Mapa de questões · 1º dia
Questão 22 — ENEM 2011Caderno azul · 1º Dia
Até que ponto, a partir de posturas e interesses diversos, as oligarquias paulista e mineira dominaram a cena política nacional na Primeira República? A união de ambas foi um traço fundamental, mas que não conta toda a história do período. A união foi feita com a preponderância de uma ou de outra das duas frações. Com o tempo, surgiram as discussões e um grande desacerto final.
FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EdUSP, 2004 (adaptado).
A imagem de um bem-sucedido acordo café com leite entre São Paulo e Minas, um acordo de alternância de presidência entre os dois estados, não passa de uma idealização de um processo muito mais caótico e cheio de conflitos. Profundas divergências políticas colocavam-nos em confronto por causa de diferentes graus de envolvimento no comércio exterior.
TOPIK, S. A presença do estado na economia política do Brasil de 1889 a 1930. Rio de Janeiro: Record, 1989 (adaptado).
Para a caracterização do processo político durante a Primeira República, utiliza-se com frequência a expressão Política do Café com Leite. No entanto, os textos apresentam a seguinte ressalva a sua utilização:
Alternativas
Resolução
📋 Ficha da Questão
- 📚 Matérias Necessárias: História → Primeira República (Política do Café com Leite)
- ⚡ Nível: Muito fácil — os dois textos relativizam a mesma expressão.
- 🎯 Tema/Habilidade: A instabilidade por trás da aliança entre São Paulo e Minas.
- 🏆 Gabarito: C — revelado após a resolução completa
🔎 Passo 1 — O que a questão pede
- Comando: que ressalva os dois textos fazem ao uso da expressão café com leite.
- Estrutura da questão: é uma questão de convergência: o que os dois historiadores têm em comum, e não o que os separa.
- Armadilha antecipada: escolher afirmações verdadeiras sobre a Primeira República que apenas um dos textos sustenta.
📚 Passo 2 — O conceito em jogo
A Política do Café com Leite designa a alternância de paulistas e mineiros na presidência durante a Primeira República, sustentada pela política dos governadores.
A historiografia recente relativiza a imagem de acordo estável: houve disputas constantes pela preponderância, candidaturas de outros estados e rupturas — a de 1930 é a mais conhecida.
Quando dois autores tratam a mesma expressão como idealizada, o que ambos afirmam é que a estabilidade sugerida por ela não corresponde aos fatos.
🧮 Passo 4 — O caminho até a resposta
Do primeiro texto, retenha o grande desacerto final e a preponderância alternada de uma fração sobre a outra.
Do segundo, retenha a palavra idealizado aplicada ao acordo.
Ambos apontam que as disputas do período contradizem a suposta estabilidade da aliança — alternativa C.
🔍 Passo 5 — Análise das Alternativas
- A) ✗ Incorreta. A riqueza do café dava peso a São Paulo, mas nenhum dos textos afirma que isso lhe garantia a prerrogativa de indicar sozinho o presidente.
- B) ✗ Incorreta. As divisões internas dos estados existiam, mas não é essa a ressalva comum aos dois textos.
- C) ✓ Correta. É o ponto em que os dois convergem: as disputas efetivas do período desmentem a estabilidade sugerida pela expressão.
- D) ✗ Incorreta. O poder do executivo federal dependia justamente do arranjo entre as oligarquias estaduais, e não o impedia.
- E) ✗ Incorreta. A diversificação produtiva e o mercado interno não são apresentados como fator de unificação entre as duas oligarquias.
🏁 Passo 6 — O que levar dessa questão
Quando dois historiadores chamam a mesma expressão de idealizada, a resposta é sempre que a realidade era mais conflituosa.
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