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Mapa de questões · 1º dia
NaturezaBiologiaMédio

Questão 85ENEM 2016 PPL

Para verificar a eficácia do teste de DNA na determinação de paternidade, cinco voluntários, dentre eles o pai biológico de um garoto, cederam amostras biológicas para a realização desse teste. A figura mostra o resultado obtido após a identificação dos fragmentos de DNA de cada um deles.

OLIVEIRA, F. B.; SILVEIRA, R. M. V. O teste de DNA na sala de aula: é possível ensinar biologia a partir de temas atuais. Revista Genética na Escola , abr. 2010.

Após a análise das bandas de DNA, pode-se concluir que o pai biológico do garoto é o

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Biologia → Genética molecular (herança de alelos, eletroforese de DNA e teste de paternidade)
  • ⚡ Nível: Médio — a resposta exige leitura cuidadosa de um gel de eletroforese e raciocínio lógico sobre herança materna x paterna, mas não depende de cálculos ou fórmulas.
  • 🎯 Tema/Habilidade: Interpretação de perfis genéticos (bandas de DNA) para identificação de parentesco biológico — competência de análise de dados experimentais em Biologia.
  • 🏆 Gabarito: D — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Observando as bandas de DNA de mãe, filho e cinco candidatos, qual voluntário é o pai biológico do garoto?"
  • Palavras-chave decisivas: fragmentos de DNA, identificação, pai biológico
  • Armadilha típica: contar apenas quantas bandas cada voluntário tem em comum com o garoto, sem antes separar quais bandas do filho já têm origem materna comprovada — isso leva a "empates" falsos entre candidatos.
  • O que a resposta precisa demonstrar: que o candidato escolhido possui, na mesma posição do gel (mesmo tamanho de fragmento), exatamente as bandas do garoto que não vieram da mãe.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Eletroforese de DNA: técnica que separa fragmentos de DNA por tamanho em um gel sob campo elétrico; fragmentos menores migram mais rápido e percorrem maior distância, formando um padrão de bandas (bandas mais baixas no gel = fragmentos menores).
  • Herança bialélica: para cada região do DNA analisada, um indivíduo herda um alelo (um fragmento) da mãe e outro do pai; por isso, cada banda do filho deve "ter par" em um dos dois genitores.
  • Teste de paternidade por bandas: o pai biológico verdadeiro é aquele cujo perfil de bandas explica todas as bandas do filho que não são de origem materna — coincidências parciais (uma banda aqui, outra ali) não bastam, pois podem ocorrer ao acaso entre indivíduos não aparentados.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "cinco voluntários, dentre eles o pai biológico do garoto, cederam amostras" → garante que a resposta certa está necessariamente entre as cinco colunas numeradas (1° a 5°), e que existe apenas um pai verdadeiro.
  • Evidência 2: "resultado obtido após a identificação dos fragmentos de DNA de cada um deles" (a figura, com colunas Garoto, Mãe, 1°, 2°, 3°, 4° e 5°) → o raciocínio depende exclusivamente da leitura visual do gel: alinhar a régua de bandas do garoto com a da mãe e depois com cada candidato.
  • Síntese: o caminho é isolar as bandas do garoto que a mãe não possui (essas só podem ter vindo do pai) e procurar o único voluntário cujas bandas coincidem, posição por posição, com exatamente essas bandas "órfãs" de mãe.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Separar as bandas do garoto por origem

O perfil do garoto na figura mostra 6 bandas. Comparando altura a altura com a coluna da Mãe, três dessas bandas do garoto ocupam exatamente a mesma posição de três bandas da mãe (uma banda bem no topo do gel, uma banda intermediária e uma banda mais abaixo). Essas três, portanto, são de origem materna comprovada. As outras três bandas do garoto — uma logo abaixo do topo, uma um pouco mais abaixo dela e uma bem próxima da base do gel — não aparecem em nenhuma posição da coluna da Mãe. Como todo fragmento do filho vem obrigatoriamente de um dos dois genitores, essas três bandas restantes só podem ter sido herdadas do pai biológico.

Subpasso 4.2 — Testar cada voluntário contra as três bandas "paternas"

Agora o problema se reduz a: qual dos cinco candidatos apresenta bandas nas mesmas três posições identificadas como não maternas? Alinhando cuidadosamente a régua vertical do gel:

  • O 1° voluntário tem bandas em alturas diferentes das três procuradas — nenhuma coincidência precisa.
  • O 2° voluntário coincide em apenas uma das três posições (a mais próxima da base) — insuficiente, pois pode ser coincidência ao acaso.
  • O 3° voluntário também coincide em apenas uma posição isolada, com as demais bandas deslocadas.
  • O 4° voluntário apresenta bandas exatamente nas três alturas procuradas: a banda logo abaixo do topo, a banda intermediária seguinte e a banda próxima da base — todas alinhadas com precisão às três bandas paternas do garoto.
  • O 5° voluntário não reproduz esse conjunto: suas bandas ficam em posições intermediárias diferentes, sem alinhamento nas três alturas-chave.

Subpasso 4.3 — Verificação

Somando as evidências: o perfil completo do garoto (6 bandas) é 100% explicado pela soma de "3 bandas iguais às da mãe" + "3 bandas iguais às do 4° voluntário". Nenhum outro candidato reproduz esse encaixe completo — no máximo, cada um dos outros compartilha uma única banda com o filho, o que é estatisticamente esperado por acaso entre pessoas não aparentadas e não caracteriza paternidade. A resposta é, portanto, o 4° voluntário.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) 1° voluntário.

❌ Incorreta: o perfil de bandas do 1° voluntário não coincide com nenhuma das três bandas do garoto que não têm origem materna; as posições estão todas deslocadas em relação ao padrão do filho.

B) 2° voluntário.

❌ Incorreta: o 2° voluntário compartilha apenas uma banda isolada com o garoto nas posições não maternas, o que é compatível com semelhança genética ao acaso entre indivíduos não relacionados, não com uma relação de paternidade (que exige explicar todas as bandas remanescentes).

C) 3° voluntário.

❌ Incorreta: assim como o 2°, o 3° voluntário reproduz apenas uma das três bandas paternas esperadas; as demais bandas de seu perfil não têm correspondência com o filho, eliminando-o como candidato.

D) 4° voluntário.

✅ Correta: é o único voluntário cujas bandas coincidem, ponto a ponto, com as três bandas do garoto que não foram herdadas da mãe. Como toda banda do filho deve vir de um dos genitores, esse encaixe perfeito comprova que o 4° voluntário é o pai biológico.

E) 5° voluntário.

❌ Incorreta: o padrão de bandas do 5° voluntário diverge nas três posições decisivas; ele não reproduz o conjunto de fragmentos herdados do lado paterno do garoto.

🏆 Gabarito: D — o 4° voluntário é o único cujo perfil de DNA reproduz exatamente as três bandas do garoto que não têm origem materna, comprovando o vínculo de paternidade biológica.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: só a letra D fecha a "conta genética" completa — as 6 bandas do garoto são 100% explicadas pela soma das bandas da mãe com as bandas do 4° voluntário; nenhuma outra alternativa consegue isso.
  • Padrão de cobrança: o ENEM usa gráficos de eletroforese (bandas de DNA) para testar não decoreba, mas leitura de gráfico e lógica de herança — é um tema recorrente em questões de genética molecular aplicada (identificação forense, teste de paternidade, diagnóstico de doenças genéticas).
  • Generalização: em qualquer questão de "teste de DNA/paternidade" por bandas, o método é sempre o mesmo: (1) identifique as bandas do filho que coincidem com a mãe (origem materna certa); (2) isole as bandas restantes; (3) procure o único candidato que possui exatamente essas bandas restantes, nas mesmas posições.
  • Dica de eliminação rápida: descarte de cara qualquer candidato que compartilhe apenas 1 banda com o filho fora do padrão materno — paternidade real exige coincidência em todas as bandas não maternas, não em apenas uma.
  • Conexões: o mesmo raciocínio de "combinação de fragmentos por tamanho" aparece em questões sobre eletroforese de proteínas, sequenciamento e mapeamento genético, além de casos de identificação forense (exames de DNA em investigações criminais).

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