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Mapa de questões · 1º dia
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Questão 2ENEM 2024 PPLCaderno azul · 1º Dia

The Middle East is warming faster than much of the world, and Kuwait is moving towards unbearable temperatures.

With the mercury topping 53°C, three Kuwaiti citizens — an influencer, a weather forecaster and a retired civil servant — raised the alarm.

They urged that Kuwait must not be allowed to get any hotter — and none of them had a solution to offer.

The Global Climate Summit (COP26) in Glasgow was seen as crucial if climate change is to be brought under control. Almost 200 countries were asked for their plans to cut emissions, and it could lead to major changes to our everyday lives.

Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 26 out. 2021 (adaptado).

Nesse texto, o vocábulo “unbearable” enfatiza a

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Espanhol → recursos linguísticos da súplica (vocativo, imperativo) em texto poético
  • ⚡ Nível: Médio — exige reconhecer categorias gramaticais específicas (vocativo e imperativo) e distingui-las de outros recursos presentes no poema (possessivos, perguntas, adjetivos)
  • 🎯 Tema/Habilidade: Funções da linguagem (função conativa/apelativa) e recursos morfossintáticos que constroem a súplica no discurso do migrante
  • 🏆 Gabarito: A — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual recurso linguístico, repetido ao longo do poema, materializa a súplica que expõe a posição de subalternidade do imigrante?"
  • Palavras-chave decisivas: súplica, recorrência, materializada
  • Armadilha típica: confundir o recurso que estrutura a súplica (a forma gramatical que constrói o pedido) com recursos que apenas acompanham o poema, como os possessivos ou uma pergunta isolada — presentes no texto, mas não responsáveis pelo efeito de súplica em si.
  • O que a resposta precisa demonstrar: identificar o padrão gramatical que se repete em quase todos os versos e que, tecnicamente, define uma súplica: invocar alguém (vocativo) e, na sequência, pedir algo a essa pessoa (imperativo).

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Vocativo: termo (substantivo ou expressão) usado para chamar, invocar ou se dirigir diretamente a um interlocutor, isolado por vírgula e sem função sintática na oração. No poema, esse papel é cumprido pela palavra "Señor".
  • Imperativo: modo verbal empregado para dar ordens, fazer pedidos, súplicas ou solicitar algo diretamente ao interlocutor. Aparece em formas como "déjame", "llévame", "ayúdame" e nas negativas "no me preguntes", "no me asaltes", "no me golpees".
  • Súplica (estrutura de oração/prece): recurso retórico-religioso clássico que combina a invocação de uma entidade superior (vocativo) com o pedido direto a ela (imperativo) — é exatamente a estrutura de uma prece, como o "Padre Nuestro". O poema imita essa estrutura para expor a fé desesperada do migrante diante da violência.
  • Função conativa (apelativa) da linguagem: função voltada ao receptor da mensagem, buscando provocar uma reação ou resposta dele — presente sempre que há vocativo + imperativo, pois o eu lírico tenta convocar "Señor" a agir.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "Señor, déjame ir contigo y cruzar las fronteras del mundo." → o vocativo "Señor" abre o verso invocando o interlocutor, e é imediatamente seguido pelo verbo no imperativo "déjame" (deixa-me), pedindo permissão/ação.
  • Evidência 2: "Señor, ayúdame." → a fórmula se repete de modo ainda mais sintético: vocativo + imperativo em apenas duas palavras, reforçando o caráter de prece urgente.
  • Evidência 3: "Señor, llévame en un tren rumbo al cielo y no me preguntes si tengo visa, no me asaltes, no me golpees solo eso te pido." → o padrão se estende inclusive aos imperativos negativos (não me pergunte, não me assalte, não me golpeie), mostrando que a súplica não é isolada, mas recorrente ao longo de todo o texto.
  • Síntese: a palavra "Señor" (vocativo) aparece repetidas vezes convocando o interlocutor divino, e cada uma dessas invocações vem acompanhada de um verbo no imperativo que expressa o pedido do migrante (deixar ir, levar, ajudar, não perguntar, não assaltar, não golpear). Essa combinação sistemática — vocativo + imperativo — é o mecanismo gramatical que constrói a súplica e evidencia a condição de subalternidade de quem só pode pedir, nunca exigir.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Mapear todas as ocorrências do padrão

Percorrendo o poema verso a verso, "Señor" aparece isoladamente como vocativo em sete momentos distintos, sempre acompanhado, na sequência imediata, por um verbo no modo imperativo: "quiero preguntarte" (desejo introdutório que já antecipa o apelo), "déjame ir", "llévame contigo al cielo", "ayúdame", "llévame en un tren", "no me preguntes", "no me asaltes", "no me golpees". Esse levantamento mostra que o par vocativo + imperativo não é um detalhe pontual, mas a espinha dorsal estrutural do poema inteiro.

Subpasso 4.2 — Relacionar a estrutura gramatical ao efeito de sentido pedido pelo comando

O comando pede o recurso que materializa a posição de subalternidade do imigrante por meio da súplica. Subalternidade significa estar em posição de inferioridade, sem poder de exigir, apenas de rogar. Gramaticalmente, é justamente essa relação de poder desigual que o vocativo + imperativo encena: o eu lírico invoca uma figura de autoridade máxima ("Señor" — o Senhor, Deus) e só pode dirigir-se a ela por meio de pedidos (imperativo), nunca de afirmações de direito. Essa estrutura reproduz, em miniatura, a oração/prece — forma discursiva típica de quem não tem poder e só pode suplicar a uma instância superior.

Subpasso 4.3 — Verificação

Comparando com as demais alternativas: os possessivos ("mi visa", "nuestra sangre") existem, mas indicam posse, não súplica; a pergunta retórica aparece uma única vez, no início, e não se repete como padrão estrutural; os adjetivos ("mutilado", "violadas", "sangrienta", "aburrida") qualificam a violência, mas não constroem o ato de suplicar; o ritmo é consequência da repetição do vocativo, não a causa da súplica. Assim, a única alternativa que descreve corretamente o mecanismo gramatical recorrente e estruturante da súplica é a combinação vocativo + imperativo, confirmando a alternativa A.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) pelo uso do vocativo associado ao imperativo.

✅ Correta: "Señor" funciona como vocativo em praticamente todas as estrofes, sempre seguido de verbos no imperativo ("déjame", "llévame", "ayúdame", "no me preguntes", "no me asaltes", "no me golpees"). Essa é exatamente a estrutura gramatical de uma oração/súplica, e sua recorrência sistemática é o que materializa, linguisticamente, a posição de quem só pode pedir — a subalternidade do migrante diante de quem detém poder sobre sua vida e seu destino.

B) pelo emprego dos possessivos.

❌ Incorreta: possessivos como "mi visa", "mi pasaporte" e "nuestras tierras/familias" aparecem no texto, mas indicam posse ou pertencimento (o que falta ao migrante, o que é coletivamente vivido), não o ato de suplicar. Eles contextualizam a precariedade documental e o sofrimento coletivo, mas não são o mecanismo que constrói o pedido em si.

C) pelo ritmo impresso ao poema.

❌ Incorreta: o ritmo é um efeito estético decorrente da repetição de estruturas (inclusive do próprio vocativo + imperativo), mas não é, em si, um recurso morfossintático que "materializa" a súplica. O comando pede o mecanismo linguístico específico, e o ritmo é consequência, não causa.

D) pela utilização de adjetivos.

❌ Incorreta: adjetivos como "mutilado", "violadas", "sangrienta" e "aburrida" qualificam a violência sofrida pelos migrantes e reforçam o tom dramático do poema, mas cumprem função descritiva, não a de estruturar um pedido/súplica dirigido a um interlocutor.

E) pelas perguntas retóricas.

❌ Incorreta: há apenas uma pergunta no poema ("¿En qué momento la masacre se convirtió en una aburrida noticia para la gente?"), que expressa indignação, não súplica. Uma única ocorrência não configura o padrão "recorrente" exigido pelo comando, ao contrário do par vocativo + imperativo, que se repete sistematicamente.

🏆 Gabarito: A — a súplica do migrante se materializa pela recorrência do vocativo "Señor" associado a verbos no imperativo ("déjame", "llévame", "ayúdame", entre outros), estrutura típica de prece que expõe sua condição de subalternidade diante de quem detém poder sobre seu destino.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: apenas a alternativa A descreve um recurso gramatical que se repete sistematicamente (sete ocorrências de "Señor" + verbo no imperativo) e que corresponde estruturalmente ao ato de suplicar; as demais alternativas apontam recursos pontuais ou secundários.
  • Padrão de cobrança: o ENEM (em Espanhol e também em Português/Literatura) recorrentemente pede a identificação de recursos linguísticos — vocativo, imperativo, apóstrofe, repetição — que constroem efeitos de sentido em poemas de temática social, como migração, violência e direitos humanos.
  • Generalização: sempre que um texto poético usar invocações diretas a um interlocutor ("Senhor", "ó pátria", "amigo") seguidas de pedidos ou ordens, esse par (vocativo + imperativo) tende a ser o recurso que constrói apelo, súplica ou função conativa da linguagem — fique atento a essa combinação.
  • Dica de eliminação rápida: conte quantas vezes cada recurso aparece no texto. Se a questão pede algo "recorrente" e uma alternativa cita um elemento que ocorre só uma vez (como a pergunta retórica aqui), ela cai automaticamente; já elementos que aparecem em quase toda estrofe (o vocativo "Señor" + imperativo) são fortes candidatos à resposta certa.
  • Conexões: função conativa/apelativa da linguagem; discurso sobre migração e direitos humanos; estrutura da oração/prece na tradição religiosa cristã como matriz retórica de textos literários contemporâneos.

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