Pular para o conteúdo
MemorizeMemorize
Mapa de questões · 1º dia
HumanasGeografiaMédio

Questão 58ENEM 2025 PPLCaderno azul · 1º Dia

Os planos de desenvolvimento formulados pelo governo da Argentina para a Patagônia na década de 1960 têm semelhanças evidentes com os projetos que formulou o governo brasileiro para a região da Amazônia na década de 1970. Em ambos, trata-se, no fundamental, de planos de desenvolvimento industrial subsidiados pelo Estado central.

ALVAREZ, G. P. Amazônia brasileira e Patagônia argentina: planos de desenvolvimento e soberania nacional. Estudos Avançados, n. 88, 2016 (adaptado).

São características comuns às duas regiões mencionadas no texto que justificam a semelhança nas políticas de desenvolvimento:

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Geografia → Geografia regional e políticas territoriais (fronteiras internas, integração nacional na América do Sul)
  • ⚡ Nível: Médio — exige comparar duas regiões de países diferentes e isolar o fator comum, descartando semelhanças climáticas falsas.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Planos estatais de desenvolvimento em regiões de fronteira interna; competência de relacionar organização do território às políticas econômicas do Estado.
  • 🏆 Gabarito: E — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual característica geográfica Amazônia e Patagônia têm em comum que justifica planos de desenvolvimento tão parecidos?"
  • Palavras-chave decisivas: semelhanças (não diferenças), desenvolvimento industrial subsidiado pelo Estado, características comuns às duas regiões.
  • Armadilha típica: procurar semelhança no clima. Amazônia (equatorial quente e úmido) e Patagônia (frio, seco e ventoso) são climaticamente opostas — quem parte do clima cai em A, B ou D.
  • O que a resposta precisa demonstrar: identificar o traço estrutural (não climático) que faz do Estado o motor da ocupação: são vazios demográficos, imensos e ricos em recursos ainda não explorados.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Fronteira interna (frente pioneira): porção vasta e pouco povoada do território nacional, distante dos centros econômicos, que o Estado busca integrar e explorar por meio de investimento dirigido.
  • Desenvolvimentismo e Estado central: entre 1960-1970, Brasil e Argentina adotaram planos de "integração nacional" nos quais o governo federal subsidiava infraestrutura e indústria para ocupar áreas periféricas e afirmar soberania.
  • Recursos estratégicos: minérios, energia (hidrelétrica, petróleo/gás), floresta e água — matérias-primas cuja abundância torna a região economicamente atrativa e justifica o investimento estatal.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "planos de desenvolvimento industrial subsidiados pelo Estado central" → o motor não é o mercado local, é o governo federal — típico de regiões pouco povoadas que não se desenvolvem sozinhas.
  • Evidência 2: "planos de desenvolvimento e soberania nacional" (fonte) → ocupar o território vasto e afirmar presença nacional em áreas de baixa densidade e riqueza inexplorada.
  • Síntese: o que aproxima Amazônia e Patagônia não é o clima nem a agricultura, e sim serem grandes extensões de baixa ocupação com recursos naturais disponíveis — exatamente o que atrai o planejamento estatal.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Traçar o perfil comum das duas regiões

Amazônia (Brasil) e Patagônia (Argentina) são, cada uma, uma das maiores e menos povoadas porções de seus países: enormes extensões territoriais com densidade demográfica baixíssima e concentração de recursos naturais (na Amazônia: minérios como ferro e ouro, potencial hidrelétrico, floresta; na Patagônia: petróleo, gás, potencial hídrico e mineral). São áreas de fronteira interna.

Subpasso 4.2 — Ligar o perfil à política

Justamente por serem vastas, vazias e ricas, essas regiões não se desenvolvem pela dinâmica espontânea do mercado. É o Estado central que precisa subsidiar infraestrutura e indústria para integrá-las e explorar seus recursos — foi isso que Brasil (anos 1970, SUDAM/Operação Amazônia) e Argentina (anos 1960) fizeram. A causa comum das políticas é, portanto, extensão territorial + disponibilidade de recursos.

Subpasso 4.3 — Verificação

Testando o critério "comum às duas": extensão vasta? Sim para ambas. Recursos disponíveis? Sim para ambas. Clima parecido? Não. Agricultura? Não é o foco de nenhuma como área agrícola central. Correntes marítimas frias? Só a Patagônia é litorânea; a Amazônia é interior continental. Logo, o único par que descreve as duas é o da alternativa E.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) Padrão climático e posição latitudinal.

❌ Incorreta: os climas são opostos — a Amazônia é equatorial (quente e úmido, baixas latitudes) e a Patagônia é fria e seca (altas latitudes). Não há padrão climático nem latitude comuns; é justamente onde diferem.

B) Incidência solar e massas de ar quentes.

❌ Incorreta: alta insolação e ar quente descrevem a Amazônia, mas não a Patagônia, dominada por massas de ar frio e forte ventania. O fator não é compartilhado.

C) Diversidade de espécies e potencial agrícola.

❌ Incorreta: a Amazônia tem enorme biodiversidade, mas a Patagônia é uma estepe semiárida de baixa diversidade; e nenhuma das duas foi ocupada como grande fronteira agrícola — os planos eram de desenvolvimento industrial/extrativo, não agrícola.

D) Proximidade do mar e correntes marítimas frias.

❌ Incorreta: só a Patagônia é litorânea (banhada pela corrente fria das Malvinas). A Amazônia é essencialmente interior continental, o que invalida "proximidade do mar" como característica comum.

E) Disponibilidade de recursos e extensão territorial.

✅ Correta: ambas são regiões de imensa extensão, baixa densidade populacional e recursos naturais abundantes ainda pouco explorados — condição que justifica planos de desenvolvimento subsidiados pelo Estado central em busca de integração e soberania.

🏆 Gabarito: E — o que aproxima Amazônia e Patagônia é serem vastos territórios de fronteira interna, pouco povoados e ricos em recursos, o que torna o investimento estatal a via natural de ocupação e exploração.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: só "extensão territorial + disponibilidade de recursos" descreve simultaneamente as duas regiões e explica por que o Estado, e não o mercado, conduz o desenvolvimento.
  • Padrão de cobrança: o ENEM adora comparar regiões de fronteira interna (Amazônia, Patagônia, Centro-Oeste, Sibéria, Oeste americano) e perguntar o que motiva a intervenção estatal — a resposta quase sempre é vazio demográfico + recursos + integração/soberania.
  • Generalização: onde há grande território pouco ocupado e rico em recursos, espere políticas de desenvolvimento dirigidas pelo Estado central.
  • Dica de eliminação rápida: desconfie de qualquer alternativa baseada em clima, insolação, agricultura ou mar — Amazônia e Patagônia são o contraexemplo perfeito e caem por não serem "comuns às duas". Isso derruba A, B, C e D de uma vez.
  • Conexões: Operação Amazônia e SUDAM; planos de integração nacional; conceito de frente pioneira e fronteira agrícola/mineral.

Comunidade Memorize · Grátis

Não perca nenhuma live, aula ou material.

Entre na comunidade do WhatsApp e receba os avisos de tudo que a equipe Memorize lança de graça — direto no seu celular.