave da regra de três.
  • Evidência 2: "a dose diária de consumo de sal de cozinha seja de 12 g" → define a quantidade de sal que a pessoa efetivamente ingere todos os dias — é essa quantidade que deve ser multiplicada pela taxa de 230 mg/g, pois o enunciado não diz que a pessoa vai reduzir seu consumo, apenas trocar o tipo de sal.
  • Evidência 3: "a dose máxima recomendada é de menos de 5 g por dia" → é um dado de contraste/contexto (para mostrar que o brasileiro consome mais que o recomendado), não a quantidade a ser usada no cálculo — usar esse valor no lugar de 12 g é a armadilha da alternativa A.
  • Síntese: o problema pede, na prática, "quanto sódio (g) equivale a 12 g de sal rosa", usando exclusivamente a taxa de conversão 230 mg/g; os demais números (5 g e 23 g/mol) servem para testar a triagem correta da informação.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar a grandeza pedida e isolar o dado relevante

A pergunta quer a massa de sódio, em gramas, ingerida por dia por alguém que consome 12 g de sal por dia — só que agora esse sal é o sal rosa, cuja concentração de sódio é 230 mg por grama. A dose máxima recomendada (5 g) e a massa molar do sódio (23 g/mol) não entram nesta conta: a primeira é apenas um parâmetro de comparação, e a segunda só seria útil se a pergunta pedisse mol, não gramas.

Subpasso 4.2 — Montar a proporção direta e calcular

Relação fornecida pelo enunciado:

1 g de sal rosa —— 230 mg de sódio

12 g de sal rosa —— x mg de sódio

Como a relação é diretamente proporcional:

x = 12 × 230 = 2.760 mg de sódio

Subpasso 4.3 — Converter a unidade e verificar

Convertendo miligramas em gramas (1 g = 1.000 mg):

x = 2.760 ÷ 1.000 = 2,76 g ≈ 2,7 g de sódio por dia

Conferindo contra as alternativas, 2,7 aparece exatamente na alternativa B — e o valor faz sentido fisicamente: é menor do que os 4,8 g de sódio que a pessoa ingeriria mantendo o sal tradicional (12 × 0,400 g), confirmando que a troca pelo sal rosa realmente reduz a ingestão de sódio, como o texto afirma.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) 1,1

❌ Incorreta: resulta de usar a dose máxima recomendada (5 g) em vez da dose efetivamente consumida (12 g) na proporção: 5 × 0,230 = 1,15 g ≈ 1,1 g. O erro conceitual é confundir "quanto se deveria consumir" com "quanto a pessoa realmente consome", que é o dado que o comando exige.

B) 2,7

✅ Correta: 12 g × 230 mg/g = 2.760 mg = 2,76 g ≈ 2,7 g de sódio por dia, usando a dose real de consumo (12 g) e a taxa de conversão do sal rosa (230 mg/g), com a conversão mg→g feita corretamente.

C) 3,6

❌ Incorreta: é compatível com um erro de arredondamento na conversão da taxa de sódio — por exemplo, tratar "230 mg/g" como se fosse "0,30 g/g" em vez de 0,23 g/g (12 × 0,30 = 3,6). O erro conceitual é arredondar de forma grosseira um dado numérico antes de multiplicar, distorcendo o resultado final.

D) 6,3

❌ Incorreta: compatível com a inversão dos algarismos do cálculo malfeito de C (3,6 → 6,3), erro típico de transcrição ou leitura apressada dos números, muitas vezes somado à confusão entre a concentração do sal tradicional (400 mg/g) e a do sal rosa (230 mg/g).

E) 9,9

❌ Incorreta: valor acima do fisicamente coerente para a situação (superaria até os 4,8 g de sódio que a pessoa ingeriria mantendo o sal tradicional). Compatível com erro de escala na conversão de unidades ou com a soma indevida das concentrações dos dois tipos de sal antes de multiplicar pela dose diária.

🏆 Gabarito: B — a massa de sódio ingerida por dia, ao trocar o sal tradicional pelo sal rosa mantendo o consumo de 12 g/dia, é 12 × 230 mg = 2.760 mg = 2,76 g ≈ 2,7 g.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: apenas a alternativa B corresponde à aplicação correta da taxa de conversão fornecida (230 mg de sódio por grama de sal rosa) sobre a quantidade de sal que a pessoa efetivamente consome (12 g/dia), com a conversão de miligramas para gramas feita sem erro.
  • Padrão de cobrança: o ENEM recorrentemente traz questões de Química ambientadas em rotulagem nutricional, composição de alimentos e saúde pública, exigindo regra de três simples entre massa do produto e massa de um componente (sódio, açúcar, gordura etc.), quase sempre com conversão de unidades embutida.
  • Generalização: em qualquer questão desse formato, primeiro identifique qual grandeza a pergunta realmente pede (consumo real, recomendação, ou diferença entre os dois) e monte a proporção apenas com os dados coerentes com essa grandeza; converta unidades por último, para não arrastar erro de escala pelos cálculos intermediários.
  • Dica de eliminação rápida: desconfie de qualquer alternativa numericamente "pequena demais" — ela costuma vir de usar a dose recomendada (5 g) em vez da dose consumida (12 g); e ignore dados que não combinam com a unidade pedida na resposta (aqui, a massa molar em mol não serve para uma resposta em gramas).
  • Conexões: concentração e composição percentual em soluções e misturas; leitura de rótulos e tabelas nutricionais; relação entre consumo excessivo de sódio e hipertensão arterial, tema recorrente em Biologia e Química no contexto de saúde pública.

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