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Mapa de questões · 1º dia
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Questão 43ENEM 2024 PPLCaderno azul · 1º Dia

O compartilhamento de fake news nas redes sociais é um fenômeno que vem crescendo nos últimos anos. Com a velocidade proporcionada pela internet, a informação — verdadeira ou não — circula com mais facilidade e, em muitos casos, gera grande impacto, mesmo o fato não sendo verídico. Além de sites especializados em propagar notícias falsas, as correntes de WhatsApp contendo informações falsas ou distorcidas têm se tornado cada vez mais comuns.
Preocupado com isso, o Conselho Nacional de Justiça publicou em sua página no Facebook uma série de dicas para evitar que boatos se espalhem. São elas:

sempre ler a notícia inteira;
checar quem publicou a matéria;
conferir a data da publicação;
pesquisar a mesma informação em outras fontes;
não acreditar em tudo o que está nas redes;
desconfiar de notícias que tenham muitos adjetivos.

É fundamental checar a veracidade das informações para não correr o risco de contribuir com a propagação de mentiras e boatos.

As informações dessa reportagem auxiliam no combate a um problema social por orientarem quanto

Alternativas

Resolução em Vídeo

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Português → gênero reportagem informativa; função social do texto; letramento midiático
  • ⚡ Nível: Fácil — a resposta está explícita no próprio texto, bastando reconhecer o padrão de "lista de condutas" e evitar trocá-lo por outro eixo temático parecido
  • 🎯 Tema/Habilidade: Reconhecer a função social e o efeito de sentido de um texto informativo (competência de leitura crítica de mídia — Linguagens, Códigos e suas Tecnologias)
  • 🏆 Gabarito: B — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "As dicas do CNJ ajudam a combater qual problema social e orientando o leitor a fazer o quê?"
  • Palavras-chave decisivas: "auxiliam no combate a um problema social", "orientarem quanto", "dicas para evitar que boatos se espalhem"
  • Armadilha típica: confundir o conteúdo específico de uma das seis dicas (por exemplo, "checar quem publicou" → pensar em "sites suspeitos") com o eixo geral que une todas as dicas — que é sempre uma ação do leitor diante de uma notícia potencialmente falsa
  • O que a resposta precisa demonstrar: que a alternativa correta descreve o conjunto das seis orientações como um todo, não apenas um recorte isolado de uma delas

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Gênero reportagem orientadora/instrucional: texto jornalístico que, além de informar sobre um problema (aqui, as fake news), apresenta uma lista de instruções práticas para o leitor agir diante dele. A estrutura textual "problema + lista de dicas" é um padrão recorrente em textos de utilidade pública.
  • Letramento midiático e digital: competência de avaliar criticamente a informação recebida nas redes — checar fonte, data, tom do texto (adjetivação excessiva) e cruzar com outras fontes antes de acreditar ou repassar.
  • Função social do texto: todo texto tem um propósito comunicativo. Aqui, o propósito não é "informar dados técnicos" nem "promover debate político", mas sim orientar comportamentos individuais de quem consome notícias nas redes sociais.
  • Fake news como problema social: o texto trata a disseminação de notícias falsas como um problema coletivo (grande alcance, impacto social, viralização via WhatsApp e redes), e as dicas do CNJ são a resposta prática a esse problema.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "publicou [...] uma série de dicas para evitar que boatos se espalhem" → mostra que o texto é essencialmente uma lista de recomendações de conduta, não uma denúncia de sites nem um manual técnico.
  • Evidência 2: "sempre ler a notícia inteira; checar quem publicou; conferir a data; pesquisar em outras fontes; não acreditar em tudo; desconfiar de notícias com muitos adjetivos" → todas as seis dicas são verbos de ação dirigidos ao leitor (ler, checar, conferir, pesquisar, não acreditar, desconfiar), ou seja, comportamentos a adotar diante de uma notícia suspeita.
  • Evidência 3: "é fundamental checar a veracidade [...] para não correr o risco de contribuir com a propagação de mentiras e boatos" → reforça que o objetivo final das dicas é orientar a atitude do leitor para não alimentar a corrente de desinformação.
  • Síntese: as três evidências convergem para o mesmo ponto: o texto não fala de tecnologia, nem de participação política, nem de produção de conteúdo — fala de como o leitor deve agir (atitudes) quando está diante de uma possível notícia falsa.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar o problema social mencionado

O texto abre situando o "compartilhamento de fake news" como um fenômeno crescente e prejudicial: informações falsas circulam com facilidade e "geram grande impacto, mesmo o fato não sendo verídico". Esse é o problema social citado no comando da questão — a propagação de boatos e notícias falsas nas redes sociais e no WhatsApp.

Subpasso 4.2 — Classificar a natureza das seis dicas do CNJ

Observe a natureza gramatical e semântica de cada dica listada: "ler a notícia inteira", "checar quem publicou", "conferir a data", "pesquisar em outras fontes", "não acreditar em tudo", "desconfiar de notícias com muitos adjetivos". Todas começam com um verbo de ação (no infinitivo) que descreve uma conduta a ser tomada pelo leitor antes de acreditar ou compartilhar uma notícia. Não são instruções técnicas de manuseio de aplicativo, não são critérios de avaliação de comunicação em geral, e não tratam de participação/consulta popular — são, especificamente, comportamentos de verificação diante do risco de desinformação.

Subpasso 4.3 — Verificação

Voltando ao comando, "as informações dessa reportagem auxiliam no combate a um problema social por orientarem quanto..." — o problema social é a disseminação de fake news, e a orientação dada é um conjunto de atitudes (ler, checar, conferir, pesquisar, desconfiar) a serem adotadas justamente em casos de disseminação de notícias falsas. Essa formulação bate exatamente com a alternativa B: "atitudes em casos de disseminação de notícias falsas". Nenhuma outra alternativa nomeia corretamente tanto o tipo de orientação (atitude/conduta) quanto o contexto (fake news) ao mesmo tempo.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) à multiplicação de sites com comportamento suspeito.

❌ Incorreta: generaliza indevidamente uma única dica ("checar quem publicou a matéria") para o texto inteiro. Além disso, o texto não fala em "multiplicação" de sites suspeitos, mas em como o leitor deve reagir diante de conteúdos duvidosos — o erro está em transformar um detalhe pontual no eixo central da reportagem.

B) a atitudes em casos de disseminação de notícias falsas.

✅ Correta: sintetiza com precisão as seis dicas do CNJ, todas formuladas como ações/condutas (ler, checar, conferir, pesquisar, desconfiar, não acreditar) a serem tomadas pelo leitor diante do risco de fake news — exatamente o problema social apresentado no início do texto.

C) à utilização de ferramentas digitais para consulta popular.

❌ Incorreta: nenhuma das dicas menciona "ferramentas digitais" nem "consulta popular" (que remete a participação cívica/plebiscitos). O texto trata de leitura crítica de notícias, não de mecanismos de votação ou enquete.

D) a procedimentos técnicos no uso de determinadas tecnologias.

❌ Incorreta: as dicas são comportamentais e cognitivas (atenção, desconfiança, checagem), não passos técnicos de configuração ou operação de um app, site ou dispositivo. Confundir "checar a data" ou "pesquisar em outras fontes" com um "procedimento técnico" ignora que são hábitos de leitura crítica.

E) ao reconhecimento de boas práticas em situações de comunicação.

❌ Incorreta: essa alternativa é ampla e genérica demais — "situações de comunicação" incluiria qualquer contexto comunicativo (fala, escrita, produção de texto). O texto é específico: trata do consumo e da checagem de notícias, não de comunicação em sentido amplo nem de produção textual.

🏆 Gabarito: B — as seis dicas do CNJ são, todas, atitudes práticas de verificação a serem adotadas pelo leitor especificamente diante do risco de compartilhar notícias falsas, o que corresponde de forma exata e completa à alternativa B.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: B é a única alternativa que nomeia corretamente tanto a natureza da orientação (atitude/conduta do leitor) quanto o contexto específico em que ela se aplica (disseminação de notícias falsas), sem generalizar nem restringir demais o alcance das seis dicas.
  • Padrão de cobrança: o ENEM recorrentemente usa textos de "utilidade pública" (campanhas, cartilhas, reportagens com listas de dicas) para testar se o aluno consegue identificar a função social do texto — ou seja, o que ele pede para o leitor fazer, e não apenas o que ele informa.
  • Generalização: quando um texto apresenta uma lista de recomendações/dicas, a alternativa correta costuma ser a que resume o padrão comum entre os itens da lista (o verbo de ação + o problema que motiva a lista), e não a que isola um único item da lista como se fosse a ideia central.
  • Dica de eliminação rápida: leia a primeira e a última dica da lista — se ambas forem comportamentos do leitor (verbos como "checar", "ler", "desconfiar"), já é possível eliminar de cara qualquer alternativa que fale em "sites", "ferramentas técnicas" ou "comunicação em geral", pois nenhuma delas nomeia ações do leitor diretamente.
  • Conexões: letramento midiático e digital; gêneros textuais de utilidade pública (cartilhas, campanhas educativas); leitura crítica de fontes de informação.

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