Mapa de questões · 1º dia
Questão 4 — ENEM 2019 PPLCaderno azul · 1º Dia
Dicen que hablamos muy alto. Algunos, incluso, piensan que no hablamos sino que gritamos. La corresponsal mexicana Patricia Alvarado admite que, a veces, pedimos perdón, pero es “para arrebatarle la palabra al otro y seguir hablando”. Nos reprochan que escuchamos poco. O nada. “Cuando dos españoles se enfrentan están más pendientes de las palabras que van a utilizar en la réplica que en reflexionar sobre los argumentos que les están exponiendo”, opina el alemán Paul Ingendaay, del Frankfurter Allgemeine. “Ninguna autocrítica le sirve al español para cambiar”.
Disponível em: www.larioja.com. Acesso em: 15 ago. 2012 (adaptado).
De acordo com o texto, ao participarem de um diálogo, os espanhóis habitualmente
Alternativas
Resolução
Ficha da Questão
- 📚 Matérias Necessárias: Espanhol → compreensão de texto de opinião/crônica jornalística com citações indiretas
- ⚡ Nível: Médio — exige distinguir a crítica central (o comportamento comunicativo) de detalhes secundários (tom de voz) e decodificar expressões idiomáticas como arrebatarle la palabra
- 🎯 Tema/Habilidade: Interpretação de texto em língua espanhola — identificar informação implícita a partir de citações de terceiros (Competência de Linguagens 1, Habilidade H1/H5 — reconhecer a função de recursos linguísticos e articulação de ideias no texto)
- 🏆 Gabarito: B — revelado após resolução completa
Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando
- Comando reformulado: "Segundo o texto, qual é o comportamento típico dos espanhóis quando conversam com outras pessoas?"
- Palavras-chave decisivas: arrebatarle la palabra, escuchamos poco, ninguna autocrítica... para cambiar
- Armadilha típica: confundir "pedimos perdón" (pedimos desculpas) com um gesto sincero de reconhecimento de erro — o texto deixa claro que o pedido de desculpas é apenas uma tática para retomar a fala, não um ato de humildade.
- O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de sintetizar duas ideias centrais do texto — (1) a disputa pelo turno de fala e (2) a resistência a mudar de opinião — em uma única alternativa coerente.
Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais
- Texto de opinião com vozes citadas: o articulista constrói sua crítica citando terceiros (a correspondente mexicana Patricia Alvarado e o jornalista alemão Paul Ingendaay) para dar respaldo à tese de que os espanhóis dominam a conversa e não escutam o interlocutor.
- Expressões idiomáticas-chave: arrebatarle la palabra a alguien = tomar/arrancar a palavra de alguém à força, isto é, interromper para continuar falando; estar pendiente de algo = estar atento/focado em algo.
- Marcador de oposição "sino que": em "no hablamos sino que gritamos", a construção nega uma ideia para afirmar outra mais intensa — reforça o exagero, mas não é o foco da pergunta (que trata do diálogo, não do volume de voz).
- Autocrítica (ou ausência dela): o fecho do texto — "Ninguna autocrítica le sirve al español para cambiar" — é a síntese da crônica: mesmo reconhecendo falhas, o espanhol não muda de postura, ou seja, mantém-se irredutível em sua opinião.
Passo 3 — Decodificação do Enunciado
- Evidência 1: "pedimos perdón, pero es 'para arrebatarle la palabra al otro y seguir hablando'" → o pedido de desculpas não é genuíno: é uma estratégia para retomar/tomar o turno de fala e continuar falando.
- Evidência 2: "Nos reprochan que escuchamos poco. O nada." → a crítica central é a falta de escuta, não a raiva ou a ofensa.
- Evidência 3: "están más pendientes de las palabras que van a utilizar en la réplica que en reflexionar sobre los argumentos que les están exponiendo" → o interlocutor espanhol está mentalmente ocupado preparando sua resposta, e não processando o que o outro diz — comportamento que só é possível porque ele "toma" a palavra sempre que pode.
- Evidência 4: "Ninguna autocrítica le sirve al español para cambiar" → mesmo diante das críticas relatadas no texto, não há mudança de comportamento: persistência/obstinação na própria opinião.
- Síntese: as quatro evidências convergem para dois verbos-chave que resumem o comportamento descrito: apoderar-se da fala (não deixar o outro concluir o raciocínio) e insistir/opinar com obstinação (não mudar de posição mesmo quando confrontado).
Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)
Subpasso 4.1 — Reconhecer o gênero e a estrutura argumentativa
O texto é uma crônica de opinião publicada em um jornal espanhol (La Rioja) que discute, de forma autocrítica, como os espanhóis se comportam em conversas. O autor cita vozes externas — uma jornalista mexicana e um jornalista alemão — para legitimar a crítica, como quem diz "não sou só eu, estrangeiros também percebem". O aluno precisa separar o que é constatação factual sobre o diálogo (foco da pergunta) do que é apenas detalhe decorativo, como o volume da voz.
Subpasso 4.2 — Traduzir e isolar os trechos que respondem à pergunta
- "pedimos perdón, pero es para arrebatarle la palabra al otro y seguir hablando" → "pedimos desculpas, mas é para arrancar a palavra do outro e continuar falando". O verbo "arrebatar" indica apoderar-se do turno de fala.
- "escuchamos poco. O nada" + "más pendientes de las palabras que van a utilizar en la réplica que en reflexionar sobre los argumentos" → em vez de ouvir e refletir, o espanhol já formula sua próxima fala — ele quer opinar, não escutar.
- "Ninguna autocrítica le sirve al español para cambiar" → mesmo reconhecendo esses defeitos, o espanhol não muda: ele insiste com obstinação em sua forma de agir e pensar.
Subpasso 4.3 — Verificação
Cruzando a síntese — "tomam a palavra do outro" + "não mudam de opinião, insistem" — com as cinco alternativas, apenas uma reproduz as duas ideias com verbos equivalentes: "se apoderam do turno de fala" (= arrebatarle la palabra) e "opinam com obstinação" (= ninguna autocrítica le sirve para cambiar). É a alternativa B.
Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas
A) se enfurecem com os ouvintes e exageram no gestual.
❌ Incorreta: o texto diz que falam alto e gritam, mas não menciona "raiva dirigida aos ouvintes" nem exagero de gestos — detalhe inventado, ausente do texto.
B) se apoderam do turno de fala e opinam com obstinação.
✅ Correta: sintetiza as duas ideias centrais do texto — tomar a palavra do interlocutor ("arrebatarle la palabra... para seguir hablando") e manter a própria opinião sem se deixar convencer ("ninguna autocrítica le sirve al español para cambiar").
C) se ofendem com a audiência e censuram os argumentos contrários.
❌ Incorreta: o texto não fala de ofensa pessoal nem de censura ativa; o problema descrito é não ouvir os argumentos (por pensar na réplica), o que é diferente de reprimi-los deliberadamente.
D) se desculpam com o grupo e reconhecem o tom de voz inadequado.
❌ Incorreta: armadilha sedutora, pois usa a palavra "perdón" do texto. Mas o pedido de desculpas não é reconhecimento sincero de erro: é só pretexto para retomar a fala ("para arrebatarle la palabra al otro y seguir hablando"). Não há reconhecimento genuíno do tom de voz.
E) se interessam por entender as considerações e preferem diálogos cordiais.
❌ Incorreta: contraria o texto, que afirma "Nos reprochan que escuchamos poco. O nada" — o comportamento descrito é o oposto do interesse em entender o outro.
🏆 Gabarito: B — o texto constrói, por meio de citações de uma jornalista mexicana e de um jornalista alemão, a imagem de espanhóis que tomam a palavra do interlocutor para continuar falando e que não mudam de posição mesmo diante de autocrítica, exatamente o que a alternativa B descreve.
Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova
- Reafirmação do gabarito: somente a alternativa B combina, sem forçar interpretação, as duas evidências centrais do texto — a disputa pelo turno de fala (arrebatarle la palabra) e a resistência a mudar de opinião (ninguna autocrítica... para cambiar); as demais alternativas ou inventam detalhes (raiva, gestos, censura) ou invertem o sentido do texto (cordialidade, reconhecimento sincero de erro).
- Padrão de cobrança: questões de espanhol/inglês do ENEM que trazem textos de opinião com citações de terceiros costumam pedir a síntese do posicionamento do autor "de acordo com o texto" — a resposta certa quase sempre parafraseia, com outras palavras, uma ou mais falas citadas entre aspas.
- Generalização: ao ler crônicas ou artigos de opinião em língua estrangeira, priorize sempre as falas entre aspas (citações diretas) — elas carregam a tese central do texto e raramente aparecem "por acaso"; a alternativa correta costuma ser uma paráfrase fiel dessas citações.
- Dica de eliminação rápida: descarte de imediato alternativas que citam emoções ou ações físicas não mencionadas no texto (como "raiva", "gestos", "censura") e desconfie de qualquer alternativa que pareça "boa demais" ou "arrependida demais" (como D e E) quando o texto tem tom claramente crítico/irônico — textos autocríticos raramente terminam em alternativas positivas sobre o grupo analisado.
- Conexões: vocabulário de verbos de comunicação em espanhol (reprochar, replicar, exponer, arrebatar) e questões de compreensão textual que exploram discurso relatado indireto (quando o autor usa a fala de terceiros para sustentar um argumento).
Comunidade Memorize · Grátis
Não perca nenhuma live, aula ou material.
Entre na comunidade do WhatsApp e receba os avisos de tudo que a equipe Memorize lança de graça — direto no seu celular.