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Mapa de questões · 1º dia
InglêsInglêsFácil

Questão 5ENEM 2024 PPLCaderno azul · 1º Dia

My father speaks Urdu

language of dancing peacocks

rosewater fountains

even its curses are beautiful.

He speaks Hindi

suave and melodic

earthy Punjabi

salty rich as saag paneer

coastal Kiswahili

laced with Arabic,

he speaks Gujarati

solid ancestral pride.

Five languages

five different worlds

yet English

shrinks

him

down

before white men

who think their flat cold spiky words

make the only reality.

PATEL, S. Migritude. San Francisco: Kaya Books, 2010

O poema aborda a trajetória familiar do eu lírico para ressaltar a questão

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Espanhol → interpretação de texto jornalístico; leitura crítica; vocabulário cognato
  • ⚡ Nível: Fácil — a ideia central é repetida diversas vezes ao longo do texto (no lide, na fala da protagonista e no fechamento), o que facilita a identificação do gabarito por quem lê com atenção
  • 🎯 Tema/Habilidade: Valorização das línguas indígenas na academia + compreensão global de texto em língua espanhola (leitura e interpretação de textos jornalísticos)
  • 🏆 Gabarito: C — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "O que a conquista de Roxana Quispe Collantes revela?"
  • Palavras-chave decisivas: tesis doctoral, defendió en quechua, más alta esfera académica
  • Armadilha típica: confundir o "meio" (a repercussão na mídia) ou um detalhe biográfico (a infância da pesquisadora) com o "fim" real da notícia (a valorização institucional do quéchua); ou generalizar o feito como "realização de um projeto pessoal" qualquer, esvaziando seu conteúdo linguístico e identitário.
  • O que a resposta precisa demonstrar: reconhecer que o cerne da notícia é o reconhecimento acadêmico oficial de uma língua indígena, e não aspectos periféricos como mídia, infância ou metodologia literária.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Quéchua: língua originária dos Andes, falada desde o Império Inca por milhões de pessoas até hoje, mas historicamente marginalizada em espaços institucionais de prestígio como a universidade.
  • Hierarquia linguística (e sua contestação): ideia — refutada pelo texto — de que existiriam línguas "superiores" e "inferiores". A fala de Roxana, "Ninguna lengua es menos que otra", desconstrói explicitamente essa hierarquia.
  • Legitimação acadêmica de uma língua: quando uma língua passa a ser aceita para redigir e defender teses e trabalhos científicos, ela ganha status de língua de conhecimento — não apenas de uso cotidiano. É uma conquista simbólica de valorização e resistência cultural.
  • Cognatos espanhol-português: "esfera académica", "tesis doctoral", "lengua indígena" — vocabulário transparente que ajuda a interpretar o texto mesmo sem domínio avançado de espanhol.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "el idioma de los incas había llegado a la más alta esfera académica" → mostra que o fato noticiável é a entrada do quéchua no espaço de maior prestígio institucional: a universidade.
  • Evidência 2: "presentó su tesis doctoral y la defendió en esa lengua indígena" → a conquista concreta e verificável é ter escrito e defendido a tese em quéchua, e não na língua dominante (o espanhol, idioma oficial do Peru).
  • Evidência 3: "Ninguna lengua es menos que otra, todas son importantísimas" → a própria pesquisadora resume o significado simbólico do feito: equiparar o valor do quéchua ao das demais línguas, inclusive dentro da ciência.
  • Síntese: as três evidências convergem para o mesmo ponto — a defesa da tese em quéchua funciona como prova de que uma língua indígena pode, e deve, ocupar o espaço acadêmico com o mesmo prestígio de qualquer outra língua. É isso — e não a mídia, a infância ou "projetos pessoais" em abstrato — que o texto celebra.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar o fato central da notícia

O texto narra um evento específico: a pesquisadora peruana Roxana Quispe Collantes escreveu e defendeu uma tese de doutorado inteiramente em quéchua, língua indígena andina. Já o primeiro parágrafo entrega o enquadramento da notícia: "el idioma de los incas había llegado a la más alta esfera académica" — o fato é apresentado como um marco de inclusão linguística dentro da universidade, ambiente historicamente dominado por línguas de prestígio (no caso do Peru, o espanhol).

Subpasso 4.2 — Cruzar o fato com a fala da protagonista

A citação de Roxana reforça o próprio fato: "Mi sueño era que la lengua originaria quechua entrara a la academia... porque es mi identidad y se puede demostrar que no es menos que otras lenguas." A pesquisadora nomeia o que está em jogo: não orgulho pessoal ou visibilidade midiática, mas a igualdade de valor entre as línguas — comprovada pela tese aceita e validada academicamente em quéchua.

Subpasso 4.3 — Verificação: comparar a síntese com o comando da questão

O comando pergunta o que a conquista de Roxana "revela". Somando os Subpassos 4.1 e 4.2, a conquista revela precisamente que uma língua indígena — o quéchua — passou a ser valorizada dentro do ambiente acadêmico, espaço que tradicionalmente reconhece apenas línguas de prestígio. Essa síntese corresponde, quase literalmente, à alternativa C. Nenhuma outra alternativa reproduz com a mesma precisão o cruzamento entre "língua indígena" e "espaço acadêmico" que estrutura todo o texto.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) importância da realização dos projetos pessoais.

❌ Incorreta: generaliza a conquista como um "projeto pessoal" qualquer, esvaziando o conteúdo linguístico e político do feito. O texto fala especificamente da entrada de uma língua indígena marginalizada na academia, não de realização de sonhos em abstrato.

B) necessidade de exposição a outras línguas na infância.

❌ Incorreta: o texto menciona "Desde niña, Roxana aprendió a valorar su lengua", mas isso descreve a trajetória pessoal da pesquisadora com sua própria língua materna — não uma conclusão sobre aprendizado infantil de idiomas estrangeiros. Transforma um detalhe biográfico secundário em tese central, o que o texto não sustenta.

C) valorização de uma língua indígena no ambiente acadêmico.

✅ Correta: sintetiza com exatidão o fato central (defesa da tese em quéchua na universidade) e a interpretação da própria protagonista ("ninguna lengua es menos que otra"). É a única alternativa que une os dois elementos-chave do texto — língua indígena e legitimação acadêmica — sem extrapolar nem reduzir o sentido da notícia.

D) ampliação do espaço concedido na mídia aos temas indígenas.

❌ Incorreta: inverte causa e consequência. A notícia é consequência de a conquista ter acontecido, não o objeto dela. O texto não discute quanto espaço a mídia concede a temas indígenas — relata um fato acadêmico que a mídia, secundariamente, decidiu noticiar.

E) vantagem do estudo da poesia em sua própria língua de produção.

❌ Incorreta: usa um dado real do texto (a tese analisa o poemário "Yawar", escrito em quéchua) de forma distorcida. O mérito da notícia não é "estudar poesia na língua original" como método de análise literária, mas o fato de a tese inteira — escrita e defesa oral — ter sido produzida em quéchua.

🏆 Gabarito: C — a notícia narra a defesa de uma tese de doutorado integralmente em quéchua, evento que a própria pesquisadora interpreta como prova de que nenhuma língua vale menos que outra; isso é, precisamente, a valorização de uma língua indígena dentro do ambiente acadêmico.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: C é a única alternativa que combina os dois elementos inseparáveis do texto — "língua indígena" (quéchua, identidade, "ninguna lengua es menos que otra") e "ambiente acadêmico" (tesis doctoral, más alta esfera académica) — sem acrescentar informação que o texto não sustenta.
  • Padrão de cobrança: o Enem, especialmente nas provas de línguas estrangeiras (espanhol/inglês), traz recorrentemente textos jornalísticos sobre inclusão linguística, valorização de povos originários e diversidade cultural na América Latina, exigindo do candidato interpretação global — e não apenas tradução literal palavra por palavra.
  • Generalização: em questões de compreensão textual, a alternativa correta costuma resumir o "quê" e o "onde" centrais do texto (aqui: o quê = língua indígena valorizada; onde = ambiente acadêmico), enquanto as erradas pinçam detalhes secundários (infância, mídia, metodologia de análise literária) e os transformam indevidamente em tese principal.
  • Dica de eliminação rápida: descarte alternativas que citam elementos periféricos do texto (mídia, infância) como se fossem o assunto principal — eles aparecem no texto, mas não são o fato central; procure sempre a opção que junta o "objeto" (língua indígena) ao "espaço" (academia) citados repetidamente no enunciado.
  • Conexões: valorização de línguas originárias na América Latina; políticas linguísticas e educação bilíngue; movimentos de descolonização cultural e epistêmica.

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