Pular para o conteúdo
MemorizeMemorize
Mapa de questões · 1º dia
HumanasGeografiaMédio

Questão 53ENEM 2017Caderno azul · 1º Dia

México, Colômbia, Peru e Chile decidiram seguir um caminho mais curto para a integração regional. Os quatro países, em meados de 2012, criaram a Aliança do Pacífico e eliminaram, em 2013, as tarifas aduaneiras de 90% do total de produtos comercializados entre suas fronteiras.

OLIVEIRA, E. Aliança do Pacífico se fortalece e Mercosul fica à sua sombra.  O Globo, 24 fev. 2013 (adaptado).

O acordo descrito no texto teve como objetivo econômico para os países-membros

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Geografia → Geopolítica e blocos econômicos regionais
  • ⚡ Nível: Médio — exige diferenciar o modelo de integração da Aliança do Pacífico (voltado ao livre-comércio externo) de outros blocos latino-americanos mais protecionistas
  • 🎯 Tema/Habilidade: Integração regional e inserção competitiva na economia globalizada (Competência de Área 5 — Geografia: dinâmica dos territórios e das relações de poder no mundo contemporâneo)
  • 🏆 Gabarito: B — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual foi o objetivo econômico dos países que criaram a Aliança do Pacífico ao eliminar tarifas alfandegárias entre si?"
  • Palavras-chave decisivas: integração regional, tarifas aduaneiras, 90% dos produtos comercializados
  • Armadilha típica: confundir a eliminação de tarifas entre os membros do bloco com medidas de abertura de fronteiras para pessoas (livre circulação de trabalhadores) ou com afrouxamento genérico da fiscalização — o texto fala em comércio de mercadorias e competitividade, não em migração ou controle alfandegário facilitado ao consumidor.
  • O que a resposta precisa demonstrar: entendimento de que a redução tarifária é instrumento para tornar as economias-membro mais eficientes e competitivas frente ao mercado internacional, sobretudo o asiático — e não um fim em si mesmo.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Aliança do Pacífico: bloco econômico criado em 2011/formalizado em 2012 por México, Colômbia, Peru e Chile, com o objetivo declarado de formar uma área de integração profunda, priorizando o livre comércio, a circulação de capitais e a aproximação com a Ásia-Pacífico, em especial a China e demais economias do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC).
  • Tarifa aduaneira (imposto de importação): tributo cobrado sobre mercadorias que entram em um país; sua redução ou eliminação barateia o produto estrangeiro e estimula o comércio entre os países que firmam o acordo.
  • Modelo de regionalismo aberto: estratégia de integração que não isola o bloco do resto do mundo (como fazem uniões aduaneiras protecionistas), mas usa a integração regional como plataforma para negociar em bloco e ganhar competitividade nas exportações para mercados externos ao próprio bloco.
  • Mercosul (contraponto histórico): bloco sul-americano (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai) com perfil mais protecionista e processo de integração mais lento, citado na reportagem-fonte como o bloco que "fica à sombra" da Aliança do Pacífico justamente pela agilidade desta em abrir suas economias ao comércio externo.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "decidiram seguir um caminho mais curto para a integração regional" → indica um processo deliberadamente ágil e pragmático, focado em resultados comerciais rápidos, não em burocracia institucional extensa.
  • Evidência 2: "eliminaram, em 2013, as tarifas aduaneiras de 90% do total de produtos comercializados entre suas fronteiras" → mostra que a medida concreta foi a desoneração do comércio de mercadorias entre os quatro países, o que reduz custos de produção e exportação e fortalece a posição conjunta desses países frente a terceiros mercados.
  • Síntese: o texto descreve uma integração econômica baseada na abertura comercial recíproca entre os quatro países-membros com finalidade de projeção externa — os países se unem para, juntos, competirem melhor no comércio internacional (sobretudo com a Ásia), e não para restringir capital estrangeiro, subsidiar setores específicos ou facilitar migração de mão de obra.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar a natureza do acordo

A Aliança do Pacífico é um bloco de integração econômica regional formado por México, Colômbia, Peru e Chile — economias voltadas para exportação e com forte interesse em ampliar relações comerciais com a Ásia-Pacífico. A medida citada no texto (eliminação de tarifas sobre 90% dos produtos comercializados entre os membros) é um instrumento clássico de liberalização comercial: reduz custos, integra cadeias produtivas e simplifica o fluxo de mercadorias dentro do bloco.

Subpasso 4.2 — Conectar o instrumento (tarifas) ao objetivo (competitividade)

Eliminar tarifas entre si não é o objetivo final, mas o meio. O objetivo é permitir que as economias do bloco operem de forma mais integrada e eficiente, ganhando escala e reduzindo custos de produção conjunta, para então competir em melhores condições no mercado internacional — sobretudo diante de blocos como a União Europeia e de potências comerciais asiáticas. Esse é o núcleo do chamado "regionalismo aberto": integrar-se para fora, não para dentro.

Subpasso 4.3 — Verificação

Confrontando essa lógica com as alternativas, apenas a opção que menciona diretamente "competitividade no mercado externo" traduz com precisão o objetivo econômico da Aliança do Pacífico descrito na reportagem. As demais alternativas trazem elementos que não constam do texto (livre circulação de trabalhadores, restrição a multinacionais, subsídio cambial ao agronegócio) ou distorcem o sentido da medida (redução de fiscalização para incentivar consumo, quando na verdade se trata de eliminação de tarifas para incentivar comércio entre produtores).

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) promover a livre circulação de trabalhadores.

❌ Incorreta: o texto trata exclusivamente de tarifas sobre produtos comercializados (bens), não de políticas migratórias ou de mobilidade de mão de obra entre os países-membros. Livre circulação de trabalhadores é característica de blocos com integração mais profunda (como a União Europeia), não do escopo descrito para a Aliança do Pacífico no trecho citado.

B) fomentar a competitividade no mercado externo.

✅ Correta: a eliminação de tarifas aduaneiras entre os quatro países integra suas economias e reduz custos de produção e comércio internos ao bloco, permitindo que, juntos, ganhem eficiência e força para competir de forma mais vantajosa no mercado internacional — especialmente na aproximação com a Ásia-Pacífico, motivação histórica central da Aliança do Pacífico.

C) restringir investimentos de empresas multinacionais.

❌ Incorreta: a Aliança do Pacífico fez o oposto — buscou atrair investimento estrangeiro direto e capitais internacionais, apresentando-se como um bloco aberto e amigável a multinacionais, e não como uma barreira a elas.

D) adotar medidas cambiais para subsidiar o setor agrícola.

❌ Incorreta: o texto não menciona política cambial nem subsídios setoriais; trata especificamente de tarifas aduaneiras (imposto de importação), um instrumento comercial, não monetário ou de subsídio direto a um setor da economia.

E) reduzir a fiscalização alfandegária para incentivar o consumo.

❌ Incorreta: eliminar tarifas não equivale a reduzir a fiscalização (controle sanitário, aduaneiro, de origem etc.), e o foco da medida é o comércio entre produtores dos países-membros — voltado à produção e exportação conjunta —, não ao estímulo ao consumo interno das populações.

🏆 Gabarito: B — a eliminação recíproca de tarifas entre os países da Aliança do Pacífico tem como finalidade econômica integrar as cadeias produtivas do bloco para fortalecer sua posição competitiva no comércio internacional, sobretudo com a Ásia-Pacífico.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: apenas a alternativa B traduz corretamente a lógica do "regionalismo aberto": os países se integram entre si para, em conjunto, competir melhor lá fora — e não para fechar suas fronteiras, restringir capital ou beneficiar setores isolados.
  • Padrão de cobrança: o ENEM recorrentemente cobra blocos econômicos (Mercosul, União Europeia, NAFTA/T-MEC, Aliança do Pacífico, BRICS) pedindo que o estudante reconheça o objetivo estratégico por trás de medidas concretas de integração (tarifas, moeda comum, livre circulação), sempre a partir de um texto-base jornalístico ou histórico.
  • Generalização: em questões sobre blocos econômicos, associe sempre o instrumento citado (redução de tarifas, moeda única, livre trânsito) à sua finalidade estrutural — comercial, monetária ou de mobilidade — e não confunda os diferentes níveis de integração (zona de livre comércio, união aduaneira, mercado comum, união econômica).
  • Dica de eliminação rápida: elimine de cara alternativas que citem elementos ausentes do texto-base (aqui, trabalhadores, multinacionais, câmbio, fiscalização/consumo) — o enunciado fala apenas em tarifas sobre produtos comercializados, o que já aponta para uma resposta ligada a comércio de bens e competitividade externa.
  • Conexões: compare com questões sobre o Mercosul (integração mais protecionista e institucionalizada) e sobre a União Europeia (integração mais profunda, com moeda única e livre circulação de pessoas), para entender o espectro de possibilidades entre os blocos econômicos regionais.

Comunidade Memorize · Grátis

Não perca nenhuma live, aula ou material.

Entre na comunidade do WhatsApp e receba os avisos de tudo que a equipe Memorize lança de graça — direto no seu celular.