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Questão 1 — ENEM 2012Caderno azul · 1º Dia

Questão 1 - ENEM 2012 - Mercantilismo, Absolutismo e Colonização Europeia na América

Charge anônima. BURKE, P. A fabricação do rei. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.

Na França, o rei Luís XIV teve sua imagem fabricada por um conjunto de estratégias que visavam sedimentar uma determinada noção de soberania. Neste sentido, a charge apresentada demonstra

Alternativas

Resolução

📋 Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: História → Absolutismo (a imagem do rei)
  • ⚡ Nível: Médio — a charge separa o homem do símbolo.
  • 🎯 Tema/Habilidade: A vestimenta na construção da soberania de Luís XIV.
  • 🏆 Gabarito: E — revelado após a resolução completa

🔎 Passo 1 — O que a questão pede

  • Comando: o que a charge demonstra sobre a noção de soberania.
  • Estrutura da questão: a imagem mostra o rei com e sem os trajes reais. É essa oposição que precisa ser interpretada.
  • Armadilha antecipada: ler a versão sem adornos como humanização ou aproximação do povo. A charge é satírica: ela expõe a fabricação da imagem real.

📚 Passo 2 — O conceito em jogo

A teoria dos dois corpos do rei distingue o corpo natural, mortal e falível, do corpo político, imortal e sagrado, que encarna o Estado.

Luís XIV construiu deliberadamente sua imagem por meio de retratos, cerimônias, arquitetura e vestimenta. O traje não decorava o rei: ele o produzia como soberano.

A charge desmonta essa operação ao mostrar que, retirados os adornos, resta um homem comum — o que revela que a majestade estava nos símbolos, não na pessoa.

🧮 Passo 4 — O caminho até a resposta

Compare as duas figuras da charge: a mesma pessoa, com e sem os trajes reais.

Observe o efeito: com os adornos, majestade; sem eles, um corpo comum e imperfeito.

A charge demonstra que a vestimenta constitui simbolicamente o rei, encobrindo os defeitos do corpo pessoal — alternativa E.

🔍 Passo 5 — Análise das Alternativas

  • A) ✗ Incorreta. A charge não celebra a humanidade do rei: ela usa essa humanidade para expor a artificialidade da imagem construída.
  • B) ✗ Incorreta. A distinção não é entre público e privado, e sim entre o corpo natural e o corpo simbólico do soberano.
  • C) ✗ Incorreta. Não há vínculo com o povo na imagem. A charge é crítica à fabricação da majestade, e não aproximação.
  • D) ✗ Incorreta. O tema não é o gosto estético do monarca, e sim a função política dos símbolos do poder.
  • E) ✓ Correta. É a leitura da charge: os adornos constituem a figura do soberano e escondem as imperfeições do homem.

🏁 Passo 6 — O que levar dessa questão

Em imagem sobre poder, pergunte o que os símbolos fazem. No absolutismo, a roupa não veste o rei: ela o cria.

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