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Mapa de questões · 1º dia
HumanasGeografiaMédio

Questão 31ENEM 2015Caderno azul · 1º Dia

A imagem representa o resultado da erosão que ocorre em rochas nos leitos dos rios, que decorre do processo natural de.

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Geografia → Geomorfologia (agentes exógenos e erosão fluvial)
  • ⚡ Nível: Médio — exige interpretar uma imagem técnica e reconhecer um processo geomorfológico específico (marmitas/panelas de gigante), não apenas decorar um conceito.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Dinâmica do relevo e ação erosiva das águas fluviais sobre a rocha do leito
  • 🏆 Gabarito: C — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual processo natural esculpe as cavidades circulares vistas na rocha do leito do rio na imagem?"
  • Palavras-chave decisivas: erosão, leito dos rios, rochas
  • Armadilha típica: confundir erosão mecânica (desgaste físico por atrito) com intemperismo químico (alteração da composição mineral) ou com assoreamento (que é deposição, o oposto de erosão).
  • O que a resposta precisa demonstrar: compreensão de que a água em movimento turbulento, carregando seixos e areia, desgasta fisicamente a rocha por atrito rotacional — sem qualquer reação química envolvida.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Erosão fluvial mecânica: desgaste da rocha do leito causado pelo impacto e atrito de partículas sólidas (seixos, areia, cascalho) transportadas pela correnteza, sem alteração química do mineral.
  • Marmitas ou panelas de gigante (potholes): cavidades cilíndricas escavadas em rochas de leito, formadas quando seixos ficam presos em pequenas depressões e giram continuamente empurrados por correntes turbulentas, ampliando o buraco ao longo de anos.
  • Agentes exógenos x endógenos: exógenos (água, vento, variação de temperatura) atuam na superfície e desgastam o relevo; endógenos (tectonismo, vulcanismo) atuam de dentro da crosta e o deformam por fraturamento e soerguimento — categorias frequentemente confundidas nas provas.
  • Intemperismo químico: processo distinto de decomposição mineral por reações como hidrólise e oxidação, que altera a composição da rocha, mas não produz cavidades circulares por atrito.
  • Assoreamento: acúmulo de sedimentos no leito do rio, processo de deposição — conceitualmente oposto ao de erosão retratado na imagem.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1 (imagem geral): o bloco de rocha do leito exibe diversas cavidades circulares de profundidades variadas, algumas com seixos visíveis em seu interior → indica um desgaste localizado e repetitivo, não uma ruptura brusca da rocha.
  • Evidência 2 (detalhe ampliado): o círculo em destaque mostra pequenos seixos distribuídos ao longo de uma linha pontilhada circular, sugerindo trajetória de giro dentro da cavidade → revela o mecanismo físico: partículas sólidas girando presas pela correnteza, esculpindo a rocha por atrito.
  • Evidência 3 (texto-base): "erosão que ocorre em rochas nos leitos dos rios" → confirma que o processo é de desgaste (erosão), atuando diretamente sobre material rochoso consolidado, o que já descarta alternativas sobre camadas de argila soltas ou deposição de sedimentos.
  • Síntese: a forma circular das cavidades somada ao detalhe do movimento rotacional dos seixos aponta, sem ambiguidade, para o fenômeno das marmitas — erosão mecânica produzida pelo giro de seixos e areia em águas turbilhonares.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificando a feição geomorfológica

A cena retratada mostra um trecho de leito rochoso perfurado por cavidades cilíndricas de tamanhos distintos. Essa feição é conhecida na Geomorfologia como marmita ou panela de gigante (em inglês, pothole). Ela ocorre em trechos de rios com forte energia hidráulica — corredeiras, cachoeiras e leitos de alta declividade — onde a rocha, ainda que resistente, fica exposta ao contato prolongado e intenso com a água em movimento.

Subpasso 4.2 — Entendendo o mecanismo físico

O detalhe ampliado da imagem é a peça-chave para resolver a questão. Dentro de uma pequena irregularidade inicial da rocha (uma fratura ou reentrância natural), a correnteza turbulenta prende seixos e grãos de areia. Como o fluxo nesses trechos não é laminar, mas vorticoso — formando pequenos redemoinhos —, esses fragmentos sólidos passam a girar continuamente dentro da cavidade. Esse movimento circular repetido atua como uma "broca natural": os seixos raspam e atritam as paredes internas da depressão de forma incessante, aprofundando-a e alargando-a ao longo de décadas, até formar as cavidades cilíndricas quase perfeitas registradas na fotografia.

Subpasso 4.3 — Verificação

Trata-se, portanto, de um processo de erosão mecânica (ou física): a rocha é desgastada por atrito e impacto, sem qualquer transformação em sua composição mineral. Cruzando essa conclusão com as alternativas, apenas a opção C descreve com exatidão esse mecanismo — "movimento circular de seixos e areias, arrastados por águas turbilhonares" —, o que confirma o gabarito.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) fraturamento geológico, derivado da força dos agentes internos

❌ Incorreta: fraturamento por agentes internos remete a tectonismo e vulcanismo, forças que atuam de dentro da crosta terrestre, rompendo e deslocando blocos rochosos. As marmitas são produzidas por um agente externo (a água em movimento), e não por dinâmica interna do planeta.

B) solapamento de camadas de argilas, transportadas pela correnteza.

❌ Incorreta: solapamento é a escavação da base de barrancos ou margens compostas por material inconsolidado, como argila, o que provoca desabamentos por gravidade. A imagem mostra um bloco de rocha maciça no leito, e não camadas de argila sendo minadas por baixo.

C) movimento circular de seixos e areias, arrastados por águas turbilhonares.

✅ Correta: descreve com precisão o mecanismo de formação das marmitas — seixos e areia presos em correntes turbulentas giram continuamente e desgastam mecanicamente a rocha, escavando as cavidades circulares mostradas na imagem, inclusive no detalhe ampliado do movimento rotacional.

D) decomposição das camadas sedimentares, resultante da alteração química.

❌ Incorreta: decomposição química (intemperismo químico) altera a composição mineral da rocha por reações como hidrólise e oxidação, produzindo mudança de cor e friabilidade, não cavidades cilíndricas regulares causadas por atrito físico.

E) assoreamento no fundo do rio, proporcionado pela chegada de material sedimentar.

❌ Incorreta: assoreamento é o processo inverso ao mostrado — corresponde ao acúmulo e à deposição de sedimentos, que elevam o leito do rio. A imagem retrata remoção de material rochoso (erosão), não seu acúmulo.

🏆 Gabarito: C — a imagem evidencia marmitas formadas pelo giro contínuo de seixos e areia presos em correntes turbulentas, mecanismo descrito com exatidão apenas na alternativa C.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: C é a única alternativa compatível tanto com o texto ("erosão em rochas do leito") quanto com o detalhe visual do movimento rotacional dos seixos.
  • Padrão de cobrança: o ENEM costuma explorar a distinção entre agentes endógenos (que deformam o relevo por dentro) e exógenos (que o desgastam por fora), além de diferenciar tipos de erosão (mecânica) e intemperismo (físico ou químico).
  • Generalização: sempre que aparecerem termos como "leito de rio", "corredeira" ou cavidades circulares em rocha, associe ao processo de erosão mecânica por rotação de partículas sólidas em água turbulenta (marmitas/potholes).
  • Dica de eliminação rápida: descarte de imediato alternativas que citem "agentes internos" (fenômeno tectônico não combina com ambiente fluvial superficial) e "assoreamento" (processo oposto ao de erosão); desconfie de opções que falem em "camadas de argila" ou "sedimentares" quando a imagem mostra rocha maciça e consolidada.
  • Conexões: relacione com o relevo cárstico, onde a dissolução química de rochas calcárias forma cavernas, e com a formação de corredeiras e cânions em planaltos basálticos — outros exemplos clássicos de esculturação do relevo pela água.

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