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Mapa de questões · 1º dia
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Questão 34ENEM 2024 PPLCaderno azul · 1º Dia

Foi instaurada a Comissão Temporária de Inteligência Artificial (CTIA) no Senado Federal. O objetivo: discutir diferentes projetos de lei sobre o uso da tecnologia.

A Inteligência Artificial (IA) vem se mostrando uma ferramenta para otimização de demandas no setor público e, ao mesmo tempo, uma preocupação para o processo democrático. Por um lado, ela já é usada em tribunais para a aceleração de procedimentos burocráticos e decisões sobre aposentadoria. Por outro lado, a tecnologia também vem sendo utilizada para a desinformação, como na criação de imagens de fatos que não aconteceram na realidade.

A comissão, que já discutiu os impactos da IA na agricultura, no meio acadêmico e na indústria, debateu os efeitos da tecnologia no jornalismo e no processo eleitoral.

Uma advogada e professora do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) falou sobre os desafios da implementação segura da tecnologia: “Não existe nenhum mecanismo hoje, nenhum software, que vá identificar se um conteúdo é produzido por Inteligência Artificial”.

Ao abordar a questão da segurança na implementação da IA em diferentes esferas da sociedade, esse texto evidencia a

Alternativas

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Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Português → Interpretação de texto jornalístico-informativo
  • ⚡ Nível: Fácil — a tese central está literalmente enunciada na fala da especialista citada, bastando localizar e parafrasear o trecho.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Identificação da ideia central de um texto que articula fato, contexto e argumento de autoridade (Competências de Área de Linguagens ligadas à leitura crítica de textos midiáticos)
  • 🏆 Gabarito: B — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Ao tratar da segurança na implementação da IA, o que exatamente o texto está evidenciando?"
  • Palavras-chave decisivas: desinformação, identificar, produzido por Inteligência Artificial
  • Armadilha típica: confundir o pano de fundo do texto (IA usada em tribunais, agricultura, indústria, meio acadêmico) com o argumento central, que aparece concentrado na citação final da especialista.
  • O que a resposta precisa demonstrar: que o leitor identificou o núcleo argumentativo do texto — a impossibilidade atual de rastrear se um conteúdo foi gerado por IA — e não apenas um tema periférico mencionado de passagem.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Texto jornalístico-informativo com fecho argumentativo: este gênero costuma apresentar um fato (aqui, a criação da CTIA), contextualizar com exemplos variados e, ao final, trazer a fala de uma autoridade no assunto que sintetiza o problema central da matéria — é nessa fala que normalmente está "a evidência" que a questão pede.
  • IA generativa e desinformação: tecnologias capazes de criar textos, imagens e vídeos realistas (deepfakes) sem qualquer marca visível de que foram produzidos por máquina, o que facilita a disseminação de conteúdo falso.
  • Rastreabilidade / autoria de conteúdo digital: conceito-chave citado pela especialista — a ausência de softwares ou mecanismos técnicos capazes de comprovar se um conteúdo publicado na internet tem origem humana ou artificial.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "a tecnologia também vem sendo utilizada para a desinformação, como na criação de imagens de fatos que não aconteceram na realidade" → mostra, com exemplo concreto, que o uso malicioso da IA já é uma realidade e prepara o leitor para o problema que será nomeado em seguida.
  • Evidência 2: "Não existe nenhum mecanismo hoje, nenhum software, que vá identificar se um conteúdo é produzido por Inteligência Artificial" → fala de autoridade (advogada e professora do IDP) que funciona como síntese do texto: o problema não é a IA em si, mas a impossibilidade de rastrear a origem do que ela produz.
  • Síntese: as duas evidências caminham juntas — primeiro o texto mostra o efeito (desinformação por imagens falsas), depois revela a causa estrutural apontada pela especialista (falta de mecanismo de identificação de origem). É essa causa, e não o tema genérico da IA na economia ou na democracia, que o comando pede para ser reconhecida.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Mapear a estrutura argumentativa do texto

O texto se organiza em blocos: (1) fato gerador — instauração da CTIA no Senado; (2) contextualização dupla — usos positivos da IA (tribunais, aposentadorias) versus usos negativos (desinformação, imagens falsas); (3) menção aos debates anteriores da comissão (agricultura, meio acadêmico, indústria); (4) fechamento com a fala da especialista sobre "os desafios da implementação segura da tecnologia". O comando pergunta exatamente o que esse bloco final evidencia — logo, a resposta deve estar ancorada na citação, não nos exemplos anteriores.

Subpasso 4.2 — Isolar o núcleo semântico da fala citada

A especialista afirma, sem rodeios, que "não existe nenhum mecanismo... que vá identificar se um conteúdo é produzido por Inteligência Artificial". Reescrevendo em outras palavras: hoje não há como comprovar a origem/autoria de um conteúdo divulgado — seja ele texto, imagem ou vídeo — circulando na internet. Esse é o problema de segurança que o texto quer evidenciar ao citar a especialista.

Subpasso 4.3 — Verificação por comparação com as alternativas

Comparando esse núcleo com as cinco opções, apenas uma reproduz com fidelidade semântica o que foi dito: a que fala em "problemática da identificação da origem de conteúdos publicados na internet". As demais deslocam o foco para elementos que aparecem no texto apenas como contexto (economia, setores diversos, meio acadêmico) ou trazem avaliações que o texto não faz (consolidação da democracia, precariedade de leis). A alternativa confirmada é a letra B.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) importância de ferramentas tecnológicas para diferentes setores da economia.

❌ Incorreta: o texto de fato cita usos da IA em tribunais e em outros setores, mas isso é apenas o contexto introdutório — o argumento central da fala da especialista não é sobre a utilidade da IA, e sim sobre a insegurança de não conseguir rastrear a origem dos conteúdos que ela produz.

B) problemática da identificação da origem de conteúdos publicados na internet.

✅ Correta: parafraseia com exatidão a fala da advogada e professora do IDP, que resume o desafio central discutido pela CTIA — a ausência de mecanismos capazes de comprovar se um conteúdo foi produzido por Inteligência Artificial.

C) contribuição da tecnologia digital para a consolidação da democracia.

❌ Incorreta: o texto faz o movimento contrário — apresenta a IA como uma "preocupação para o processo democrático", associada à desinformação em contextos eleitorais, e não como fator de consolidação democrática.

D) utilização da internet para impulsionar trabalhos acadêmicos.

❌ Incorreta: o meio acadêmico é citado apenas como um dos setores já debatidos anteriormente pela comissão ("já discutiu os impactos da IA... no meio acadêmico"), um detalhe de contexto que não tem relação com o trecho final sobre segurança e identificação de conteúdo.

E) precariedade de leis para regulamentar o uso da internet.

❌ Incorreta: o texto menciona que a comissão discute "diferentes projetos de lei", mas em nenhum momento afirma que essas leis são precárias; a fala da especialista trata de uma limitação técnica (ausência de software de identificação), não de uma falha legislativa.

🏆 Gabarito: B — o texto evidencia a problemática da identificação da origem de conteúdos publicados na internet, conforme afirma diretamente a especialista citada ao final da matéria.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: B é a única alternativa que reproduz o argumento central do texto, sustentado pela citação literal da especialista sobre a impossibilidade de rastrear a origem de conteúdos gerados por IA.
  • Padrão de cobrança: o ENEM frequentemente encerra textos jornalísticos com a fala de um especialista ou autoridade que funciona como síntese argumentativa — é ali, e não na introdução, que costuma estar a resposta de questões sobre "o que o texto evidencia".
  • Generalização: em textos que combinam fato + contexto + citação de especialista, priorize sempre a citação final para responder perguntas sobre a tese, o problema central ou o que o texto "evidencia", "defende" ou "critica".
  • Dica de eliminação rápida: descarte alternativas que mencionam apenas elementos de contexto (setores da economia, meio acadêmico) e as que atribuem ao texto um juízo de valor que ele não faz (democracia "consolidada", leis "precárias") — nenhum desses termos aparece sustentado pela citação final.
  • Conexões: deepfakes e checagem de fatos (fact-checking); debates sobre o Marco Legal da IA no Brasil; uso de argumento de autoridade em textos jornalísticos.

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