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Mapa de questões · 1º dia
HumanasHistóriaFácil

Questão 50ENEM 2025 PPLCaderno azul · 1º Dia

A Inglaterra passou a subvencionar publicações abolicionistas com o intuito de exercer pressão sobre o Parlamento. Simultaneamente, intensificou sua campanha contra os negreiros. Em total desrespeito à soberania brasileira, navios ingleses invadiram as águas territoriais nacionais em sua perseguição aos contrabandistas de escravos.

COSTA, E. A Abolição. São Paulo: Edunesp, 2008.

Na segunda metade do século XIX, o posicionamento do governo inglês buscava proibir o(a)

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: História do Brasil → Segundo Reinado, pressão britânica e fim do tráfico atlântico de escravizados
  • ⚡ Nível: Fácil — a palavra "negreiros" já direciona ao tráfico, e o texto praticamente entrega a resposta.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Relações Brasil–Inglaterra no século XIX e a extinção do tráfico negreiro; competência de interpretar processos históricos a partir de documento.
  • 🏆 Gabarito: E — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "O que o governo inglês queria proibir com essa pressão sobre o Brasil?"
  • Palavras-chave decisivas: abolicionistas, negreiros, contrabandistas de escravos
  • Armadilha típica: confundir o alvo imediato (o tráfico de africanos escravizados) com a abolição da escravidão em si, que só viria em 1888. A pressão britânica da metade do século XIX mirava o comércio, não ainda a posse de escravos.
  • O que a resposta precisa demonstrar: que a Inglaterra buscava barrar a entrada de africanos escravizados vindos pelo Atlântico, ou seja, o tráfico transatlântico de pessoas.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Tráfico transatlântico: comércio de africanos escravizados capturados na África e transportados em navios (os "negreiros") para as Américas. Era a base de abastecimento de mão de obra do Brasil imperial.
  • Bill Aberdeen (1845): lei do Parlamento britânico que autorizava a Marinha inglesa a abordar, apreender e julgar navios suspeitos de tráfico — inclusive dentro de águas territoriais brasileiras, o que gerava a "afronta à soberania" citada no texto.
  • Lei Eusébio de Queirós (1850): legislação brasileira que, sob forte pressão inglesa, extinguiu efetivamente o tráfico atlântico. A escravidão permaneceu; apenas a importação de novos cativos foi proibida.
  • Interesses britânicos: além do humanitarismo abolicionista, havia interesse econômico — o fim do tráfico ampliava o mercado consumidor livre e assalariado, favorável às manufaturas inglesas.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "publicações abolicionistas com o intuito de exercer pressão sobre o Parlamento" → a Inglaterra financiava campanhas para forçar mudanças na legislação escravista.
  • Evidência 2: "campanha contra os negreiros… perseguição aos contrabandistas de escravos" → o alvo concreto eram os navios que traziam africanos, isto é, o tráfico marítimo.
  • Evidência 3: "navios ingleses invadiram as águas territoriais nacionais" → é o exato mecanismo do Bill Aberdeen, apreendendo embarcações negreiras.
  • Síntese: todas as evidências convergem para um único alvo — o comércio de africanos escravizados atravessando o Atlântico. Logo, a proibição buscada era a do tráfico transatlântico.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar o período e o contexto

"Segunda metade do século XIX" + Inglaterra pressionando o Brasil = fase final do tráfico atlântico, que culmina na Lei Eusébio de Queirós (1850). A Inglaterra já havia abolido a escravidão em suas colônias (1833) e liderava a campanha internacional antitráfico.

Subpasso 4.2 — Determinar o alvo da pressão

O texto é explícito: "negreiros" e "contrabandistas de escravos". Negreiro é o navio do tráfico. Contrabando de escravos existe justamente porque o tráfico estava sendo proibido. Portanto, o objeto que a Inglaterra queria extinguir era o comércio transatlântico de pessoas escravizadas.

Subpasso 4.3 — Verificação

Cruzando com as alternativas: o único item que nomeia esse comércio de seres humanos pelo Atlântico é a letra E ("comércio transatlântico de pessoas"). As demais tratam de temas econômicos ou políticos que não são o foco do documento. Confirma-se E.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) intervenção na região platina.

❌ Incorreta: a atuação britânica no Rio da Prata (rivalidades com Argentina, Uruguai, Guerra do Paraguai) é outro capítulo da política externa; o texto fala de negreiros e escravos, não de conflitos platinos.

B) autonomia do governo imperial.

❌ Incorreta: a soberania brasileira foi ferida como consequência da ação inglesa, mas restringir a autonomia do Império não era o objetivo declarado — era um efeito colateral. O alvo buscado ("proibir") é o tráfico.

C) fluxo internacional de capitais.

❌ Incorreta: a Inglaterra era a maior potência financeira e credora do período; jamais buscaria proibir a circulação de capitais, da qual se beneficiava. Não há relação com o documento.

D) exploração dos recursos naturais.

❌ Incorreta: o texto não menciona minérios, terras ou matérias-primas. A campanha era contra o transporte de africanos escravizados, não contra a exploração de recursos.

E) comércio transatlântico de pessoas.

✅ Correta: "negreiros" e "contrabandistas de escravos" descrevem exatamente o tráfico de africanos escravizados pelo Atlântico — o alvo central da pressão inglesa (Bill Aberdeen, 1845; Lei Eusébio de Queirós, 1850).

🏆 Gabarito: E — a pressão britânica na segunda metade do século XIX visava proibir o tráfico transatlântico de africanos escravizados, ou seja, o comércio de pessoas pelo Atlântico.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: só a letra E nomeia o comércio de seres humanos atravessando o Atlântico, que é literalmente o que "negreiros" e "contrabandistas de escravos" representam.
  • Padrão de cobrança: o ENEM adora associar "Inglaterra + século XIX + Brasil" ao fim do tráfico (Bill Aberdeen e Lei Eusébio de Queirós), separando isso da abolição da escravidão de 1888.
  • Generalização: distinga sempre fim do tráfico (1850, importação de cativos) de abolição da escravidão (1888, fim da posse). São dois marcos diferentes.
  • Dica de eliminação rápida: localize o substantivo-chave "escravos/negreiros" no texto e busque a alternativa que fale de pessoas; capitais, recursos naturais e Prata caem de imediato.
  • Conexões: Bill Aberdeen (1845); Lei Eusébio de Queirós (1850); pressão inglesa e Revolução Industrial (mercado consumidor); abolicionismo e Lei Áurea (1888).

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