Pular para o conteúdo
MemorizeMemorize
Mapa de questões · 1º dia
NaturezaBiologiaFácil

Questão 83ENEM 2016Caderno azul · 1º Dia

O Brasil possui um grande número de espécies distintas entre animais, vegetais e microrganismos envoltos em uma imensa complexidade e distribuídas em uma grande variedade de ecossistemas.

SANDES, A. R. R.; BLASI, G. Biodiversidade e diversidade química e genética. Disponível em: http://novastecnologias.com.br. Acesso em: 22 set. 2015 (adaptado).

O incremento da variabilidade ocorre em razão da permuta genética, a qual propicia a troca de segmentos entre cromátides não irmãs na meiose.

Essa troca de segmentos é determinante na

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Biologia → Citologia/Genética (Meiose e mecanismos de variabilidade genética)
  • ⚡ Nível: Fácil — exige apenas associar um evento clássico da meiose (crossing-over) à sua consequência direta, sem cálculos ou dados complexos
  • 🎯 Tema/Habilidade: Crossing-over e recombinação gênica — compreender processos biológicos que geram diversidade genética nos seres vivos
  • 🏆 Gabarito: C — revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "A troca de segmentos entre cromátides não irmãs durante a meiose é responsável por qual fenômeno genético?"
  • Palavras-chave decisivas: permuta genética, cromátides não irmãs, troca de segmentos
  • Armadilha típica: confundir o mecanismo de crossing-over (reorganização de alelos já existentes) com mutação (criação de alelos novos) ou com herança de características adquiridas (ideia lamarckista, sem base genética)
  • O que a resposta precisa demonstrar: entender que a troca física de segmentos cromossômicos entre cromátides homólogas não irmãs gera novas combinações alélicas, e que essas combinações são incorporadas aos gametas formados ao final da meiose

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Meiose: divisão celular que reduz o número de cromossomos pela metade (2n → n), formando gametas ou esporos; ocorre em duas etapas, Meiose I (reducional) e Meiose II (equacional).
  • Crossing-over (permuta genética): ocorre na Prófase I, quando os homólogos se emparelham (sinapse) formando bivalentes (tétrades) e trocam segmentos entre cromátides não irmãs nos pontos de quiasma.
  • Recombinação genética: consequência direta do crossing-over — as cromátides passam a apresentar combinação de alelos diferente da original, gerando cromátides recombinantes distribuídas aos gametas.
  • Outras fontes de variabilidade: a segregação independente dos homólogos na Metáfase I também gera variabilidade, mas o enunciado descreve especificamente a troca de segmentos, isto é, o crossing-over.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "permuta genética, a qual propicia a troca de segmentos entre cromátides não irmãs" → descreve exatamente o mecanismo do crossing-over, que acontece entre cromátides de cromossomos homólogos (não irmãs) durante a Prófase I.
  • Evidência 2: "na meiose" → situa o processo no contexto da formação de células sexuais (gametas), afastando qualquer relação com divisões mitóticas ou células somáticas.
  • Evidência 3: "Essa troca de segmentos é determinante na..." → pede a consequência funcional direta do crossing-over, não uma consequência indireta ou distante, como fertilidade ou número de cromossomos.
  • Síntese: o enunciado descreve o crossing-over com precisão técnica e pede sua consequência imediata: a formação de novas combinações de alelos nos cromossomos que serão distribuídos aos gametas — ou seja, a recombinação genética na formação dos gametas.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Localizando o crossing-over no processo meiótico

Na Prófase I da meiose, os cromossomos homólogos (um de origem materna e outro paterna) se pareiam em um processo chamado sinapse, formando bivalentes ou tétrades (cada par de homólogos com 4 cromátides). Nesse pareamento, cromátides não irmãs — uma do cromossomo materno e uma do paterno — podem se romper em pontos correspondentes e trocar os segmentos quebrados entre si. Esse fenômeno é o crossing-over (permuta genética), visível citologicamente nos pontos de quiasma.

Subpasso 4.2 — Consequência genética direta da troca

Antes do crossing-over, cada cromátide carrega alelos herdados integralmente de um dos genitores ("parental"). Após a troca de segmentos, as cromátides passam a carregar uma mistura de alelos maternos e paternos — tornam-se cromátides recombinantes. Surgem, assim, novas combinações de características hereditárias que já existiam no genoma dos pais, mas nunca estiveram juntas na mesma cromátide. Esse rearranjo é, por definição, a recombinação genética.

Subpasso 4.3 — Verificação: onde essa recombinação se expressa

Ao final da meiose, cada cromátide (recombinante ou não) origina um cromossomo distinto, distribuído a um gameta diferente. Os gametas formados carregam então combinações inéditas de alelos, aumentando a variabilidade genética da espécie a cada geração. Isso confirma que a troca de segmentos entre cromátides não irmãs é determinante na recombinação genética que ocorre na formação dos gametas — exatamente o que descreve a alternativa C.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) produção de indivíduos mais férteis.

❌ Incorreta: fertilidade depende de fatores como pareamento correto dos homólogos, viabilidade dos gametas e compatibilidade cromossômica — não é consequência do crossing-over, que ocorre rotineiramente na meiose de indivíduos férteis e inférteis.

B) transmissão de novas características adquiridas.

❌ Incorreta: "características adquiridas" remete à ideia lamarckista de herança de traços desenvolvidos durante a vida do indivíduo, conceito sem respaldo na genética moderna. O crossing-over não cria nem transmite características adquiridas; apenas reorganiza alelos já existentes no patrimônio genético herdado dos genitores.

C) recombinação genética na formação dos gametas.

✅ Correta: a troca de segmentos entre cromátides não irmãs é a própria definição operacional de recombinação genética. Como esse processo ocorre durante a meiose — divisão que origina os gametas —, as novas combinações de alelos resultantes são incorporadas diretamente aos gametas formados.

D) ocorrência de mutações somáticas nos descendentes.

❌ Incorreta por dois motivos: mutação é alteração na sequência do DNA (criação de alelo novo), enquanto crossing-over apenas rearranja alelos preexistentes; e "mutação somática" ocorre em células do corpo, não em células germinativas envolvidas na meiose.

E) variação do número de cromossomos característico da espécie.

❌ Incorreta: o crossing-over troca segmentos entre cromátides, mas mantém intacto o número de cromossomos da espécie. Alterações numéricas (aneuploidias, como a trissomia do 21) resultam de erros de não disjunção na anáfase, fenômeno distinto do crossing-over.

🏆 Gabarito: C — a troca de segmentos entre cromátides não irmãs (crossing-over) é o mecanismo que produz a recombinação genética, cujo resultado final é incorporado diretamente aos gametas formados na meiose.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: apenas a alternativa C descreve a consequência genética direta do crossing-over: novas combinações de alelos que passam a compor os gametas.
  • Padrão de cobrança: o ENEM frequentemente cobra os mecanismos geradores de variabilidade genética (crossing-over, segregação independente e mutação), exigindo que o candidato diferencie causas de consequências e não confunda esses processos.
  • Generalização: sempre que o enunciado descrever "troca de segmentos entre cromátides" ou "pareamento de homólogos na prófase I", associe crossing-over → recombinação gênica, nunca mutação (altera a sequência do DNA) ou variação numérica de cromossomos (decorre de não disjunção).
  • Dica de eliminação rápida: elimine alternativas com "características adquiridas" (ideia lamarckista, sempre errada em genética) e com "mutação" quando o enunciado descrever explicitamente troca de segmentos já existentes.
  • Conexões: revise segregação independente dos homólogos (2ª Lei de Mendel) e não disjunção meiótica (origem de síndromes como Down e Turner), temas recorrentes no mesmo bloco de questões sobre meiose.

Comunidade Memorize · Grátis

Não perca nenhuma live, aula ou material.

Entre na comunidade do WhatsApp e receba os avisos de tudo que a equipe Memorize lança de graça — direto no seu celular.