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Mapa de questões · 2º dia
NaturezaBiologiaMédio

Questão 113ENEM 2025 PPLCaderno azul · 2º Dia

Há um mês, um paciente está apresentando um quadro clínico que inclui febre, sudorese noturna, perda de peso, fadiga e infecções recorrentes. Supondo a presença do vírus HIV, o médico solicita um teste de diagnóstico. O esquema representa um teste laboratorial que usa o sangue do paciente para confirmar a suspeita do médico.

RAMIREZ, A. ELISA Assay as a Diagnostic Tool: Basics and Uses. Disponível em: www.pig333.com. Acesso em: 18 nov. 2022 (adaptado).

O elemento presente na amostra de sangue do paciente, responsável pelo diagnóstico positivo, é o(a)

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Biologia → Imunologia (resposta imune humoral e imunodiagnóstico por ELISA)
  • ⚡ Nível: Médio — exige interpretar o esquema do teste e distinguir o que é reagente (fornecido pelo laboratório) do que é a amostra do paciente.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Diagnóstico sorológico do HIV; identificar o componente do sangue detectado no teste (interpretar processos imunológicos representados em esquema).
  • 🏆 Gabarito: D — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual elemento presente no sangue do paciente é o responsável por dar positivo no teste?"
  • Palavras-chave decisivas: presente na amostra de sangue do paciente, responsável pelo diagnóstico positivo, teste laboratorial (ELISA).
  • Armadilha típica: confundir o que o laboratório coloca na placa (antígeno viral e anticorpo secundário com enzima) com o que vem do próprio paciente. O teste "procura" no sangue, mas não detecta diretamente o vírus.
  • O que a resposta precisa demonstrar: entender que, um mês após a infecção, o organismo já produziu anticorpos anti-HIV, e que é justamente a presença desses anticorpos que o ELISA revela.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Antígeno x anticorpo: antígeno é a molécula estranha (aqui, proteínas do vírus HIV) que dispara a resposta imune; anticorpo (imunoglobulina) é a proteína produzida pelos linfócitos B em resposta, capaz de se ligar especificamente àquele antígeno.
  • Soroconversão: após a infecção, leva semanas para o corpo produzir anticorpos detectáveis. Passado ~1 mês, o plasma do paciente já costuma conter anticorpos anti-HIV — é o que o teste busca.
  • ELISA indireto: o antígeno viral é fixado no fundo do poço (fase sólida). Se houver anticorpos anti-HIV no plasma do paciente, eles se ligam a esse antígeno. Em seguida, um anticorpo secundário ligado a uma enzima se prende ao anticorpo do paciente; ao adicionar o substrato, a enzima o degrada e gera cor = resultado positivo.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "febre, sudorese noturna, perda de peso, fadiga e infecções recorrentes" há um mês → quadro sugestivo de infecção por HIV, com tempo suficiente para soroconversão (produção de anticorpos).
  • Evidência 2 (esquema): "Antígenos de HIV (Ag) ligados à fase sólida" → "Reação final colorida / degradação do substrato pela enzima" = "Teste de diagnóstico positivo" → o antígeno é o reagente da placa; a cor só aparece se algo do paciente se ligar a ele — esse algo é o anticorpo.
  • Síntese: o antígeno viral é fornecido pelo laboratório; a peça que vem do paciente e fecha a reação (permitindo a ligação do anticorpo secundário com enzima e, então, a cor) é o anticorpo anti-HIV do plasma.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Separar reagentes da amostra

No poço, o laboratório coloca: (1) antígeno de HIV fixado na fase sólida e (2) anticorpo secundário associado à enzima. Do paciente, entra apenas o soro/plasma, que pode ou não conter anticorpos anti-HIV. Logo, o antígeno (alternativa A) é reagente, não a resposta.

Subpasso 4.2 — Seguir a cadeia da reação

Antígeno fixado → anticorpo do paciente se liga ao antígeno → anticorpo secundário com enzima se liga ao anticorpo do paciente → substrato (S) é degradado pela enzima → surge cor. Sem o anticorpo do paciente, a cadeia se rompe e não há cor: o teste dá negativo. Portanto, o elemento que determina o resultado positivo é o anticorpo do plasma.

Subpasso 4.3 — Verificação

O sangue foi separado: no plasma ficam as proteínas solúveis (incluindo anticorpos); leucócitos e hemácias sedimentam. O HIV infecta linfócitos T CD4⁺ (leucócitos), nunca hemácias. Como o ELISA indireto detecta imunoglobulinas solúveis, o alvo está no plasma e é o anticorpo → confirma a letra D.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) antígeno do vírus.

❌ Incorreta: o antígeno viral é o reagente que o laboratório fixa na fase sólida da placa, não algo detectado na amostra do paciente. No ELISA indireto ele é isca, não alvo.

B) leucócito infectado.

❌ Incorreta: embora o HIV infecte linfócitos (leucócitos), o ELISA sorológico não detecta células infectadas — ele trabalha com o plasma (fração líquida, sem células) e busca proteínas solúveis.

C) enzima do anticorpo.

❌ Incorreta: a enzima faz parte do anticorpo secundário, que é reagente do teste e serve para revelar a cor. Ela não provém do paciente nem é o elemento diagnosticado.

D) anticorpo no plasma.

✅ Correta: após ~1 mês de infecção, o plasma do paciente contém anticorpos anti-HIV. É a ligação desses anticorpos ao antígeno fixado que permite toda a cadeia de revelação — logo, são eles os responsáveis pelo resultado positivo.

E) hemácia contaminada.

❌ Incorreta: o HIV não infecta hemácias (células sem núcleo, sem os receptores CD4/correceptores). Além disso, as hemácias são separadas do plasma e não participam do ELISA.

🏆 Gabarito: D — o elemento vindo do paciente que fecha a reação do ELISA e gera a cor é o anticorpo anti-HIV presente no plasma.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: só o anticorpo do plasma é, ao mesmo tempo, produzido pelo paciente e capaz de se ligar ao antígeno fixado para desencadear a cor — as demais opções são reagentes do kit ou elementos que o teste não detecta.
  • Padrão de cobrança: o ENEM adora testes sorológicos (ELISA, teste rápido) e pede para distinguir "detectar o vírus" (antígeno/material genético) de "detectar a resposta imune" (anticorpos). Sorologia clássica = procura anticorpos.
  • Generalização: em teste que revela cor por ligação a um antígeno fixado, o alvo detectado é sempre o anticorpo do paciente; o antígeno e o conjugado enzimático são reagentes.
  • Dica de eliminação rápida: ELISA usa plasma/soro, então já corte tudo que é célula (leucócito B e hemácia E). Antígeno e enzima (A e C) são o que o laboratório fornece. Sobra D.
  • Conexões: soroconversão e janela imunológica do HIV; diferença entre imunidade humoral (anticorpos) e celular (linfócitos T).

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