Mapa de questões · 2º dia
Questão 144 — ENEM 2020 PPLCaderno azul · 2º Dia
Os alunos do curso de matemática de uma universidade desejam fazer uma placa de formatura, no formato de um triângulo equilátero, em que os seus nomes aparecerão dentro de uma região quadrada, inscrita na placa, conforme a figura.

Considerando que a área do quadrado, em que aparecerão os nomes dos formandos, mede 1 m2 , qual é aproximadamente a medida, em metro, de cada lado do triângulo que representa a placa? (Utilize 1,7 como valor aproximado para √3 ).
Alternativas
Resolução
Ficha da Questão
- 📚 Matérias Necessárias: Matemática → Geometria Plana (triângulo equilátero, semelhança de triângulos e racionalização de radicais)
- ⚡ Nível: Médio — exige combinar a relação altura-lado do triângulo equilátero com semelhança de triângulos e manipulação cuidadosa de radicais
- 🎯 Tema/Habilidade: Relações métricas em polígonos inscritos; competência de resolver situação-problema que envolve conhecimentos geométricos de área e semelhança
- 🏆 Gabarito: B — revelado após resolução completa
Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando
- Comando reformulado: "Sabendo que o quadrado inscrito na placa triangular tem área de 1 m², qual é o lado do triângulo equilátero que forma essa placa?"
- Palavras-chave decisivas: inscrita, triângulo equilátero, área do quadrado igual a 1 m²
- Armadilha típica: confundir o lado do quadrado com o lado do triângulo (eles não são iguais!), ou interromper o cálculo antes de terminar a divisão, ficando com um valor intermediário que "parece" resposta mas não é.
- O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de identificar o triângulo menor formado acima do quadrado, montar a proporção de semelhança com o triângulo grande e isolar corretamente o lado L, aplicando a aproximação √3 ≈ 1,7 apenas na etapa final.
Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais
- Altura do triângulo equilátero: para um triângulo equilátero de lado L, a altura relativa a qualquer lado vale H = (L√3)/2, obtida ao aplicar o Teorema de Pitágoras no triângulo retângulo formado pela metade da base e pela altura.
- Semelhança de triângulos: quando um segmento paralelo à base "corta" um triângulo, o triângulo menor formado no topo é semelhante ao triângulo original — mesmo ângulo do vértice e lados correspondentes proporcionais.
- Racionalização de denominadores: transformar uma fração do tipo a/√3 em uma forma sem radical no denominador (multiplicando por √3/√3), o que evita distorções ao usar valores aproximados como √3 ≈ 1,7.
Passo 3 — Decodificação do Enunciado
- Evidência 1: "no formato de um triângulo equilátero" → autoriza usar H = (L√3)/2 e todas as relações de simetria do triângulo equilátero.
- Evidência 2: a figura mostra o quadrado com a base apoiada sobre a base do triângulo e os dois vértices superiores tocando os lados inclinados → define exatamente a configuração geométrica: acima do quadrado sobra um triangulinho semelhante ao triângulo maior.
- Evidência 3: "a área do quadrado... mede 1 m²" → o lado do quadrado é s = √1 = 1 m, um valor direto e simples que serve de âncora para toda a resolução.
- Síntese: com s = 1 m fixado, o problema se resume a escrever a razão de semelhança entre o triângulo pequeno (base s, altura H−s) e o triângulo grande (base L, altura H), isolar L em função de s e só então aproximar √3 por 1,7.
Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)
Subpasso 4.1 — Lado do quadrado
Como a área do quadrado é 1 m², e área = lado², temos:
s² = 1 → s = 1 m
Subpasso 4.2 — Montando a semelhança de triângulos
Seja L o lado do triângulo equilátero e H = (L√3)/2 sua altura. O quadrado de lado s tem a base sobre a base do triângulo e os dois vértices superiores tocando os lados inclinados. Isso cria, logo acima do quadrado, um triângulo menor — semelhante ao triângulo original — de base s e altura (H − s).
Pela semelhança (razão base/altura preservada):
L/H = s/(H − s)
Isolando: L(H − s) = sH → LH − Ls = sH → LH = s(H + L) → s = LH/(L + H)
Substituindo H = (L√3)/2 e simplificando:
s = √3·L / (2 + √3)
Como s = 1:
√3·L = 2 + √3
L = (2 + √3)/√3
Subpasso 4.3 — Racionalização, aproximação e verificação
Racionalizando o denominador (multiplicando por √3/√3):
L = (2√3 + 3)/3
Substituindo √3 ≈ 1,7:
L = (2 × 1,7 + 3)/3 = (3,4 + 3)/3 = 6,4/3 ≈ 2,13 m
Arredondando para uma casa decimal, como pedem as alternativas: L ≈ 2,1 m.
Verificação: entre as opções oferecidas, 2,1 m é exatamente a alternativa B, e o valor bate com a estimativa mais precisa (usando √3 = 1,732..., chega-se a L ≈ 2,15 m — a pequena diferença é só o efeito esperado da aproximação √3 ≈ 1,7 exigida pelo enunciado).
Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas
A) 1,6
❌ Incorreta: esse valor aparece quando se manipula errado a proporção entre s e L — por exemplo, subtraindo em vez de dividir os termos (2 − 0,4 = 1,6, usando a diferença 2√3 − 3 ≈ 0,4 fora do lugar certo da equação). Não é solução da equação de semelhança montada corretamente.
B) 2,1
✅ Correta: é exatamente o resultado da resolução completa, L = (2√3 + 3)/3 ≈ 6,4/3 ≈ 2,13 m, arredondado para 2,1 m — compatível com a aproximação √3 ≈ 1,7 indicada no enunciado.
C) 2,4
❌ Incorreta: surge de um erro conceitual comum — supor que o quadrado ocupa metade da altura do triângulo (H = 2s), o que leva a L = 2H/√3 = 4/1,7 ≈ 2,35 ≈ 2,4. Esse raciocínio ignora a real relação de semelhança entre o triângulo pequeno e o triângulo grande.
D) 3,7
❌ Incorreta: é o valor do numerador antes da racionalização, 2 + √3 ≈ 2 + 1,7 = 3,7. Quem para o cálculo em L = 2 + √3 (esquecendo de dividir por √3 para isolar L de fato) chega a esse resultado incompleto.
E) 6,4
❌ Incorreta: corresponde ao numerador já racionalizado, 2√3 + 3 ≈ 2 × 1,7 + 3 = 6,4, mas sem completar a última etapa — a divisão por 3. É o erro clássico de esquecer o denominador final da fração L = (2√3 + 3)/3.
🏆 Gabarito: B — a única alternativa que resulta da resolução completa da equação de semelhança L = (2√3 + 3)/3 ≈ 2,1 m, aplicando corretamente a aproximação √3 ≈ 1,7 apenas na etapa final do cálculo.
Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova
- Reafirmação do gabarito: B é a única alternativa numericamente consistente com a equação L = (2√3 + 3)/3, deduzida a partir da semelhança entre o triângulo pequeno formado acima do quadrado e o triângulo equilátero completo.
- Padrão de cobrança: o ENEM cobra com frequência polígonos inscritos em outros polígonos (quadrado em triângulo, círculo em quadrado etc.), sempre testando se o estudante reconhece a figura semelhante escondida na construção.
- Generalização: sempre que um segmento paralelo à base "recorta" um triângulo, o pedaço de cima é semelhante ao triângulo inteiro — monte a razão base/altura (ou base/base) entre as duas figuras semelhantes antes de qualquer outra manipulação algébrica.
- Dica de eliminação rápida: calcule mentalmente as etapas intermediárias, 2 + √3 ≈ 3,7 e 2√3 + 3 ≈ 6,4 — essas duas contas eliminam D e E, que são exatamente os "resultados parciais" de quem esquece de terminar a divisão.
- Conexões: revise também questões de círculo inscrito em quadrado, quadrado inscrito em círculo e razão áurea em construções geométricas — todas usam a mesma lógica de identificar a figura semelhante e escrever a proporção correta.
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