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Mapa de questões · 2º dia
MatemáticaMatemáticaMédio

Questão 176ENEM 2017 PPL

Estimativas do IBGE para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, em 2012, apontavam uma participação por região conforme indicado no gráfico.

As estimativas indicavam que as duas regiões maiores produtoras produziriam, juntas, um total de 119,9 milhões de toneladas dessas culturas, em 2012.

Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 3 jul. 2012.

De acordo com esses dados, qual seria o valor mais próximo da produção, em milhão de tonelada, de cereais, leguminosas e oleaginosas, em 2012, na Região Sudeste do país?

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Matemática → Razão, proporção e regra de três aplicadas à leitura de gráfico de setores
  • ⚡ Nível: Médio — exige duas etapas encadeadas (achar o "valor de 1%" a partir de um dado parcial e depois aplicá-lo a outra fatia), o que costuma gerar armadilhas de interpretação
  • 🎯 Tema/Habilidade: Proporcionalidade em gráficos estatísticos (Competência de Área 5 — Analisar informações expressas em gráficos e tabelas como recurso para a construção de argumentos)
  • 🏆 Gabarito: E — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Usando o gráfico de porcentagens e o dado extra de que as duas maiores regiões produtoras somam 119,9 milhões de toneladas juntas, calcule quantas toneladas correspondem à fatia percentual da Região Sudeste."
  • Palavras-chave decisivas: duas regiões maiores produtoras, 119,9 milhões de toneladas, valor mais próximo
  • Armadilha típica: aplicar os 11,4% da Região Sudeste diretamente sobre os 119,9 milhões de toneladas, como se esse número representasse 100% da produção nacional — ele representa apenas a soma das duas maiores regiões, não o total do país.
  • O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de perceber que o gráfico só fornece porcentagens (uma escala relativa) e que é preciso "ancorar" essa escala a um valor absoluto real antes de responder — usando a informação textual (119,9 milhões) como ponte entre porcentagem e quantidade.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Gráfico de setores (pizza) com porcentagens: cada fatia representa a participação relativa (%) de uma categoria dentro do total de 100%; sozinho, o gráfico não informa valores absolutos.
  • Regra de três simples direta: se uma porcentagem conhecida corresponde a um valor absoluto conhecido, qualquer outra porcentagem do mesmo gráfico corresponde a um valor absoluto proporcional, calculado por ($\%_{alvo} \times V_{conhecido}) \div \%_{conhecido}$.
  • Identificação da base de cálculo correta: o passo mais crítico da questão não é a conta em si, mas descobrir a QUE porcentagem o valor de 119,9 milhões de toneladas corresponde (não é 100%, é a soma de duas fatias específicas).

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1 (gráfico): "Sul 37,2% | Centro-Oeste 38,3% | Sudeste 11,4% | Nordeste 10,4% | Norte 2,7%" → revela as cinco fatias percentuais; Sul e Centro-Oeste são visivelmente as duas maiores, únicas candidatas a "regiões maiores produtoras".
  • Evidência 2 (texto de apoio): "as duas regiões maiores produtoras produziriam, juntas, um total de 119,9 milhões de toneladas" → confirma que 119,9 milhões corresponde à soma de Sul + Centro-Oeste, ou seja, a 37,2% + 38,3% = 75,5% da produção nacional — não a 100%.
  • Síntese: o caminho correto é primeiro descobrir quanto vale 1% da produção nacional usando a relação 75,5% ↔ 119,9 milhões de toneladas, e só depois aplicar esse valor unitário à fatia de 11,4% do Sudeste.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar as duas maiores regiões e sua soma percentual

Observando o gráfico, as fatias em ordem decrescente são: Centro-Oeste (38,3%), Sul (37,2%), Sudeste (11,4%), Nordeste (10,4%) e Norte (2,7%). As duas maiores são, portanto, Centro-Oeste e Sul, cuja soma é:

38,3% + 37,2% = 75,5%

Essa é a porcentagem que, segundo o enunciado, corresponde a 119,9 milhões de toneladas.

Subpasso 4.2 — Descobrir o valor de 1% (fator de proporcionalidade) e aplicá-lo ao Sudeste

Monta-se a regra de três simples direta (quanto maior a porcentagem, maior a produção):

75,5% -------- 119,9 milhões de t

11,4% -------- x

$$x = \frac{11,4 \times 119,9}{75,5}$$

Calculando o numerador: 11,4 × 119,9 = 1.366,86

Dividindo pelo denominador: 1.366,86 ÷ 75,5 ≈ 18,10

Subpasso 4.3 — Verificação

Confira a coerência: se 1% ≈ 1,588 milhão de toneladas (pois 119,9 ÷ 75,5 ≈ 1,588), então 11,4% ≈ 11,4 × 1,588 ≈ 18,10 milhões de toneladas — mesmo resultado por outro caminho, o que confirma o cálculo. Esse valor, arredondado, coincide exatamente com a alternativa E) 18,1, a mais próxima entre as opções oferecidas.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) 10,3

❌ Incorreta: valor obtido ao usar uma base de proporcionalidade equivocada (por exemplo, tomar apenas uma das duas regiões maiores, ou aplicar um fator de escala menor que o correto de 1,588), o que subestima a real produção do Sudeste. Não corresponde a nenhuma leitura consistente do gráfico com o dado de 119,9 milhões.

B) 11,4

❌ Incorreta: é justamente o valor da porcentagem exibida no gráfico (11,4%), copiado como se já fosse a resposta em milhões de toneladas. Essa é a armadilha mais direta da questão — confundir porcentagem (grandeza relativa, adimensional) com quantidade absoluta (milhões de toneladas), ignorando por completo a necessidade de conversão via regra de três.

C) 13,6

❌ Incorreta: resulta de aplicar 11,4% diretamente sobre 119,9 milhões de toneladas (11,4% × 119,9 ≈ 13,67 ≈ 13,6), como se esse valor representasse 100% da produção nacional. É o erro conceitual mais sedutor da questão: tratar o dado textual como o total do país, quando na verdade ele é só a soma das duas maiores regiões (75,5%).

D) 16,5

❌ Incorreta: é o valor correto para a Região Nordeste (10,4% × 1,588 ≈ 16,5), não para o Sudeste. Esse distrator captura quem troca a região pedida — um erro de atenção ao ler qual porcentagem do gráfico pertence a qual rótulo, já que Sudeste (11,4%) e Nordeste (10,4%) têm valores próximos e siglas parecidas no gráfico.

E) 18,1

✅ Correta: aplicando corretamente a regra de três — 75,5% (Sul + Centro-Oeste) está para 119,9 milhões de toneladas assim como 11,4% (Sudeste) está para x — obtém-se x ≈ 18,1 milhões de toneladas, o valor mais próximo entre as alternativas.

🏆 Gabarito: E — a Região Sudeste (11,4%) produziria aproximadamente 18,1 milhões de toneladas, valor obtido ao usar a soma Sul + Centro-Oeste (75,5% = 119,9 milhões de t) como base de proporcionalidade para converter porcentagem em quantidade absoluta.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: só a letra E nasce de uma regra de três coerente com o único ponto de ancoragem numérico fornecido pelo enunciado (75,5% = 119,9 milhões de toneladas); todas as demais alternativas vêm de trocar a base percentual, confundir porcentagem com valor absoluto ou trocar a região.
  • Padrão de cobrança: o ENEM adora combinar um gráfico de setores (só em %) com um dado textual isolado (um valor absoluto referente a uma fração do gráfico), forçando o estudante a "religar" as duas informações via proporcionalidade — é um clássico de Matemática e suas Tecnologias, recorrente também em questões de Geografia e Atualidades.
  • Generalização: sempre que um gráfico trouxer só porcentagens, procure no texto de apoio um "ponto de ancoragem" (uma porcentagem cujo valor absoluto seja conhecido); a partir dele, qualquer outra fatia se calcula por regra de três simples: $x = \dfrac{\%_{alvo} \times valor_{conhecido}}{\%_{conhecido}}$.
  • Dica de eliminação rápida: descarte de cara qualquer alternativa igual à própria porcentagem do gráfico (aqui, 11,4 — alternativa B), pois isso nunca é resposta válida quando se pede um valor em outra unidade (toneladas); em seguida, desconfie de valores que "batem" só se você usar 100% em vez do percentual real informado no texto (aqui, 13,6 — alternativa C).
  • Conexões: o mesmo raciocínio aparece em questões de leitura de gráficos com dados do IBGE/PNAD, em problemas de escala de mapas e em exercícios de regra de três composta envolvendo mais de duas grandezas simultâneas.

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