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Mapa de questões · 1º dia
HumanasGeografiaFácil

Questão 66ENEM 2024 PPLCaderno azul · 1º Dia

A imigração foi um dos principais temas durante a campanha eleitoral que antecedeu o referendo de 2016, no qual a população britânica optou pelo Brexit, ou seja, por deixar a União Europeia. O governo do primeiro-ministro Boris Johnson, que apoiou o Brexit, já anunciou que pretende diminuir drasticamente o número de imigrantes e retomar o “controle total” sobre as fronteiras. Setores que dependem da mão de obra estrangeira reagiram imediatamente e argumentaram que poderá faltar pessoal em clínicas, restaurantes, bares e nas lavouras. Isso, afirmam, poderá prejudicar duramente a quinta maior economia do mundo.

Reino Unido dificulta imigração no pós-Brexit. Disponível em:
www.dw.com. Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado).

O temor da política apresentada no texto expõe a dependência do país à

Alternativas

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Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Geografia → Globalização, fluxos migratórios internacionais e divisão internacional do trabalho
  • ⚡ Nível: Fácil — a resposta está diretamente evidenciada no texto, exigindo apenas que o candidato conecte o relato jornalístico ao conceito geográfico correspondente
  • 🎯 Tema/Habilidade: Migrações internacionais e mercado de trabalho globalizado (competência de leitura e interpretação de fenômenos geográficos contemporâneos)
  • 🏆 Gabarito: A — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "O medo relatado no texto (falta de trabalhadores após o Brexit) mostra que o Reino Unido depende de quê?"
  • Palavras-chave decisivas: mão de obra estrangeira, faltar pessoal, controle total sobre as fronteiras
  • Armadilha típica: confundir o tema com economia financeira (alternativa D) só porque o texto cita "quinta maior economia do mundo" — essa expressão qualifica o país, não indica que o problema seja financeiro.
  • O que a resposta precisa demonstrar: que o candidato entende que o receio dos setores produtivos britânicos decorre da possível escassez de trabalhadores migrantes, ou seja, da dependência do fluxo de pessoas que cruzam fronteiras para trabalhar.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Globalização e Divisão Internacional do Trabalho: países desenvolvidos combinam alta tecnologia com setores que ainda dependem intensamente de trabalho humano (saúde, agricultura, serviços), muitas vezes suprido por trabalhadores migrantes dispostos a ocupar vagas de baixa remuneração ou alta exigência física.
  • Migração internacional como fluxo de força de trabalho: a circulação de pessoas entre países não é só um fenômeno demográfico, mas um mecanismo econômico — mão de obra se desloca de regiões com menores salários para regiões com demanda de trabalhadores, sustentando cadeias produtivas inteiras.
  • Brexit e política migratória: a saída do Reino Unido da União Europeia rompeu a livre circulação de pessoas entre os países-membros, permitindo ao governo britânico restringir a entrada de trabalhadores — o que expôs a dependência estrutural de setores-chave da economia em relação a esses trabalhadores.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "Setores que dependem da mão de obra estrangeira reagiram imediatamente" → revela explicitamente que a economia britânica está estruturada sobre trabalho de origem migrante.
  • Evidência 2: "poderá faltar pessoal em clínicas, restaurantes, bares e nas lavouras" → mostra que a dependência atravessa setores muito diversos (saúde, serviços, agricultura), ou seja, não é um problema pontual, mas estrutural da economia como um todo.
  • Síntese: o texto liga diretamente a política restritiva de imigração à possibilidade concreta de escassez de trabalhadores em múltiplos setores produtivos — o "temor" citado no comando é, portanto, o medo de perder o acesso à força de trabalho migrante que hoje sustenta essas atividades.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar o que está em jogo no texto

O texto narra o contexto pós-referendo de 2016: o governo Boris Johnson quer reduzir "drasticamente" o número de imigrantes e retomar o controle das fronteiras. Isso gera reação imediata de "setores que dependem da mão de obra estrangeira" — a notícia é, no fundo, sobre trabalhadores migrantes e sua importância econômica, não sobre finanças, tecnologia ou sindicatos.

Subpasso 4.2 — Conectar o relato ao conceito geográfico

Quando clínicas, restaurantes, bares e lavouras aparecem juntos como setores em risco, o texto descreve a espinha dorsal de serviços essenciais e produção de alimentos que dependem de trabalhadores que atravessam fronteiras — isto é, da circulação da força de trabalho. Restringir a imigração é, na prática, restringir esse fluxo, e é exatamente isso que assusta os setores citados.

Subpasso 4.3 — Verificação

Testando "circulação da força de trabalho" contra o texto: o medo relatado (falta de pessoal) só existe porque esses setores contratam trabalhadores imigrantes; logo, a causa do temor é a dependência dessa circulação humana pelo trabalho — e não de mercado financeiro, tecnologia, sindicatos ou assistência social, temas ausentes do texto.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) circulação da força de trabalho.

✅ Correta: o texto mostra setores inteiros (saúde, alimentação, agricultura) que dependem de trabalhadores estrangeiros; restringir a imigração significa restringir esse fluxo de mão de obra, exatamente a dependência que gera o "temor" citado no comando.

B) imposição do sindicato patronal.

❌ Incorreta: o texto não menciona sindicatos, patronais ou qualquer forma de organização de classe; a reação descrita vem de "setores" econômicos (empresas e atividades produtivas), não de entidades sindicais.

C) adoção da tecnologia digital.

❌ Incorreta: a preocupação do texto é justamente a falta de pessoas para trabalhar, não a substituição de trabalhadores por máquinas ou sistemas digitais; a tecnologia sequer é citada como solução ou problema na notícia.

D) oscilação do mercado financeiro.

❌ Incorreta: a menção à "quinta maior economia do mundo" serve apenas para dimensionar a relevância do Reino Unido, não para indicar que o problema seja financeiro (bolsas de valores, câmbio, juros); o texto trata de escassez de trabalhadores, não de instabilidade financeira.

E) promoção de assistência pública.

❌ Incorreta: o texto não fala de benefícios sociais, saúde pública como política assistencial ou serviços gratuitos ao cidadão; "clínicas" aparece apenas como um exemplo de local que pode perder funcionários, não como debate sobre assistencialismo.

🏆 Gabarito: A — o temor relatado nasce diretamente da possibilidade de faltar trabalhadores estrangeiros em setores essenciais, evidenciando a dependência britânica da circulação internacional da força de trabalho.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: só a alternativa A trata do elemento central do texto — a mão de obra migrante — enquanto as demais introduzem temas (sindicatos, tecnologia, finanças, assistência social) que não aparecem no enunciado.
  • Padrão de cobrança: o ENEM recorrentemente usa notícias sobre Brexit, muros de fronteira ou políticas anti-imigração para testar se o aluno entende a migração como fenômeno econômico, e não apenas humanitário ou demográfico.
  • Generalização: sempre que um texto associar restrição migratória a risco para a economia (falta de trabalhadores, queda de produção, encarecimento de serviços), a resposta gira em torno da dependência da força de trabalho migrante, um pilar da globalização econômica.
  • Dica de eliminação rápida: leia os setores citados (clínicas, restaurantes, bares, lavouras) — são setores de mão de obra intensiva, não financeira nem tecnológica; isso já elimina C e D em segundos, e a ausência de menção a sindicatos ou benefícios sociais elimina B e E.
  • Conexões: divisão internacional do trabalho; fluxos migratórios Sul-Norte; envelhecimento populacional europeu e demanda por imigrantes.

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