Mapa de questões · 2º dia
Questão 126 — ENEM 2011Caderno azul · 2º Dia
O Brasil sempre deu respostas rápidas através da solidariedade do seu povo. Mas a mesma força que nos motiva a ajudar o próximo deveria também nos motivar a ter atitudes cidadãs. Não podemos mais transferir a culpa para quem é vítima ou até mesmo para a própria natureza, como se essa seguisse a lógica humana. Sobram desculpas esfarrapadas e falta competência da classe política.
Cartas. Istoé. 28 abr. 2010.
Não podemos negar ao povo sofrido todas as hipóteses de previsão dos desastres. Demagogos culpam os moradores; o governo e a prefeitura apelam para as pessoas saírem das áreas de risco e agora dizem que será compulsória a realocação. Então temos a realocar o Brasil inteiro! Criemos um serviço, similar ao SUS, com alocação obrigatória de recursos orçamentários com rede de atendimento preventivo, onde participariam arquitetos, engenheiros, geólogos. Bem ou mal, esse “SUS” organizaria brigadas nos locais. Nos casos da dengue, por exemplo, poderia verificar as condições de acontecer epidemias. Seriam boas ações preventivas.
Carta do Leitor. Carta Capital. 28 abr. 2010 (adaptado).
Os textos apresentados expressam opiniões de leitores acerca de relevante assunto para a sociedade brasileira. Os autores dos dois textos apontam para a
Alternativas
Resolução
📋 Ficha da Questão
- 📚 Matérias Necessárias: Português → Convergência entre textos
- ⚡ Nível: Médio — os dois textos apontam para o poder público.
- 🎯 Tema/Habilidade: A crítica comum sobre a gestão de desastres.
- 🏆 Gabarito: C — revelado após a resolução completa
🔎 Passo 1 — O que a questão pede
- Comando: o que os dois textos têm em comum.
- Estrutura da questão: o Texto I fala em desculpas esfarrapadas e falta de competência da classe política. A resposta precisa valer também para o segundo.
- Armadilha antecipada: alternativas que atribuem a responsabilidade à natureza ou ao voluntariado. O Texto I rejeita expressamente transferir a culpa para a natureza.
📚 Passo 2 — O conceito em jogo
Desastres ditos naturais têm componente humano decisivo: ocupação de área de risco, ausência de drenagem, falta de alerta e de planos de contingência.
Prevenção é atribuição do poder público, o que desloca a discussão da fatalidade para a gestão.
A solidariedade popular, embora louvável, atua depois do dano. Ela não substitui a política de prevenção.
🧮 Passo 4 — O caminho até a resposta
Do Texto I, retenha a crítica explícita: sobram desculpas e falta competência da classe política.
Verifique se o Texto II converge para o mesmo alvo: também aponta a falha da atuação pública.
O ponto comum é a incapacidade política de agir de forma diligente — alternativa C.
🔍 Passo 5 — Análise das Alternativas
- A) ✗ Incorreta. A solidariedade é reconhecida no texto, mas ele defende atitudes cidadãs e cobrança política, e não voluntariado contínuo como solução.
- B) ✗ Incorreta. A crítica aos políticos não é indevida no texto: ela é o argumento central do autor.
- C) ✓ Correta. É o ponto de convergência: ambos apontam a falha da classe política na prevenção e na resposta às mazelas sociais.
- D) ✗ Incorreta. Criar novos órgãos não é proposta apresentada em nenhum dos dois textos.
- E) ✗ Incorreta. O Texto I rejeita expressamente transferir a culpa para a natureza. A ação humana preventiva é possível e cobrada.
🏁 Passo 6 — O que levar dessa questão
Quando o comando pede o comum, teste a alternativa nos dois textos. Valer só para um é o erro clássico.
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