Mapa de questões · 1º dia
Questão 51 — ENEM 2020Caderno azul · 1º Dia
Zona de pastoreio e cultura do algodão e cereais do agreste (1963)

A dinâmica produtiva apresentada na imagem tem como estratégia central a
Alternativas
Resolução
Ficha da Questão
- 📚 Matérias Necessárias: Geografia → Geografia Agrária do Nordeste / dinâmica agropastoril do agreste
- ⚡ Nível: Fácil — a própria figura (um calendário anual circular) entrega a lógica de organização das atividades pelo ritmo do ano.
- 🎯 Tema/Habilidade: Organização do espaço agrário nordestino e relação entre produção e condições naturais (regime de chuvas). Competência de leitura de representações espaço-temporais.
- 🏆 Gabarito: D — revelado após resolução completa
Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando
- Comando reformulado: "Qual é a estratégia central que organiza essa dinâmica produtiva mostrada no calendário do agreste?"
- Palavras-chave decisivas: dinâmica produtiva, estratégia central, agreste (1963)
- Armadilha típica: confundir uma atividade que aparece na figura (pastoreio, algodão) com a estratégia que organiza o conjunto. A questão não pergunta "o que se produz", e sim "o que rege a distribuição da produção".
- O que a resposta precisa demonstrar: compreender que as atividades são encaixadas conforme os meses/estações, ou seja, ajustadas ao ritmo natural (chuvas e estiagem).
Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais
- Agreste: faixa de transição entre a Zona da Mata (úmida) e o Sertão (semiárido) no Nordeste, com chuvas irregulares e concentradas em poucos meses. Isso torna o calendário agrícola totalmente dependente do período chuvoso.
- Complementaridade agropastoril: no agreste combinam-se pecuária (pastoreio) e policultura de subsistência/comercial (feijão, milho, algodão), atividades encaixadas ao longo do ano para aproveitar cada fase climática.
- Calendário agrícola: representação que associa cada tarefa (plantio, limpa, crescimento, colheita) a um momento do ano, evidenciando a subordinação da produção ao tempo da natureza.
Passo 3 — Decodificação do Enunciado
- Evidência 1: a figura é um círculo dividido pelos 12 meses (JAN a DEZ) → a produção é lida como um ciclo anual; o tempo é o eixo organizador.
- Evidência 2: as convenções distribuem pastoreio, plantio e limpa, crescimento e colheitas em faixas que ocupam meses distintos → cada atividade tem sua janela no calendário, encaixada conforme a estação (chuva/seca).
- Síntese: o diagrama não mostra tecnologia, nem exportação, nem tipo de solo: mostra atividades ajustadas mês a mês. A lógica central é sincronizar a produção com o ritmo natural.
Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)
Subpasso 4.1 — Identificar o tipo de representação
Trata-se de um calendário circular, semelhante a um relógio anual. O fato de a informação estar organizada pelos meses já sinaliza que a variável decisiva é o tempo, não o espaço ou a técnica.
Subpasso 4.2 — Ler o encadeamento das atividades
Seguindo o círculo: há períodos de pastoreio, depois plantio e limpa, crescimento e, por fim, as colheitas escalonadas (feijão, milho verde, milho seco, algodão). Essa sequência acompanha a chegada e o fim das chuvas típicas do agreste — planta-se no início do período úmido e colhe-se conforme cada cultura amadurece.
Subpasso 4.3 — Verificação
A única leitura compatível com "estratégia central" é a de que o produtor adapta o calendário de trabalho ao ritmo climático — planta, cria e colhe no momento em que a natureza permite. Isso corresponde exatamente à ideia de adequação pelo tempo da natureza (alternativa D).
Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas
A) separação pelo tipo de solo.
❌ Incorreta: a figura organiza as atividades por meses, não por manchas de solo. Nenhuma legenda distingue tipos pedológicos; a variável exibida é temporal, não edáfica.
B) exportação da colheita sazonal.
❌ Incorreta: o calendário mostra produção voltada à subsistência e ao mercado interno (feijão, milho), típica do agreste. Não há qualquer indicação de fluxo de exportação; a sazonalidade aqui organiza o trabalho, não a venda externa.
C) priorização da tecnologia moderna.
❌ Incorreta: os pictogramas e o próprio caráter tradicional/manual das tarefas (plantio, limpa, pastoreio) revelam agricultura de baixa mecanização. A estratégia se apoia no ritmo natural, e não em tecnologia moderna.
D) adequação pelo tempo da natureza.
✅ Correta: o calendário circular encaixa cada atividade no mês adequado, ajustando plantio, crescimento e colheitas ao regime de chuvas e estiagem do agreste. A produção é subordinada ao tempo/ritmo natural.
E) intensificação da atividade pecuária.
❌ Incorreta: o pastoreio é apenas uma entre várias atividades e ocupa faixas do ano, sem qualquer sinal de intensificação (confinamento, aumento de rebanho). A lógica é de complementaridade, não de predomínio pecuário.
🏆 Gabarito: D — o diagrama é um calendário anual que sincroniza pastoreio, plantio e colheitas com as estações, ou seja, adequa a produção ao tempo da natureza.
Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova
- Reafirmação do gabarito: só a letra D explica por que as atividades estão dispostas mês a mês — elas seguem o ritmo climático do agreste.
- Padrão de cobrança: o ENEM adora relacionar produção agrária do Nordeste às condições naturais (semiaridez, irregularidade das chuvas) e à agricultura de subsistência tradicional.
- Generalização: quando uma figura organiza informações por meses/estações, a chave costuma ser a dependência do ciclo natural, não tecnologia, solo ou comércio.
- Dica de eliminação rápida: corte tudo que a figura não mostra — solo (A), exportação (B) e tecnologia moderna (C) não aparecem; entre D e E, note que a pecuária é só uma parte do ciclo, o que derruba a "intensificação" de E.
- Conexões: transição Mata–Agreste–Sertão; complexo pecuário-algodoeiro nordestino; calendário agrícola e regime pluviométrico.
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