Pular para o conteúdo
MemorizeMemorize
Mapa de questões · 1º dia
LinguagensPortuguêsFácil

Questão 34ENEM 2019 PPLCaderno azul · 1º Dia

Disponível em: portal.pmf.sc.gov.br. Acesso em: 27 jun. 2015.

As informações presentes na campanha contra o bullying evidenciam a intenção de

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Português → Interpretação de texto multimodal (imagem + linguagem verbal) em campanha social
  • ⚡ Nível: Fácil — a resposta está sustentada diretamente pela relação entre a imagem (símbolos riscados) e o slogan, sem exigir conhecimento externo
  • 🎯 Tema/Habilidade: Identificação da intenção comunicativa de um texto publicitário/institucional (competência de leitura de gêneros multissemióticos)
  • 🏆 Gabarito: E — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual é o objetivo comunicativo por trás dos elementos (verbais e não verbais) da campanha contra o bullying?"
  • Palavras-chave decisivas: evidenciam a intenção, campanha contra o bullying, isso não é brincadeira
  • Armadilha típica: confundir o tema geral do cartaz (bullying) com o recorte específico que ele constrói (a relação entre bullying e "brincadeiras"), escolhendo uma alternativa que fala sobre bullying de forma genérica, mas não capta o argumento visual e verbal específico do cartaz
  • O que a resposta precisa demonstrar: que o examinando conseguiu articular a imagem (símbolos de "brincadeiras" ofensivas riscados dentro do balão de fala) com o texto verbal ("Bullying, isso não é brincadeira!") para chegar à finalidade argumentativa exata da peça publicitária

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Texto multimodal: gênero que combina linguagem verbal e não verbal (imagem, cor, disposição gráfica) para construir sentido; nesses textos, a mensagem não está só nas palavras, mas também nos elementos visuais, que precisam ser "lidos" em conjunto.
  • Campanha social/institucional: gênero persuasivo cujo objetivo não é vender um produto, mas mudar uma percepção, um comportamento ou alertar a sociedade sobre um problema; sua intenção comunicativa costuma estar condensada no slogan.
  • Função conativa/apelativa da linguagem: predominante em cartazes de campanha, ela busca convencer ou alertar o leitor, dirigindo-se diretamente a ele através de imperativos, negações enfáticas e recursos visuais de impacto (como o "X" sobre os desenhos).
  • Intenção comunicativa (ou finalidade discursiva): o "para quê" do texto — não basta identificar o assunto (bullying), é preciso identificar o efeito de sentido que o produtor do texto quer causar no leitor com aquela combinação específica de recursos.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: o quadro-negro com um balão de fala contendo símbolos e figuras riscados (marcados com um "X") → esses símbolos representam atitudes comumente tratadas como "brincadeiras" no ambiente escolar (apelidos, zoações, gestos), e o "X" sinaliza que essas atitudes devem ser reprovadas — a imagem já constrói a ideia de que "brincadeira" pode, na verdade, ser bullying.
  • Evidência 2: o slogan "Bullying, isso não é brincadeira!" → a palavra "isso" retoma exatamente os símbolos riscados no balão, e a negação enfática ("não é brincadeira") desfaz a justificativa mais comum usada para minimizar o bullying — a de que "é só brincadeira". O texto verbal, portanto, nomeia diretamente a confusão entre os dois conceitos.
  • Síntese: a imagem mostra atos disfarçados de brincadeira sendo riscados/reprovados, e o slogan verbaliza essa mesma ideia ao negar que bullying seja brincadeira. As duas camadas do texto (visual e verbal) convergem para o mesmo ponto: alertar o leitor de que certas atitudes rotuladas como "brincadeira" são, de fato, bullying.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar o assunto x identificar a intenção

O primeiro cuidado é não parar na identificação do assunto genérico "bullying". Toda alternativa menciona bullying, então o assunto sozinho não elimina nenhuma opção. É preciso ir além e perguntar: dentro do universo "bullying", qual recorte específico o cartaz constrói? A resposta está na articulação entre o balão de fala (com os símbolos riscados) e o texto escrito.

Subpasso 4.2 — Cruzar a imagem com o texto verbal

Os símbolos dentro do balão de fala — normalmente associados a apelidos, caras e bocas, gestos de deboche — representam justamente comportamentos que agressores costumam chamar de "brincadeira" para se eximir de culpa. Ao riscá-los com um "X", a campanha nega essa justificativa. Essa negação é reforçada pelo texto: "Bullying, isso não é brincadeira!". O pronome "isso" funciona como elo coesivo que aponta diretamente para as imagens riscadas, amarrando o sentido visual ao sentido verbal.

Subpasso 4.3 — Verificação

Se a intenção da campanha fosse apenas listar ofensas (alternativa A), destacar malefícios (B), discutir violência física (C) ou denunciar negligência escolar (D), o cartaz teria usado outros recursos: uma lista de tipos de agressão, depoimentos sobre consequências psicológicas, cenas de agressão física ou uma crítica à omissão da escola/família. Nenhum desses elementos aparece. O que aparece, de forma central e repetida (imagem + palavra), é a desconstrução da ideia de que bullying "é brincadeira". Isso confirma que a intenção comunicativa é alertar sobre essa relação — exatamente o que descreve a alternativa E.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) destacar as diferentes ofensas que ocorrem no ambiente escolar.

❌ Incorreta: o cartaz não tem como foco catalogar ou diferenciar tipos de ofensa; os símbolos riscados não funcionam como uma lista classificatória de agressões, mas como exemplos do que é erroneamente chamado de "brincadeira". O eixo argumentativo é a relação bullying/brincadeira, não a variedade de ofensas.

B) elencar os malefícios causados pelo bullying na vida de uma criança.

❌ Incorreta: não há, na descrição da peça, qualquer elemento que mostre consequências, sequelas ou danos sofridos pela vítima (isolamento, queda de rendimento, sofrimento emocional). O cartaz atua na origem do problema — o disfarce de "brincadeira" —, não nos seus efeitos.

C) provocar uma reflexão sobre a violência física que acontece nas escolas.

❌ Incorreta: bullying não se resume a violência física, e os símbolos descritos remetem a atitudes de zombaria e deboche (caracteristicamente verbais/sociais), não a agressões corporais. Restringir o sentido do cartaz à violência física estreita indevidamente o alcance da mensagem.

D) denunciar a pouca atenção dada a crianças que sofrem bullying nas escolas.

❌ Incorreta: o tema da negligência institucional (escola, professores, família) não está presente nos elementos descritos. A campanha se dirige a quem pratica ou minimiza o bullying, não denuncia a omissão de terceiros.

E) alertar sobre a relação existente entre o bullying e determinadas brincadeiras.

✅ Correta: é exatamente essa a articulação construída pela peça — os símbolos de "brincadeiras" riscados dentro do balão de fala, somados ao slogan "Bullying, isso não é brincadeira!", constroem um alerta direto de que atitudes tratadas como brincadeira podem, na verdade, configurar bullying.

🏆 Gabarito: E — a campanha usa imagem e texto verbal em conjunto para desmontar a justificativa de que bullying é "só brincadeira", alertando o leitor sobre essa relação perigosa.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: a alternativa E é a única que nomeia o recorte exato construído pela combinação entre os símbolos riscados e o slogan — a relação entre bullying e "brincadeiras"; as demais alternativas descrevem intenções plausíveis para uma campanha sobre bullying em geral, mas não para esse cartaz específico.
  • Padrão de cobrança: o ENEM recorrentemente traz cartazes, tirinhas e anúncios de campanhas sociais (trânsito, saúde, meio ambiente, bullying) pedindo para identificar a intenção comunicativa a partir da leitura conjunta de imagem e texto verbal.
  • Generalização: em questões de texto multimodal, a resposta certa costuma ser a que amarra o elemento visual central ao texto verbal central — nunca escolha a alternativa que só fala do tema geral sem citar o argumento específico construído pela peça.
  • Dica de eliminação rápida: primeiro elimine as alternativas que introduzem elementos não mencionados na peça (consequências, negligência, violência física) — nesta questão, isso descarta B, C e D em segundos, restando apenas comparar A e E quanto ao foco exato do cartaz.
  • Conexões: este padrão de leitura aparece também em questões sobre anúncios publicitários (função apelativa da linguagem) e em tirinhas/charges que exigem cruzar humor visual com legenda para captar a crítica.

Comunidade Memorize · Grátis

Não perca nenhuma live, aula ou material.

Entre na comunidade do WhatsApp e receba os avisos de tudo que a equipe Memorize lança de graça — direto no seu celular.