Mapa de questões · 2º dia
Questão 136 — ENEM 2019 PPLCaderno azul · 2º Dia
O esquema apresenta a concentração de álcool presente em cada 200 mL de diferentes tipos de bebidas.

De acordo com as informações, indique qual o número máximo de taças de vinho, de 300 mL, que podem ser consumidas, semanalmente, por uma mulher que se enquadre no grupo de médio risco.
Alternativas
Resolução em Vídeo
Resolução
Ficha da Questão
- 📚 Matérias Necessárias: Matemática → Razão, Proporção e Regra de Três (leitura de tabelas contextualizadas)
- ⚡ Nível: Médio — a aritmética é simples, mas a questão exige articular duas etapas em sequência: escalar proporcionalmente uma taxa de 200 mL para 300 mL e depois interpretar corretamente um intervalo com arredondamento por "piso"
- 🎯 Tema/Habilidade: Proporcionalidade direta aplicada à leitura de tabelas em contexto de saúde pública (grandezas diretamente proporcionais e interpretação de dados)
- 🏆 Gabarito: D — revelado após resolução completa
Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando
- Comando reformulado: "Quantas taças de 300 mL de vinho, no máximo, uma mulher de risco médio pode tomar por semana sem sair desse grupo?"
- Palavras-chave decisivas: médio risco, 300 mL, número máximo
- Armadilha típica: usar o valor de unidades de álcool tabelado para 200 mL diretamente na conta, sem escalar para 300 mL, ou usar o limite inferior do intervalo (15) em vez do superior (35) ao buscar o "máximo"
- O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de converter proporcionalmente uma taxa de referência (200 mL) para outro volume (300 mL) e de aplicar corretamente o teto do intervalo de risco, arredondando o resultado para baixo, já que taças fracionadas não existem
Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais
- Unidade de álcool: grandeza padronizada usada em saúde pública para comparar bebidas diferentes numa mesma escala; a tabela define que 10 g de álcool puro equivalem a 1 unidade (referência dada pela cerveja: 10 g = 1 unidade).
- Proporcionalidade direta: a quantidade de álcool ingerida cresce proporcionalmente ao volume da bebida — se 200 mL de vinho contêm 2,4 unidades, qualquer outro volume de vinho pode ser calculado por regra de três simples.
- Intervalos de risco por sexo: a tabela traz faixas assimétricas — mulheres suportam menos unidades/semana que homens em cada categoria; a questão exige isolar exatamente a faixa "médio risco — mulheres: 15 a 35 unidades por semana".
- Arredondamento por piso: como não existem taças fracionadas e o consumo não pode ultrapassar o teto do intervalo, o resultado da divisão deve sempre ser arredondado para o inteiro imediatamente inferior.
Passo 3 — Decodificação do Enunciado
- Evidência 1: "200 mL... Vinho... 12%... 24 g... 2,4 [unidade de álcool]" → revela a taxa-base de conversão: cada 200 mL de vinho equivalem a 2,4 unidades de álcool, ponto de partida para escalar qualquer outro volume.
- Evidência 2: "MULHERES — MÉDIO — 15 a 35 unidades por semana" → define o teto do problema: o consumo semanal não pode ultrapassar 35 unidades para a mulher permanecer no grupo de médio risco.
- Evidência 3: "taças de vinho, de 300 mL" → sinaliza que o volume de referência da tabela (200 mL) precisa ser escalado proporcionalmente para 300 mL antes de qualquer divisão pelo teto semanal.
- Síntese: o caminho é escalar a taxa de 2,4 unidades/200 mL para 3,6 unidades/300 mL e, em seguida, dividir o teto de 35 unidades/semana por esse valor, arredondando para baixo.
Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)
Subpasso 4.1 — Calcular quantas unidades de álcool há em uma taça de 300 mL de vinho
Aplicando regra de três simples a partir do dado da tabela (200 mL → 2,4 unidades):
200 mL ––– 2,4 unidades
300 mL ––– x
x = (2,4 × 300) ÷ 200 = 720 ÷ 200 = 3,6 unidades de álcool por taça de 300 mL
Conferindo pela via da massa de álcool: 24 g em 200 mL → 24 ÷ 200 = 0,12 g/mL; para 300 mL: 0,12 × 300 = 36 g; como 1 unidade = 10 g, então 36 ÷ 10 = 3,6 unidades — mesmo resultado, confirmando a consistência dos dados da tabela.
Subpasso 4.2 — Identificar o teto semanal do grupo de médio risco para mulheres
A tabela mostra: mulheres em risco médio consomem de 15 a 35 unidades de álcool por semana. Como a pergunta pede o número MÁXIMO de taças, deve-se usar o limite SUPERIOR do intervalo — 35 unidades/semana —, pois ultrapassar esse valor deslocaria a mulher para o grupo de alto risco.
Subpasso 4.3 — Verificação
Número de taças = 35 ÷ 3,6 ≈ 9,72
Como não é possível consumir 0,72 de uma taça e o total não pode ultrapassar 35 unidades, arredonda-se para baixo: 9 taças.
Conferindo: 9 taças × 3,6 unidades = 32,4 unidades/semana (dentro de 15–35, médio risco preservado). Já 10 taças × 3,6 = 36 unidades/semana, valor que rompe o teto de 35 e empurraria a mulher para fora do grupo de médio risco. Logo, o número máximo é exatamente 9, o que corresponde à alternativa D.
Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas
A) 0
❌ Incorreta: zero taças corresponderia à abstinência total, o que classificaria a mulher em risco nulo/baixo, contrariando a premissa do enunciado de que ela já se enquadra no grupo de médio risco. Esse valor costuma seduzir quem interpreta erradamente o limite "menor que 14" (faixa de baixo risco, que nem é a pedida) como se fosse um teto absoluto de vinho permitido, concluindo — sem lógica — que nenhuma taça seria segura.
B) 4
❌ Incorreta: surge de usar o limite INFERIOR do intervalo de médio risco (15 unidades) em vez do limite SUPERIOR (35 unidades) para calcular o "máximo": 15 ÷ 3,6 ≈ 4,16 → 4. O erro conceitual é confundir "o piso do intervalo em que ela já está" com "o teto até onde ela ainda pode consumir sem sair do grupo" — a pergunta exige o número máximo, logo o cálculo deve partir do limite superior (35), não do inferior.
C) 7
❌ Incorreta: aparece quando o fator de conversão de 200 mL para 300 mL é aproximado ou arredondado antes da divisão final, em vez de se usar o valor exato 3,6 unidades por taça obtido pela regra de três. Qualquer aproximação prematura da taxa 2,4 unidades/200 mL desloca o resultado de 35 ÷ (unidades por taça) para longe do valor correto, evidenciando que a proporção 2,4 : 200 :: x : 300 precisa ser resolvida com exatidão antes de qualquer arredondamento.
D) 9
✅ Correta: é o resultado de escalar corretamente a concentração de álcool do vinho de 200 mL para 300 mL (3,6 unidades por taça) e dividir o teto do intervalo de médio risco para mulheres (35 unidades/semana) por esse valor, arredondando para baixo: 35 ÷ 3,6 ≈ 9,72 → 9 taças, sem jamais ultrapassar o limite que mantém a mulher no grupo de médio risco.
E) 14
❌ Incorreta: é o erro mais recorrente da questão — usar diretamente o valor tabelado para 200 mL (2,4 unidades) como se já fosse o consumo de álcool de uma taça de 300 mL, sem aplicar a proporcionalidade: 35 ÷ 2,4 ≈ 14,58 → 14. Ignora que o enunciado pede especificamente taças de 300 mL, volume 1,5 vez maior que a referência da tabela, e por isso superestima o número de taças permitidas.
🏆 Gabarito: D — 9 é o único valor que resulta simultaneamente da conversão proporcional correta (200 mL → 300 mL) e do uso do limite superior do intervalo de médio risco feminino, arredondado para baixo.
Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova
- Reafirmação do gabarito: apenas a alternativa D combina corretamente as duas exigências da questão — escalar a taxa de álcool de 200 mL para 300 mL por proporcionalidade direta e usar o teto (35 unidades) do intervalo de médio risco, arredondando o quociente para baixo.
- Padrão de cobrança: o ENEM recorrentemente cruza leitura de tabelas contextualizadas (saúde, consumo, finanças) com proporcionalidade e regra de três, exigindo que o candidato extraia uma taxa de referência e a reaplique a uma situação com volume, tempo ou quantidade diferentes.
- Generalização: sempre que um problema fornecer uma taxa para uma quantidade de referência (aqui, "por 200 mL") e perguntar sobre outra quantidade (aqui, "taças de 300 mL"), a primeira etapa é obter a taxa unitária por regra de três antes de aplicar qualquer limite ou restrição do enunciado.
- Dica de eliminação rápida: verifique se o valor usado no cálculo é o limite MÁXIMO pedido (não o mínimo) — isso elimina B de imediato; verifique se houve conversão de 200 mL para 300 mL antes da divisão — isso elimina E, que usa o dado bruto da tabela sem escalar.
- Conexões: o mesmo raciocínio aparece em questões de dosagem de medicamentos por peso corporal, consumo de combustível por quilômetro rodado e conversão de taxas em problemas de regra de três simples e composta.
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