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Mapa de questões · 2º dia
MatemáticaMatemáticaMédio

Questão 147ENEM 2017 PPL

Os computadores operam com dados em formato binário (com dois valores possíveis apenas para cada dígito), utilizando potências de 2 para representar quantidades. Assim, tem-se, por exemplo: 1 kB = 2¹⁰ Bytes, 1 MB = 2¹⁰ kB e 1 GB = 2¹⁰ MB, sendo que 2¹⁰ = 1 024. Nesse caso, tem-se que kB significa quilobyte, MB significa megabyte e GB significa gigabyte. Entretanto, a maioria dos fabricantes de discos rígidos, pendrives ou similares adotam preferencialmente o significado usual desses prefixos, em base 10. Assim, nos produtos desses fabricantes, 1GB = 10³ MB = 10⁶ kB = 10⁹ Bytes. Como a maioria dos programas de computadores utilizam as unidades baseadas em potências de 2, um disco informado pelo fabricante como sendo de 80 GB aparecerá aos usuários como possuindo, aproximadamente, 75 GB.

Um disco rígido está sendo vendido como possuindo 500 gigabytes, considerando unidades em potências de 10.

Qual dos valores está mais próximo do valor informado por um programa que utilize medidas baseadas em potências de 2?

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Matemática → Potenciação, proporcionalidade e conversão de unidades
  • ⚡ Nível: Médio — o texto é longo e técnico, mas a matemática exigida é uma simples proporção (regra de três) uma vez que se entende o que o enunciado está pedindo.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Aplicação de potências de 2 e de 10 na conversão de unidades de armazenamento digital (competência de resolver problemas com grandezas e proporcionalidade).
  • 🏆 Gabarito: A — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Um HD é vendido como 500 GB em base 10; que valor, em GB de base 2, um programa de computador vai exibir para esse mesmo disco?"
  • Palavras-chave decisivas: base 10 (fabricante), base 2 (programa), aproximadamente
  • Armadilha típica: confundir a direção da conversão — achar que o valor "aparente" (base 2) deve ser MAIOR que 500 GB, quando na verdade é sempre MENOR, pois 1 GB em base 2 (1024³ bytes) representa mais bytes que 1 GB em base 10 (1000³ bytes); logo, para a mesma quantidade de bytes, o número de "GBs binários" é menor que o número de "GBs decimais".
  • O que a resposta precisa demonstrar: capacidade de usar o exemplo numérico dado no texto (80 GB → 75 GB) como fator de proporcionalidade, ou de refazer o cálculo direto com potências, chegando a um valor bem próximo de 468 GB.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Potência de base 2 (padrão computacional): o texto define 1 kB = 2¹⁰ B, 1 MB = 2¹⁰ kB e 1 GB = 2¹⁰ MB, ou seja, 1 GB (binário) = 2³⁰ bytes = 1024³ bytes = 1 073 741 824 bytes.
  • Potência de base 10 (padrão comercial): os fabricantes usam 1 GB = 10⁹ bytes = 1 000 000 000 bytes, seguindo o prefixo "giga" do Sistema Internacional.
  • Proporcionalidade direta: como a razão entre "bytes reais" e "GB exibido" é constante (é sempre o mesmo fator (1000/1024)³), o exemplo do próprio enunciado (80 GB reais ≈ 75 GB exibidos) pode ser usado como regra de três para qualquer outro disco, inclusive o de 500 GB.
  • Coerência de unidades: antes de comparar dois valores, é preciso garantir que ambos representem a mesma quantidade física de bytes — só então a "etiqueta" (GB decimal ou GB binário) muda.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "1 kB = 2¹⁰ Bytes, 1 MB = 2¹⁰ kB e 1 GB = 2¹⁰ MB" → define exatamente como o sistema operacional (base 2) mede um gigabyte: 2³⁰ bytes.
  • Evidência 2: "1GB = 10³ MB = 10⁶ kB = 10⁹ Bytes" (padrão dos fabricantes) → mostra que o disco é vendido usando a contagem decimal, ou seja, "500 GB" do enunciado significa 500 × 10⁹ bytes reais.
  • Evidência 3: "um disco informado pelo fabricante como sendo de 80 GB aparecerá aos usuários como possuindo, aproximadamente, 75 GB" → fornece um exemplo pronto de conversão fabricante → sistema, que pode ser usado como fator de escala para o disco de 500 GB.
  • Síntese: o problema pede para replicar, com 500 GB, a mesma transformação proporcional que os 80 GB sofreram ao "encolher" para 75 GB — ou, de forma equivalente, para converter 500 × 10⁹ bytes reais em número de GB binários (dividindo por 2³⁰).

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Traduzir o disco de 500 GB para a quantidade real de bytes

O fabricante usa base 10, então:

500 GB = 500 × 10⁹ bytes = 500 000 000 000 bytes.

Esse é o número fixo de bytes fisicamente gravados no disco — ele não muda, só a "régua" usada para medi-lo muda.

Subpasso 4.2 — Usar a proporção dada no próprio enunciado (regra de três)

O texto já entrega um exemplo de conversão fabricante → sistema: 80 GB (base 10) equivalem a aproximadamente 75 GB (base 2). Como essa razão vem sempre do mesmo fator (1000/1024)³, ela é constante para qualquer capacidade de disco. Montando a regra de três:

80 GB (fabricante) ––– 75 GB (programa)

500 GB (fabricante) ––– x GB (programa)

x = 500 × 75 ÷ 80 = 37 500 ÷ 80 = 468,75 GB

Ou seja, o programa deve exibir algo muito próximo de 468,75 GB, que arredonda para 468 GB — exatamente o valor da alternativa A.

Subpasso 4.3 — Verificação por cálculo direto com potências (confirmação independente)

Para confirmar sem depender do arredondamento "75" do enunciado, é possível calcular diretamente quantos GB binários cabem nos 500 × 10⁹ bytes:

1 GB binário = 2³⁰ bytes = 1024³ = 1 024 × 1 024 × 1 024 = 1 073 741 824 bytes.

Número de GB exibidos = 500 000 000 000 ÷ 1 073 741 824 ≈ 465,66 GB.

Comparando esse valor exato (≈ 465,66 GB) com as alternativas:

|465,66 − 468| ≈ 2,3 (alternativa A)

|465,66 − 476| ≈ 10,3 (alternativa B)

|465,66 − 488| ≈ 22,3 (alternativa C)

O valor mais próximo, de longe, continua sendo 468 GB. As duas estratégias — a regra de três sugerida pelo próprio texto e o cálculo direto com 2³⁰ — convergem para a mesma resposta, o que reforça a segurança do resultado.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) 468 GB

✅ Correta: é o valor mais próximo tanto da regra de três aplicada ao exemplo do enunciado (500 × 75/80 = 468,75 GB) quanto do cálculo direto e exato (500 × 10⁹ ÷ 2³⁰ ≈ 465,66 GB). Nas duas abordagens, 468 GB é a alternativa com menor distância numérica.

B) 476 GB

❌ Incorreta: corresponde a um erro de arredondamento ou de direção na proporção — por exemplo, quem inverte a razão do exemplo (calculando 500 × 80/75 em vez de 500 × 75/80, ou aplicando o fator de forma equivocada) tende a obter valores nessa faixa, superestimando o quanto o disco "encolhe" ao mudar de base.

C) 488 GB

❌ Incorreta: valor obtido por quem aplica um fator de redução bem mais brando do que o real (como se apenas 1 nível de conversão — kB para MB, por exemplo — perdesse precisão, e não as três potências acumuladas de kB, MB e GB). Ignora que o desvio entre base 10 e base 2 se acumula em cada uma das três conversões (bytes→kB→MB→GB).

D) 500 GB

❌ Incorreta: é o erro conceitual mais grave, pois assume que a contagem em base 2 e em base 10 dão o mesmo número — contraria diretamente a explicação central do enunciado, que existe justamente para mostrar que 1 GB (2³⁰ bytes) é MAIOR que 1 GB comercial (10⁹ bytes), logo o número de "GBs binários" necessariamente é menor que 500.

E) 533 GB

❌ Incorreta: inverte completamente o sentido da conversão, como se o disco "crescesse" ao ser medido pelo sistema (por exemplo, calculando 500 × 1024/1000 em vez de 500 × 1000/1024, ou 500 × 80/75 sem perceber a inversão). Esse valor corresponderia a converter GB binário para GB decimal, e não o contrário, como pede a questão.

🏆 Gabarito: A — 500 GB reais (base 10), quando medidos pelo sistema em base 2, aparecem como aproximadamente 468 GB, seja usando a proporção do exemplo do texto (75/80), seja pelo cálculo direto de 500×10⁹ ÷ 2³⁰.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: entre todas as alternativas, apenas 468 GB é compatível simultaneamente com a proporção fornecida no enunciado e com o cálculo exato via 2³⁰; qualquer outra opção implica inverter a razão ou ignorar o acúmulo do desvio nas três conversões (kB, MB, GB).
  • Padrão de cobrança: o ENEM gosta de questões que fornecem, dentro do próprio texto, um "exemplo resolvido" (aqui, 80 GB → 75 GB) para que o estudante o replique por proporcionalidade em vez de decorar fórmulas — é uma forma de testar leitura e transferência de raciocínio, não cálculo pesado.
  • Generalização: sempre que um problema fornecer um caso particular já resolvido dentro do enunciado, desconfie que ele é a "chave" da questão: monte uma regra de três direta entre o caso dado e o caso pedido, em vez de refazer todo o desenvolvimento teórico do zero.
  • Dica de eliminação rápida: o valor de base 2 (potência de 2) para uma mesma quantidade de bytes é sempre MENOR que o valor de base 10 (10³ = 1000 < 2¹⁰ = 1024, mesmo denominador maior gera cociente menor); isso elimina de cara D (igual) e E (maior) em poucos segundos, restando decidir apenas entre A, B e C.
  • Conexões: o mesmo raciocínio de proporcionalidade e conversão de unidades aparece em questões de escala de mapas, conversão de moedas e problemas de densidade — sempre que uma "régua" de medida muda, mas a grandeza física medida permanece constante.

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