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Questão 54 — ENEM 2021Caderno azul · 1º Dia
O uso de novas tecnologias envolve a assimilação de uma cultura empresarial na qual haja a integração entre as propostas de modernização tecnológica e a racionalização. Nem sempre o uso de novas tecnologias é apenas um processo técnico na medida em que pressupõe uma nova orientação no controle do capital, no processo produtivo e na qualificação da mão de obra. Dos diversos efeitos que derivaram dessa orientação, a terceirização, a precarização e a flexibilização aparecem com constância como características do paradigma flexível, em substituição ao modelo taylorista-fordista. HERÉDIA. V. Novas tecnologass nos processos de trabafio eletos da reestruturação produtiva Seripta Nova, n 170, ago 2004 (adaptado) O uso de novas tecnologias relacionado ao controle empresarial é criticado no texto em razão da
Alternativas
Resolução
Ficha da Questão
- Matérias: Sociologia → reestruturação produtiva; toyotismo; precarização do trabalho
- Nível: Médio
- Gabarito: C
Passo 1 — Leitura
- Comando: "O uso de novas tecnologias relacionado ao controle empresarial é criticado no texto em razão da…"
- Palavras-chave: "a terceirização, a precarização e a flexibilização aparecem com constância como características do paradigma flexível"; "em substituição ao modelo taylorista-fordista".
Passo 2 — Conceitos
- Acumulação flexível / toyotismo: modelo produtivo baseado em terceirização, flexibilização e enxugamento, que substitui o taylorismo-fordismo.
- Fragilização das relações de trabalho: a terceirização e a precarização enfraquecem vínculos, direitos e estabilidade do trabalhador.
Passo 3 — Decodificação
- Evidência 1: "terceirização, precarização e flexibilização" → enfraquecimento dos vínculos trabalhistas.
- Evidência 2: essas práticas são apresentadas como "efeitos" criticados da nova orientação tecnológica do capital.
- Síntese: a crítica recai sobre a fragilização das relações de trabalho.
Passo 4 — Resolução
O texto critica que o uso das novas tecnologias, a serviço do controle do capital, gera terceirização, precarização e flexibilização — ou seja, enfraquece o vínculo do trabalhador. A razão da crítica é a fragilização das relações de trabalho → C.
Passo 5 — Análise
A) operacionalização da tarefa laboral. ❌ O foco não é a execução técnica das tarefas, e sim a deterioração dos vínculos.
B) capacitação de profissionais liberais. ❌ Não se trata de formação de profissionais liberais.
C) fragilização das relações de trabalho. ✅ "Terceirização, precarização e flexibilização" enfraquecem os vínculos trabalhistas — eixo da crítica.
D) hierarquização dos cargos executivos. ❌ O texto não discute hierarquia de cargos de chefia.
E) aplicação dos conhecimentos da ciência. ❌ A crítica não é à ciência aplicada, mas ao efeito social do modelo flexível.
Gabarito: C
Passo 6 — Dica
- Padrão: terceirização + precarização + flexibilização → fragilização do trabalho.
- Dica rápida: paradigma flexível (toyotismo) substituindo fordismo geralmente significa precarização.
- Conexões: toyotismo; reestruturação produtiva; precarização; Ricardo Antunes.