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Mapa de questões · 1º dia
HumanasHistóriaFácil

Questão 44ENEM 2015Caderno azul · 1º Dia

A Unesco condenou a destruição da antiga capital assíria de Nimrod, no Iraque, pelo Estado Islâmico, com a agência da ONU considerando o ato como um crime de guerra. O grupo iniciou um processo de demolição em vários sítios arqueológicos em uma área reconhecida como um dos berços da civilização.

O tipo de atentado descrito no texto tem como consequência para as populações de países como o Iraque a desestruturação do(a)

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: História → Patrimônio Histórico-Cultural e Conflitos no Oriente Médio
  • ⚡ Nível: Fácil — a relação entre "destruição de sítios arqueológicos" e "patrimônio histórico" é direta, bastando interpretação de texto associada a um conceito básico de História.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Patrimônio histórico-cultural como elemento de identidade e memória dos povos; competência de reconhecer impactos sociais de conflitos armados sobre bens culturais.
  • 🏆 Gabarito: B — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "O que a destruição de sítios arqueológicos milenares, como Nimrod, desestrutura na vida das populações de países como o Iraque?"
  • Palavras-chave decisivas: destruição, sítios arqueológicos, berços da civilização
  • Armadilha típica: confundir o tema com questões de geopolítica internacional (ligando o atentado a "controle ocidental") ou com uma leitura equivocada de que o Iraque teria algum tipo de uniformidade cultural ou étnica destruída pelo ato — quando, na verdade, o texto fala exclusivamente de monumentos e sítios históricos.
  • O que a resposta precisa demonstrar: compreender que ruínas, cidades antigas e vestígios arqueológicos são patrimônio histórico, e que sua demolição representa perda irreparável da memória e da identidade histórica de uma nação e da humanidade.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Patrimônio histórico-cultural: conjunto de bens materiais (monumentos, sítios arqueológicos, obras de arte, edificações) e imateriais (tradições, línguas, saberes) que testemunham a trajetória histórica de um povo e fundamentam sua identidade coletiva.
  • Iconoclastia como arma de guerra: ao longo da história, grupos em conflito destroem símbolos culturais do adversário — templos, estátuas, cidades antigas — como forma de apagar memórias, afirmar poder ideológico e romper o vínculo psicológico de uma população com seu passado.
  • Mesopotâmia e o "berço da civilização": a região onde hoje se localiza o Iraque, banhada pelos rios Tigre e Eufrates, abrigou as primeiras cidades-Estado da história. Nimrod (ou Nimrud) foi capital do Império Assírio, com ruínas monumentais reconhecidas pela Unesco como patrimônio da humanidade.
  • Estado Islâmico (Daesh) e o extremismo cultural: entre 2014 e 2017, o grupo controlou parte do Iraque e da Síria e promoveu a destruição sistemática de sítios pré-islâmicos (Nimrud, Hatra, Palmira, o Museu de Mossul), justificando os atos como combate à "idolatria", mas com efeito prático de apagamento da história local.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "destruição da antiga capital assíria de Nimrod" → mostra um ataque direto a um sítio arqueológico específico, de valor histórico monumental e milenar.
  • Evidência 2: "a agência da ONU considerando o ato como um crime de guerra" → indica que a destruição patrimonial é tratada juridicamente como violação gravíssima, reforçando que o dano é ao patrimônio, não a uma estrutura política ou religiosa oficial.
  • Evidência 3: "área reconhecida como um dos berços da civilização" → conecta a região destruída ao valor histórico-civilizacional acumulado ao longo de milênios, sem qualquer menção a etnia, religião oficial ou domínio estrangeiro.
  • Síntese: todas as evidências giram em torno de um único eixo — sítios arqueológicos e monumentos sendo demolidos —, o que conduz diretamente à desestruturação do patrimônio histórico das populações locais e da humanidade.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar o fenômeno histórico-geográfico descrito

O texto trata da ofensiva do Estado Islâmico contra sítios arqueológicos no Iraque durante a década de 2010. Nimrod, capital do antigo Império Assírio (século IX a.C.), possuía palácios, muralhas e esculturas monumentais preservados havia milênios. O grupo extremista utilizou tratores e explosivos para demolir essas estruturas, em ato amplamente registrado e condenado internacionalmente.

Subpasso 4.2 — Associar a destruição material ao impacto social sobre a população

Sítios como Nimrod não são apenas pedras antigas: são testemunhos físicos da origem da civilização urbana, da escrita, do direito e da organização estatal — heranças que pertencem não só ao Iraque, mas a toda a humanidade. Quando esses monumentos são destruídos, a população local perde referências concretas de sua própria história e de seu lugar na narrativa civilizacional. É exatamente esse tipo de perda — de bens que sustentam a memória coletiva — que caracteriza a desestruturação do patrimônio histórico.

Subpasso 4.3 — Verificação

Ao confrontar essa conclusão com as alternativas, apenas a opção que menciona diretamente "patrimônio histórico" (alternativa B) corresponde ao que foi demonstrado: a destruição de sítios arqueológicos como Nimrod fere exatamente esse bem coletivo, sem qualquer relação direta com homogeneidade cultural, controle ocidental, unidade étnica ou religião oficial — temas ausentes do enunciado.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) homogeneidade cultural.

❌ Incorreta: o Iraque nunca foi culturalmente homogêneo — reúne árabes, curdos, turcomanos, assírios cristãos e outros grupos. A destruição de sítios arqueológicos não gera nem pressupõe uma "homogeneidade" perdida; o texto trata de perda patrimonial, não de padronização cultural.

B) patrimônio histórico.

✅ Correta: a demolição de Nimrod e de outros sítios arqueológicos milenares representa a destruição de bens que constituem prova material da história da civilização, configurando exatamente a desestruturação do patrimônio histórico da população iraquiana e da humanidade, tal como classificado pela Unesco.

C) controle ocidental.

❌ Incorreta: o enunciado não menciona nenhuma relação com potências ocidentais; o ato é praticado pelo próprio Estado Islâmico contra o patrimônio local, sem vínculo com domínio ou influência de países ocidentais sobre o Iraque.

D) unidade étnica.

❌ Incorreta: o país é marcado por pluralidade étnica desde sempre (árabes, curdos, turcomanos, entre outros), portanto não havia "unidade étnica" a ser desestruturada; o texto fala de ruínas arqueológicas, não de composição étnica da população.

E) religião oficial.

❌ Incorreta: embora o Estado Islâmico tenha motivação religiosa fundamentalista, o texto não trata de uma religião oficial do Iraque sendo desmontada — os sítios destruídos (como Nimrod) são pré-islâmicos, de civilizações antigas, e o dano recai sobre a memória histórica, não sobre uma estrutura religiosa institucional do Estado.

🏆 Gabarito: B — a destruição de sítios arqueológicos como Nimrod fere diretamente o patrimônio histórico das populações locais e da humanidade, sendo esse o único conceito plenamente sustentado pelas evidências do texto.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: somente a alternativa B conecta de forma direta e específica a ação descrita (demolição de ruínas e monumentos antigos) à sua consequência social mais evidente: a perda do patrimônio histórico.
  • Padrão de cobrança: o ENEM recorrentemente explora temas de patrimônio cultural, memória e identidade em contextos de conflitos armados, migrações forçadas e intolerância — cobrando do estudante a capacidade de relacionar um fato noticioso a um conceito histórico-social consolidado.
  • Generalização: sempre que um enunciado descrever a destruição de monumentos, ruínas, museus ou sítios antigos, a resposta correta tende a girar em torno de "patrimônio histórico/cultural" ou "memória coletiva" — raramente envolve etnia, religião oficial ou geopolítica direta, a menos que o texto traga evidências explícitas nesse sentido.
  • Dica de eliminação rápida: elimine imediatamente alternativas que introduzem elementos não mencionados no texto (como "controle ocidental" e "religião oficial") e aquelas que pressupõem uma condição inexistente na realidade descrita (como "homogeneidade" ou "unidade" em um país plural como o Iraque).
  • Conexões: Patrimônio Mundial da Unesco e critérios de tombamento; conflitos no Oriente Médio (ascensão e queda do Estado Islâmico, Guerra Civil Síria); diversidade étnico-religiosa do Iraque (sunitas, xiitas, curdos, yazidis, assírios).

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