Mapa de questões · 1º dia
Questão 38 — ENEM 2023 PPL

Disponível em: www.cnj.jus.br. Acesso em: 30 out. 2021.
A articulação entre os recursos verbais e não verbais utilizados na construção do texto tem como objetivo
Alternativas
Resolução em Vídeo
Resolução
Ficha da Questão
- 📚 Matérias Necessárias: Língua Portuguesa → Texto multimodal; campanha institucional; intencionalidade discursiva
- ⚡ Nível: Médio — duas alternativas são próximas, e a escolha depende de identificar qual comportamento a campanha quer produzir
- 🎯 Tema/Habilidade: Reconhecer o objetivo da articulação entre recursos verbais e não verbais em uma campanha
- 🏆 Gabarito: E — revelado após resolução completa
Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando
- Comando reformulado: "Juntando a imagem e o texto, o que a campanha quer que o leitor passe a fazer?"
- Palavras-chave decisivas: fake NEWS NÃO, O título é impactante? Cuidado!, Antes de compartilhar uma notícia, leia todo o seu teor
- Armadilha típica: confundir a orientação para agir com uma explicação sobre os efeitos das notícias falsas ou com um treinamento para reconhecê-las
- O que a resposta precisa demonstrar: que a campanha orienta uma conduta no momento de compartilhar informação
Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais
- Campanha institucional: peça produzida por um órgão público — aqui, o CNJ — para orientar comportamentos da população.
- Fake news: notícias falsas produzidas e difundidas como se fossem verdadeiras.
- Disseminação: ato de espalhar informação; no ambiente digital, o compartilhamento é seu principal mecanismo.
- Recursos não verbais: no cartaz, a expressão "fake news" com o "e" estilizado como um plugue e a imagem de um celular exibindo uma notícia.
- Verbo no imperativo: "leia todo o seu teor" — marca linguística que caracteriza a orientação de conduta.
Passo 3 — Decodificação do Enunciado
- Evidência 1 (não verbal): a palavra "fake" aparece com a letra "e" desenhada como um plugue elétrico, associando a notícia falsa à conexão digital; ao lado, uma mão segura um celular com uma notícia na tela.
- Evidência 2 (verbal): "fake NEWS NÃO" → o slogan estabelece a recusa às notícias falsas.
- Evidência 3 (verbal): "O título é impactante? Cuidado! Antes de compartilhar uma notícia, leia todo o seu teor" → a pergunta identifica a situação de risco e o imperativo prescreve a ação: ler antes de compartilhar.
- Síntese: a peça associa a imagem do compartilhamento pelo celular a uma instrução direta de conduta, orientando o leitor a adotar um comportamento responsável ao repassar informações.
Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)
Subpasso 4.1 — Identificar o momento em que a campanha intervém
O texto não pergunta se a notícia é falsa nem ensina a verificá-la em bancos de checagem. Ele intervém em um instante preciso: o que antecede o compartilhamento. "Antes de compartilhar uma notícia, leia todo o seu teor" delimita exatamente esse momento e prescreve o que fazer nele.
Subpasso 4.2 — Reconhecer a natureza da instrução
A construção é imperativa — "Cuidado!", "leia" —, típica de campanhas que buscam modificar hábitos. O comportamento visado é o do disseminador, não o do leitor passivo: a campanha se dirige a quem está prestes a repassar um conteúdo e pede que só o faça depois de ler a matéria inteira. Trata-se, portanto, de incentivar a adoção de um comportamento adequado no ato de disseminar informação.
Subpasso 4.3 — Verificação
A imagem reforça essa leitura: o celular na mão é o instrumento pelo qual se compartilha. A peça não explica as consequências sociais da desinformação, não discute a fragilidade das plataformas e não celebra a partilha de conhecimento. Ela regula uma conduta específica. Alternativa E confirmada.
Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas
A) explicar para o público os efeitos de conteúdos enganosos.
❌ Incorreta: a campanha não descreve consequências das fake news — não menciona danos, prejuízos ou impactos sociais. Ela vai direto à orientação prática, sem etapa explicativa.
B) expor a fragilidade de tecnologias digitais na manipulação de dados.
❌ Incorreta: a tecnologia aparece como meio pelo qual a notícia circula, e não como objeto de crítica. O cartaz não atribui o problema a falhas das plataformas, mas ao comportamento de quem compartilha sem ler.
C) promover a partilha de conhecimentos por meio de recursos tecnológicos.
❌ Incorreta: inverte a orientação da peça. A campanha não estimula o compartilhamento; ela pede cautela antes dele, condicionando o repasse à leitura integral do conteúdo.
D) orientar práticas para o reconhecimento de mensagens perigosas em ambientes digitais.
❌ Incorreta: é a alternativa mais próxima, mas desloca o foco. O cartaz não ensina a identificar uma notícia falsa — não apresenta indícios, critérios ou ferramentas de checagem. Ele prescreve uma única conduta, ligada ao ato de compartilhar: ler tudo antes de repassar.
E) incentivar a adoção de comportamentos adequados na disseminação de informações.
✅ Correta: o cartaz articula a imagem do celular — instrumento do compartilhamento — ao imperativo "Antes de compartilhar uma notícia, leia todo o seu teor". A campanha se dirige a quem vai disseminar a informação e prescreve o comportamento responsável a ser adotado nesse momento, sob o slogan "fake news não".
🏆 Gabarito: E — A campanha do CNJ intervém no momento do compartilhamento e prescreve uma conduta — ler a notícia inteira antes de repassá-la —, incentivando comportamentos adequados na disseminação de informações.
Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova
- Reafirmação do gabarito: E é a única alternativa que descreve a conduta prescrita; A e B supõem etapas explicativas ausentes, C inverte o sentido da campanha e D confunde orientar conduta com ensinar a reconhecer.
- Padrão de cobrança: o ENEM utiliza campanhas institucionais sobre desinformação para cobrar leitura integrada de verbal e não verbal e identificação de finalidade.
- Generalização: em campanhas, o verbo no imperativo revela o objetivo. Localize-o e pergunte: que ação exatamente está sendo pedida, e de quem?
- Dica de eliminação rápida: verifique se a peça oferece critérios ou ferramentas. Sem eles, não se trata de ensinar a reconhecer, e sim de orientar comportamento.
- Conexões: desinformação e checagem de fatos; campanhas de utilidade pública; função apelativa da linguagem.
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