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Mapa de questões · 1º dia
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Questão 43ENEM 2022 PPLCaderno azul · 1º Dia

A produção em massa em grandes fábricas se tornou o símbolo da Segunda Revolução Industrial. Agora, após um século, uma nova transformação se anuncia. Ela é trazida por aparelhos do tamanho de um micro-ondas que constroem um objeto real a partir de um arquivo digital: as impressoras tridimensionais. Elas funcionam como uma impressora convencional que muitos têm em casa. Basta apertar o botão na tela do computador para que o arquivo digital, com o desenho em três dimensões do objeto a fabricar, seja enviado para a máquina. Em vez de tinta, elas usam materiais como plástico, gesso, silicone, borracha ou metais para fazer sapatos, próteses dentárias, joias, luminárias, brinquedos ou peças de equipamentos hospitalares. Até há pouco tempo, esses equipamentos custavam centenas de milhares de reais e ficavam restritos às grandes indústrias. Hoje já é possível levar para casa uma impressora 3D e usá-la para fabricar objetos. “Uma nova revolução industrial está a caminho”, diz o jornalista e físico Chris Anderson.

Disponível em: http://revistaepoca.globo.com. Acesso em: 17 fev. 2013 (adaptado).

Segundo esse texto, as impressoras tridimensionais prenunciam uma nova Revolução Industrial porque são tecnologias que

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Português → Interpretação de texto jornalístico/expositivo; relação causa-consequência no argumento
  • ⚡ Nível: Médio — exige separar a causa estrutural (mudança no modelo de produção) de detalhes técnicos e efeitos colaterais mencionados no texto
  • 🎯 Tema/Habilidade: Compreensão do argumento central de um texto sobre tecnologia e sociedade; identificação da tese que sustenta uma comparação histórica (Segunda Revolução Industrial × impressão 3D)
  • 🏆 Gabarito: E — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual característica das impressoras 3D justifica, segundo o texto, que elas anunciem uma NOVA Revolução Industrial?"
  • Palavras-chave decisivas: prenunciam, nova Revolução Industrial, porque são tecnologias que
  • Armadilha típica: confundir características técnicas ou consequências práticas (tamanho menor, preço mais baixo, funcionamento por arquivo digital) com a causa estrutural que o texto realmente aponta como revolucionária.
  • O que a resposta precisa demonstrar: compreensão de que o comando pede a razão da comparação histórica proposta pelo texto — uma mudança no modelo de produção, e não um detalhe isolado da máquina.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Revolução Industrial como mudança de modelo produtivo: historicamente, uma "revolução industrial" não se define por uma máquina isolada, mas por uma transformação estrutural no modo como a sociedade produz bens. O texto ancora isso já na primeira frase, associando a Segunda Revolução Industrial à produção em massa, padronizada, concentrada em grandes fábricas.
  • Manufatura individualizada: conceito oposto ao de produção em massa; é a possibilidade de cada pessoa, em sua própria casa, projetar e fabricar um objeto sob medida, sem depender de uma fábrica ou indústria.
  • Hierarquia de informações em texto argumentativo: o texto reúne vários atributos das impressoras 3D (tamanho, preço, arquivo digital), mas só um deles dialoga com o eixo de comparação anunciado no início — os demais são dados de apoio, que tornam o fenômeno possível, mas não o definem.
  • Referência de autoridade — Chris Anderson: citado no fechamento, é jornalista e físico associado ao "movimento maker", que defende que a tecnologia digital devolve ao indivíduo comum a capacidade de fabricar, antes monopolizada pela indústria — reforçando que o cerne do argumento é "quem produz", não o tamanho ou o custo do aparelho.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "A produção em massa em grandes fábricas se tornou o símbolo da Segunda Revolução Industrial." → fixa o termo de comparação: a revolução anterior é definida pelo modelo de produção — em massa, dentro de fábricas — e não por uma característica técnica isolada de uma máquina.
  • Evidência 2: "Até há pouco tempo, esses equipamentos custavam centenas de milhares de reais e ficavam restritos às grandes indústrias. Hoje já é possível levar para casa uma impressora 3D e usá-la para fabricar objetos." → mostra a inversão do modelo: o que antes era exclusividade da indústria — fabricar — passa a ser possível para qualquer pessoa, sozinha, em casa. A manufatura deixa de ser coletiva/industrial e se torna individual.
  • Síntese: o texto constrói uma comparação estrutural entre dois modelos de produção — de um lado, a fábrica produzindo em massa (símbolo da 2ª Revolução); de outro, o indivíduo produzindo sozinho o que precisa (símbolo da nova revolução anunciada). Essa lógica de contraste aponta diretamente para a individualização da manufatura como a causa da comparação.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar o eixo de comparação que o texto propõe

O primeiro período do texto ancora tudo o que vem depois: a Segunda Revolução Industrial é definida pela produção em massa em grandes fábricas. Logo na sequência, o texto anuncia explicitamente um paralelo: "Agora, após um século, uma nova transformação se anuncia." Isso significa que a resposta correta precisa, obrigatoriamente, dialogar com esse ponto de partida — a característica revolucionária da impressora 3D só pode ser aquela que se opõe ou rompe com o modelo de "produção em massa em grandes fábricas".

Subpasso 4.2 — Separar o que é causa estrutural do que é detalhe acessório

O texto descreve a impressora 3D com diversos dados: (i) tem o tamanho de um micro-ondas; (ii) funciona como uma impressora comum; (iii) recebe um arquivo digital com o desenho em três dimensões; (iv) usa materiais como plástico, gesso, silicone, borracha ou metais; (v) antes custava centenas de milhares de reais e ficava restrita a grandes indústrias; (vi) hoje pode ser levada para casa e usada por qualquer pessoa para fabricar objetos. Entre todos esses dados, apenas o item (vi) dialoga com "produção em massa em grandes fábricas": antes, só a indústria fabricava; agora, o indivíduo comum fabrica em casa. É uma mudança de escala e de agente da produção — de coletivo/industrial para individual/doméstico — exatamente o tipo de ruptura que justifica comparar o fenômeno a uma revolução industrial.

Subpasso 4.3 — Verificação com a citação de fechamento

A frase final — "'Uma nova revolução industrial está a caminho', diz o jornalista e físico Chris Anderson" — confirma a leitura do subpasso anterior. Anderson é autor ligado à democratização dos meios de produção pela tecnologia digital, defendendo que qualquer pessoa pode se tornar fabricante do próprio objeto. Isso valida que o cerne do argumento é a individualização de quem produz, não o tamanho, o preço ou o funcionamento técnico da máquina — confirmando a alternativa E como a única que capta a causa (e não a consequência) da comparação com uma revolução industrial.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) diminuíram de tamanho.

❌ Incorreta: o texto cita "aparelhos do tamanho de um micro-ondas", mas isso é informação física e acessória. O tamanho compacto é o que permite levar a impressora para casa, mas não é, em si, o motivo da comparação com uma revolução industrial — confundir o facilitador com a causa é a armadilha central da questão.

B) tiveram seus preços reduzidos.

❌ Incorreta: o texto menciona que os equipamentos "custavam centenas de milhares de reais" e hoje são mais acessíveis, mas, assim como o tamanho, o preço é um fator habilitador — torna a compra possível — e não a característica que define a ruptura com o modelo de produção em massa. Preço baixo, sozinho, não geraria "revolução" se a fabricação continuasse restrita às indústrias.

C) trabalham com um arquivo digital.

❌ Incorreta: é informação técnica sobre como a máquina opera ("o arquivo digital... seja enviado para a máquina"), comparável ao funcionamento de qualquer impressora doméstica comum — o próprio texto faz essa comparação. Usar arquivo digital não é a novidade revolucionária; a novidade é o que se pode fabricar com ele, sozinho, em casa.

D) facilitam a confecção de objetos 3D.

❌ Incorreta: é quase uma tautologia — dizer que "impressoras 3D facilitam a confecção de objetos 3D" não explica por que isso seria uma revolução industrial; apenas repete o que uma impressora 3D é por definição, sem tocar no argumento histórico do texto (a comparação com a produção em massa).

E) permitem a individualização da manufatura.

✅ Correta: é a única alternativa que retoma o eixo de comparação do início do texto — produção em massa, concentrada em fábricas, versus produção individual, feita em casa. O texto mostra que a fabricação, antes restrita a grandes indústrias, passa a ser possível para qualquer pessoa, sozinha — uma inversão de escala e de agente que justifica o paralelo com uma revolução industrial, reforçada pela citação de Chris Anderson sobre a democratização da manufatura.

🏆 Gabarito: E — as impressoras 3D prenunciam uma nova Revolução Industrial porque rompem com o modelo de produção em massa e concentrada da Segunda Revolução, permitindo que cada indivíduo fabrique seus próprios objetos em casa; a individualização da manufatura é a causa estrutural da comparação, enquanto tamanho, preço e uso de arquivo digital são apenas características ou consequências acessórias.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: somente a alternativa E identifica a mudança de modelo produtivo (de fábrica/massa para indivíduo/casa) que o texto usa como fundamento para chamar o fenômeno de "revolução" — as demais descrevem características do objeto ou fatores habilitadores, não a lógica argumentativa central do texto.
  • Padrão de cobrança: o ENEM frequentemente traz textos jornalísticos sobre tecnologia e pede a identificação da tese ou da causa de um fenômeno anunciado logo na introdução — a resposta certa quase sempre está na relação entre o texto e algum conceito histórico ou social citado (aqui, a "Segunda Revolução Industrial").
  • Generalização: em questões do tipo "por que X representa uma mudança/revolução", elimine alternativas que descrevem meios, consequências ou características técnicas isoladas — a resposta certa aponta a mudança estrutural (quem produz, como se organiza, para quem se destina).
  • Dica de eliminação rápida: grife a primeira frase do texto (costuma trazer o "modelo antigo" de comparação) e a citação final de autoridade (costuma reforçar o "modelo novo"); a alternativa correta tende a dialogar com esses dois pontos, não com detalhes do meio do texto.
  • Conexões: Terceira e Quarta Revolução Industrial (indústria 4.0); cultura maker e economia colaborativa; obra de Chris Anderson sobre democratização da manufatura.

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