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Mapa de questões · 1º dia
LinguagensPortuguêsFácil

Questão 32ENEM 2025 PPLCaderno azul · 1º Dia

Disponível em: www.amazonastur.am.gov.br. Acesso em: 6 set. 2024 (adaptado).

Essa campanha governamental foi desenvolvida para combater o problema de

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Português → leitura de gênero publicitário (campanha institucional) e linguagem multimodal
  • ⚡ Nível: Fácil — o próprio texto verbal da peça nomeia o crime combatido.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Interpretação de texto publicitário; relacionar recursos verbais e não verbais para identificar a finalidade da campanha (competência de leitura das diferentes linguagens).
  • 🏆 Gabarito: C — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual é o problema social/ambiental que essa campanha do governo quer combater?"
  • Palavras-chave decisivas: campanha governamental, combater, problema
  • Armadilha típica: deixar-se levar pela palavra "TURISMO" no slogan e marcar a alternativa que fala em "turismo ilegal", sem perceber que o alvo real é o uso de penas de animais.
  • O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de somar o trocadilho do slogan, a imagem da gaiola e o texto explicativo para chegar à finalidade central da peça.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Linguagem multimodal: o sentido de um anúncio nasce da soma entre imagem e palavra; nenhum elemento deve ser lido isolado. Aqui, gaiola + ave + "sem penas" + texto legal se reforçam.
  • Trocadilho (duplo sentido): "penas" é palavra polissêmica — significa tanto a plumagem das aves quanto sofrimento/castigo. A campanha explora os dois: "turismo sem penas" = turismo que não usa plumas e que não causa dor.
  • Finalidade do gênero campanha institucional: diferente do anúncio comercial (que vende produto), a campanha do governo busca mudar comportamento e informar sobre um crime — por isso traz canal de denúncia.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "Seu adereço pode custar a vida de um ANIMAL" → o foco recai sobre o custo, para a fauna, do uso de peças feitas com partes de animais.
  • Evidência 2: "O comércio e uso de penas naturais em artesanatos é crime" → a peça nomeia explicitamente a prática ilegal combatida: comercializar e usar penas de aves silvestres.
  • Evidência 3 (imagem): gaiola com uma ave e penas caindo ao redor → reforça visualmente a captura e a morte de aves silvestres para virar adereço.
  • Síntese: o slogan chama a atenção pelo trocadilho, mas o texto e a imagem convergem para um único alvo — o aproveitamento de animais silvestres como matéria-prima de artesanato, ou seja, a exploração da fauna.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar o núcleo da mensagem

A frase-chave "o comércio e uso de penas naturais em artesanatos é crime" já entrega o problema: retirar penas de animais silvestres (matando-os ou aprisionando-os) para fabricar adereços vendidos, muitas vezes, a turistas. O animal é tratado como recurso descartável.

Subpasso 4.2 — Traduzir para o vocabulário das alternativas

Matar/aprisionar aves e usar suas partes para lucro é, em termos amplos, exploração animal: o uso da fauna silvestre como mercadoria, ferindo a vida e o bem-estar dos bichos. É exatamente esse conceito que a alternativa C nomeia.

Subpasso 4.3 — Verificação

Confirma-se pelo canal de denúncia da peça: "Para denunciar maus-tratos, acesse falabr.cgu.gov.br". O termo "maus-tratos" fecha o raciocínio — a campanha protege o animal, não regula o turismo nem o registro do artesanato. Convergência total com C.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) turismo ilegal.

❌ Incorreta: "turismo" aparece só no slogan, como isca do trocadilho. A campanha não questiona a legalidade da atividade turística em si — o crime apontado é o uso de penas de animais, não o turismo.

B) denúncias falsas.

❌ Incorreta: a peça estimula a denúncia real (indica o canal Fala.BR); em momento algum trata de coibir denúncias falsas. Inverte o sentido do texto.

C) exploração animal.

✅ Correta: matar ou aprisionar aves silvestres e comercializar suas penas como adereço é exploração da fauna — precisamente o "maus-tratos" que a campanha manda denunciar.

D) criação de pássaros.

❌ Incorreta: a criação regulamentada e legalizada de aves não é o alvo; o problema é o comércio ilegal de partes de animais silvestres, não a criação em si.

E) artesanatos sem registro.

❌ Incorreta: o vilão não é a falta de registro burocrático do artesanato, e sim o uso de penas naturais — a peça condena a matéria-prima (animal), não a formalização do produto.

🏆 Gabarito: C — a soma do slogan, da imagem da gaiola e do texto "o comércio e uso de penas naturais em artesanatos é crime" define o alvo da campanha: a exploração de animais silvestres.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: só C traduz o que texto e imagem dizem juntos — proteger a fauna contra o uso de penas; as demais fixam-se em detalhes periféricos (turismo, registro) ou invertem a mensagem (denúncias falsas).
  • Padrão de cobrança: o ENEM adora campanhas institucionais que usam trocadilho no slogan para chamar atenção, mas escondem a finalidade real no texto de apoio e na imagem.
  • Generalização: em peça publicitária, a finalidade está na convergência de todos os elementos; nunca decida pelo slogan isolado — leia o texto legal e o canal de contato, que costumam entregar o tema.
  • Dica de eliminação rápida: procure o verbo/canal de ação da peça. Aqui, "denunciar maus-tratos" elimina de imediato turismo (A), denúncia falsa (B), criação (D) e registro (E), sobrando exploração animal.
  • Conexões: tráfico de animais silvestres; atuação do IBAMA; turismo consciente e sustentável.

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