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Mapa de questões · 1º dia
HumanasHistória

Questão 24 — ENEM 2014 PPL

O príncipe D. João VI podia ter decidido ficar em Portugal. Nesse caso, o Brasil com certeza não existiria. A Colônia se fragmentaria, como se fragmentou a parte espanhola da América. Teríamos, em vez do Brasil de hoje, cinco ou seis países distintos. (José Murilo de Carvalho)

Há no Brasil uma insistência em reforçar o lugar-comum segundo o qual foi D. João VI o responsável pela unidade do país. Isso não é verdade. A unidade do Brasil foi construída ao longo do tempo e é, antes de tudo, uma fabricação da Coroa. A ideia de que era preciso fortalecer um Império com os territórios de Portugal e Brasil começou já no século XVIII. (Evaldo Cabral de Mello)

1808 - O primeiro ano do resto de nossas vidas. Folha de S. Paulo, 25 nov. 2007(adaptado).

Em 2008, foi comemorado o bicentenário da chegada da família real portuguesa ao Brasil. Nos textos, dois importantes historiadores brasileiros se posicionam diante de um dos possíveis legados desse episódio para a história do país. O legado discutido e um argumento que sustenta a diferença do primeiro ponto de vista para o segundo estão associados, respectivamente, em:

Alternativas

Resolução

📋 Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: História → Independência
  • ⚡ Nível: Difícil — o legado é a unidade; muda a explicação.
  • 🎯 Tema/Habilidade: O legado em debate e o argumento do primeiro texto.
  • 🏆 Gabarito: A — revelado após a resolução completa

🔎 Passo 1 — O que a questão pede

  • Comando: que legado os textos discutem e que argumento diferencia o primeiro deles.
  • Estrutura da questão: o Texto I atribui a unidade à permanência de D. João VI e o Texto II, à construção histórica pela Coroa.
  • Armadilha antecipada: escolher legados que não estão em disputa nos textos, como desigualdade social ou cultura.

📚 Passo 2 — O conceito em jogo

Os dois autores discutem por que o Brasil não se fragmentou como a América espanhola.

O Texto I atribui o resultado à presença da Corte no Rio de Janeiro.

Essa presença significou concentrar a administração régia em um único centro americano.

🧮 Passo 4 — O caminho até a resposta

Identifique o tema comum aos dois textos: a unidade territorial do Brasil.

Identifique o argumento do Texto I: a permanência de D. João VI foi decisiva.

O legado é a integridade territorial e o argumento é a centralização da administração régia na Corte — alternativa A.

🔍 Passo 5 — Análise das Alternativas

  • A) ✓ Correta. Os textos discutem a unidade territorial, e o Texto I a atribui à presença centralizadora da Corte.
  • B) ✗ Incorreta. A desigualdade social não é o legado em disputa nos textos.
  • C) ✗ Incorreta. A homogeneidade intelectual não é tratada pelos autores.
  • D) ✗ Incorreta. A uniformidade cultural não é o objeto do debate.
  • E) ✗ Incorreta. A cooptação de movimentos separatistas não é o argumento do Texto I.

🏁 Passo 6 — O que levar dessa questão

Os dois falam da mesma unidade. Discordam é sobre quem a costurou.

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